— Fiquei sabendo do que aconteceu. Sinto pela sua perda. — Kraven disse sincero, o que fez o Aranha levantar a sobrancelha.
— É? E por isso você está querendo me matar? Para me levar até ela? — Peter foi irônico.
— Eu disse que voltaria, e que apenas um de nós seria o caçador.
— Pra mim já está muito claro quem é a caça aqui. — o Aranha avançou sobre Kraven, que sem conseguir reagir de imediato, tomou um soco no rosto que o derrubou no chão. Mas pela força controlada e não fatal de Peter, ele levantou em seguida, mesmo que um pouco tonto.
Kraven sorriu, limpando o sangue da boca por causa do molar arrancado, e o cuspiu junto do fluído escarlate.
— Você está mais forte... mais rápido. Acho que fiz um bom trabalho.
— Você fez. — Peter apertou o punho. — Mais do que deveria.
Então o Aranha voltou a avançar, mas desta vez, Kraven foi rápido o bastante para bloquear o golpe do heroi, mas devido a força, o seus pés deslizaram para o lado, entretanto manteve-se em equilíbrio para voltar um ataque com sua faca de estocar, o qual Peter esquivou com maestria, voltando outro soco, desta vez na costela de Kraven, que grunhiu alto de dor, enquanto vacilava e recebia um tapa estrondoso no rosto, que o derrubou.
Peter assistiu o homem caído e desorientado no chão.
— Desista, Kraven. Eu sou uma caça superior ao seu nível.
Aquela provocação serviu de combustível para a fúria de Kraven, que balançou a cabeça e tirou outra faca. Empunhando duas armas brancas, afiadas e com mais de dez centímetros de comprimento, o Caçador se levantou e avançou sobre o Aranha, que se esquivou da série de ataques furiosos, mas que infelizmente não conseguiu tirar o braço por completo, onde a faça rasgou desde o seu antebraço até o seu pulso, detonando o seu lançador de teia esquerdo, que explodiu teias para todos os lados. Mas Kraven, não satisfeito, voltou a avançar, e Peter atirou uma teia com o seu único lançador no rosto do homem, que perdeu a visão por tempo o suficiente para que o heroi o socasse forte no estômago e girasse o corpo para golpear com o antebraço na nuca do Caçador, o derrubando no chão.
Peter olhou o seu ferimento no braço, que sangrava em grande quantidade, e tirou o seu lançador de teia para olhar o estrago em seu membro. O corte havia pegado algumas veias, e aquilo não era bom.
Um assobio ressoou, e o seu sensor o alertou, mas sem entender o ataque aéreo que vinha, o seu corpo foi deslocado com um impulso grandioso, que o derrubou do prédio.
Peter agiu rápido em frações de milissegundos para atirar uma teia para se livrar da queda. Mas para a sua surpresa... suas teias haviam acabado.
— Merda!!!!
— PETER!!! — era Deadpool, gritando.
Peter então estava em uma queda livre. Desabando de quatorze andares.
O vento era forte, batia em seu corpo e ensurdecia seus ouvidos, e Peter evitava olhar para o chão, com medo do que seu corpo se tornaria quando se esborrachasse contra o concreto. Deadpool gritou outra vez, lá de cima do outro prédio. Ele sabia que havia algo errado.
A queda era rápida, mas para quem estava prestes a morrer, o tempo passava devagar.
Peter viu o rosto de Wade o olhando com desespero. Wade era tão lindo aos olhos de Peter. Mas Peter estava prestes a morrer... e a deixá-lo só. Deixá-lo sozinho para toda a eternidade. Peter prometeu que viveriam muito, juntos e felizes. Mas agora... Agora Peter ia morrer. E não havia volta, porque não era imortal como Wade. Ele iria cair até o término dos andares, e se quebrar no chão. Não seria uma morte bonita. A última visão que Wade teria de seu corpo seria quebrada, espatifada, com os órgãos explodidos e o rosto deformado.
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Just a Habit - Spideypool
Romance- "Apenas um hábito" - O Espetacular Homem Aranha ganha um novo stalker, extremamente pervertido por sinal, e seus dias "costumeiros" vão por água à baixo. De início a companhia do seu perseguidor mostra-se bastante incomoda, mas, aos poucos, o heró...
