35. Tempestade

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Esse capítulo tá babado, manda um AOPA aí só pra dar um UP na fanfic pra nóis <3

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Os dias se passaram, e com eles, algumas coisas aconteceram na percepção de Peter: Nova York estava definitivamente muito calma, os índices de narcotráfico e de assassinatos que Deadpool fizera questão de diminuir continuavam baixos, e tudo o que o Homem Aranha fazia era ajudar cidadãos e impedir pequenos assaltos.

Além disso, havia algo mais pessoal. Wade estava constantemente exalando cansaço, sempre bocejando e cochilando. E como ele havia dito anteriormente, quando ficava assim, sua pele começava a apresentar alterações. Não era tão ruim quanto ele havia referido, mas definitivamente deixava Peter inquieto. As feridas que se abriram na pele de Wade tinham as bordas irregulares e assimétricas, com as cores em um espectro de tons que ia do vermelho inflamado ao marrom desbotado. Peter imaginava que os machucados doíam e coçavam tanto quanto ele demonstrava apenas quando dormia, momentos esses em que coçava até sangrar.

Constantemente Peter cuidava dos ferimentos de Wade, que apenas o deixava porque o mais novo insistia muito. Porque por ele, apenas ignoraria até que aquilo desaparecesse em algum momento, mas estava bem claro que Peter jamais faria isso. O moreno fazia questão de ajudá-lo até no banho, limpando as feridas com cuidado, passando remédios e fazendo curativos. Mas para ser sincero, aquele cuidado até agradava Wade, era sempre muito bom sentir o carinho do namorado em cada toque, afinal, se sentia bem sob os dígitos cuidadosos do namorado.

Era de tarde quando Wade ressonava, deitado na cama de Peter, até que o barulho suave da porta do guarda roupa sendo fechado o acordou. Percebendo que havia cochilado sem a real intenção, o mais velho abriu os olhos, se deparando com o quarto escurecido pelas cortinas fechadas, um indicativo que o namorado prezava pela sua qualidade de sono. Sorriu, vendo o mais novo acabar de se vestir.

Baby boy...? Onde você vai...? — a voz de Wade saiu rouca pelo sono e pelo cansaço, aquilo fez Peter sorrir um pouco, era um tom gostoso de se ouvir, mas voltou a ficar sério para dar a resposta.

— Wade, eu vou no cemitério. — Peter disse, enquanto se agasalhava. A resposta fez Wade ficar sério e refletir. — Vou visitar o tio bem e...

— Gwendolyn? — Wade perguntou direto, fazendo Peter o olhar. É claro que ele sabia, ele havia o investigado. — Eu... desculpa. Você sabe, eu...

— Tudo bem. — Peter disse, enquanto arrumava o cabelo. — Eu vou visitar ela. Eu não consegui ir no aniversário de morte por causa do Kraven.

Wade acenou positivo, se sentando devagar. Sentia seus órgãos doerem, pelo que reconhecia, aquele era o seu fígado e o seu rim direito, mas se esforçou em não esboçar reação para não chamar a atenção do namorado.

— Você quer companhia? — Wade segurou um gemido pela fincada que sentiu na cabeça. Aquele era o seu tumor. Respirou fundo, controlando a sua percepção sobre a dor, e continuou: — Ou prefere ir sozinho?

Peter deu um curto sorriso, se aproximando do namorado para sentar-se ao seu lado na cama. Levantou a mão até a testa de Wade, deslizando os dedos com carinho até a têmpora, e desviando de uma ferida na bochecha, segurou o queixo com cuidado, para guiar o rosto até o seu. Peter selou os lábios com cuidado, mostrando que apreciava a preocupação de Wade.

— Obrigado, Wade. — sorriu, levando a outra mão para acariciar o outro lado da face do namorado. — Eu prefiro ir sozinho, mas obrigado por perguntar.

Wade acenou positivo, apertando os lábios em um curto sorriso. Sentiu um bocejo crescer em seu rosto, e tapou a boca com a mão, enquanto o curtia. Peter riu de leve.

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