54. Desabando

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— Fiquei sabendo do que aconteceu. Sinto pela sua perda. — Kraven disse sincero, o que fez o Aranha levantar a sobrancelha.

— É? E por isso você está querendo me matar? Para me levar até ela? — Peter foi irônico.

— Eu disse que voltaria, e que apenas um de nós seria o caçador.

— Pra mim já está muito claro quem é a caça aqui. — o Aranha avançou sobre Kraven, que sem conseguir reagir de imediato, tomou um soco no rosto que o derrubou no chão. Mas pela força controlada e não fatal de Peter, ele levantou em seguida, mesmo que um pouco tonto.

Kraven sorriu, limpando o sangue da boca por causa do molar arrancado, e o cuspiu junto do fluído escarlate.

— Você está mais forte... mais rápido. Acho que fiz um bom trabalho.

— Você fez. — Peter apertou o punho. — Mais do que deveria.

Então o Aranha voltou a avançar, mas desta vez, Kraven foi rápido o bastante para bloquear o golpe do heroi, mas devido a força, o seus pés deslizaram para o lado, entretanto manteve-se em equilíbrio para voltar um ataque com sua faca de estocar, o qual Peter esquivou com maestria, voltando outro soco, desta vez na costela de Kraven, que grunhiu alto de dor, enquanto vacilava e recebia um tapa estrondoso no rosto, que o derrubou.

Peter assistiu o homem caído e desorientado no chão.

— Desista, Kraven. Eu sou uma caça superior ao seu nível.

Aquela provocação serviu de combustível para a fúria de Kraven, que balançou a cabeça e tirou outra faca. Empunhando duas armas brancas, afiadas e com mais de dez centímetros de comprimento, o Caçador se levantou e avançou sobre o Aranha, que se esquivou da série de ataques furiosos, mas que infelizmente não conseguiu tirar o braço por completo, onde a faça rasgou desde o seu antebraço até o seu pulso, detonando o seu lançador de teia esquerdo, que explodiu teias para todos os lados. Mas Kraven, não satisfeito, voltou a avançar, e Peter atirou uma teia com o seu único lançador no rosto do homem, que perdeu a visão por tempo o suficiente para que o heroi o socasse forte no estômago e girasse o corpo para golpear com o antebraço na nuca do Caçador, o derrubando no chão.

Peter olhou o seu ferimento no braço, que sangrava em grande quantidade, e tirou o seu lançador de teia para olhar o estrago em seu membro. O corte havia pegado algumas veias, e aquilo não era bom.

Um assobio ressoou, e o seu sensor o alertou, mas sem entender o ataque aéreo que vinha, o seu corpo foi deslocado com um impulso grandioso, que o derrubou do prédio.

Peter agiu rápido em frações de milissegundos para atirar uma teia para se livrar da queda. Mas para a sua surpresa... suas teias haviam acabado.

— Merda!!!!

— PETER!!! — era Deadpool, gritando.

Peter então estava em uma queda livre. Desabando de quatorze andares.

O vento era forte, batia em seu corpo e ensurdecia seus ouvidos, e Peter evitava olhar para o chão, com medo do que seu corpo se tornaria quando se esborrachasse contra o concreto. Deadpool gritou outra vez, lá de cima do outro prédio. Ele sabia que havia algo errado.

A queda era rápida, mas para quem estava prestes a morrer, o tempo passava devagar.

Peter viu o rosto de Wade o olhando com desespero. Wade era tão lindo aos olhos de Peter. Mas Peter estava prestes a morrer... e a deixá-lo só. Deixá-lo sozinho para toda a eternidade. Peter prometeu que viveriam muito, juntos e felizes. Mas agora... Agora Peter ia morrer. E não havia volta, porque não era imortal como Wade. Ele iria cair até o término dos andares, e se quebrar no chão. Não seria uma morte bonita. A última visão que Wade teria de seu corpo seria quebrada, espatifada, com os órgãos explodidos e o rosto deformado.

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