Aterrissou na parede, e mais do que depressa a janela foi aberta para que entrasse rápido, salvando o seu corpo da neve gelada que caía. Peter adentrou o apartamento iluminado pelo telão colorido, e abraçou o seu próprio corpo, se virando a Matt, que fechava a janela para impedir que a friagem entrasse mais.
Matthew parou por um segundo, ouvindo a turbulência do coração de Peter, sentindo o seu desespero, como se buscasse por alguma salvação. Matt se virou para ele, percebendo que ele se abraçava, não em uma tentativa de se aquecer, mas como se, através daquele toque, pudesse se consolar.
- Peter... - Matt percebeu que o seu chamado fez o coração de Peter acelerar. Ele gostou daquela reação sincera.
- Matthew... por favor. - Peter se aproximou perigosamente do amigo, mantendo uma distância de poucos centímetros, fazendo o mais velho suspender a respiração por um instante. - Eu preciso que me faça mais um favor egoísta.
Matthew levantou um pouco o rosto, e sentiu a respiração de Peter se misturar à sua. Naquele instante, prestar atenção no pedido de Peter se tornou um trabalho difícil, porque todos os seus sentidos estavam focados na maneira em que o corpo de Peter se mexia ao respirar.
- Matt, me faça esquecer de tudo... nem que seja por um momento.
O coração de Matthew acelerou, sentindo a sua respiração descompassar. Peter estava pedindo por...?
- Peter...?
- Eu... eu sei que estou sendo egoísta. - Peter disse triste. - Mas você me disse que eu podia te usar para esquecer dele. Eu pensei que talvez... que talvez eu pudesse te usar para esquecer de tudo.
Os sentidos de Matthew se apuraram por completo no corpo de Peter, e no meio de toda aquela solidão, tristeza e desespero, ele sentiu também o calor, o afeto e a excitação, como uma pequena chama que pedia por um pouco de combustível para crescer e consumir tudo. Aquilo o provocou, mexeu com o seu inconsciente. Saber que tinha aquele tipo de poder sobre Peter Parker, de poder tirá-lo da realidade angustiante como um refúgio, fez mais do que o seu ego crescer, satisfez o seu emocional, fez o seu corpo se aquecer, aprovando e se preparando para aquela possibilidade.
Sentiu Peter se aproximar mais, as mãos tocaram o seu torso, e os lábios quentes e úmidos estavam a milímetros dos seus. Matt pôde sentir o formigamento da proximidade, do quase selar daquele toque.
- Por favor. - Peter sussurrou, e Matthew sentiu os olhos dele focarem nos seus lábios. - Talvez não seja o momento certo pra você... mas queria que soubesse que para mim, é.
Matthew suspendeu a respiração outra vez, sentindo Peter subir a mão no seu torso, deslizando-a pelo seu peito, caminhando pela clavícula e pelo trapézio, até alcançar a nuca, onde arranhou suavemente, apenas para arrepiá-lo.
- Eu preciso de você, Matt.
Matthew sentiu o seu corpo entrar em ebulição com aquelas palavras, e apertou os dentes em busca de autocontrole, ao mesmo tempo em que suas mãos atrevidas foram diretamente para a cintura de Peter, segurando-a e puxando-a para perto, colando ambos os torsos. As respirações descompensadas se encontraram, denunciando que estavam prestes a passar da linha.
- Peter. - Matthew sussurrou o nome em um tom carregado. - Você tem certeza do que está pedindo? Você não vai se arrepender?
Peter olhou os lábios desenhados de Matt e molhou os próprios, em excitação. Ele acenou positivamente, enquanto mordia os lábios, e abraçava os ombros dele com as mãos, sentindo a musculatura.
- Tenho, Matt. - Peter suspirou. - Me faça pensar somente em você.
Matthew subiu uma das mãos pelas roupas do mais novo até alcançar a nuca para segurá-lo com possessão. Respirou pesado contra Peter, evidenciando o quanto aquelas palavras haviam mexido consigo, e sentiu a respiração dele retribuir com intensidade. Matt finalmente alcançou os lábios úmidos de Peter com os seus em um ósculo molhado, onde se sentiam com veemência, deslizando as bocas que se encaixavam para que as línguas se tocassem e se esfregassem.
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Just a Habit - Spideypool
Romance- "Apenas um hábito" - O Espetacular Homem Aranha ganha um novo stalker, extremamente pervertido por sinal, e seus dias "costumeiros" vão por água à baixo. De início a companhia do seu perseguidor mostra-se bastante incomoda, mas, aos poucos, o heró...
