Não era um dia como qualquer outro, pelo menos para Peter. Apesar de ter enfrentado poucas atividades como Homem Aranha, seus músculos estavam tensos e doloridos. Sentia o estresse salpicar sua pele e sua cabeça latejar.
Descansou em cima de um prédio e esticou o corpo, estalando as costas tensas. Alongou os ombros e girou os braços que pareciam enferrujados de tanta tensão.
Sua cabeça latejou pela milésima vez por consequência do seu sentido aranha avisar que estava sendo insistentemente seguido. Não sabia quem era, nem onde estava. O seu perseguidor era muito habilidoso. Só tinha certeza de que não era Deadpool, porque esteve tentando provocá-lo com umas empinadas de bunda para ele aparecer logo, e que não era também o Demolidor, porque não fazia muito do seu feito expor tanta sede de sangue.
Seja quem for que estivesse o perseguindo, o queria no mínimo quase muito morto.
O pior é que já era tarde, Peter estava cansado porque teve que se empenhar na faculdade por causa das matérias novas. Não o bastante, já estava há quatro horas seguidas tentando fugir daquele perseguidor.
Seu corpo estava pesado e rígido, dificultando sua agilidade habitual, além de estar com muita fome.
Estresse, fome e cansaço definia bem o estado de Peter.
Escutou um barulho vindo por trás e seu corpo solavancou de susto, mas suspirou aliviado ao perceber que era Deadpool.
― Foi maluquice minha ou você soltou um suspiro de alívio ao me ver? ― perguntou animado, fazendo o herói respirar fundo em busca de paciência.
― Maluquice sua. ― respondeu seco se virando para frente, sentindo a aproximação do mercenário.
― Não, não. Foi você mesmo. ― Deadpool falou convencido. ― Eu tenho bastante certeza.
― Não, não foi não. ― o aranha insistiu.
― Ah, qual é. ― aproximou e parou ao lado do herói. ― Quer dizer que seu cu doce se aplica até mesmo a um simples suspiro de alívio?
― E desde quando eu sou cu doce ou desde quando eu soltaria um suspiro de alívio ao te ver?
― Primeira pergunta: desde o nosso primeiro olhar. Você está louquinho por mim, só não consegue encarar os fatos. Segunda pergunta: seria então um suspiro de tesão?
Peter moveu a cabeça observando o semblante mascarado ao seu lado e semicerrou os olhos. Por acaso aquele retardado havia se esquecido de como foi o último encontro deles?
― Você por acaso pensa em alguma coisa antes de falar? ― perguntou se dando por vencido.
― Penso, obviamente. ― respondeu rápido. ― Eu disse da última vez que você não sai da minha cabeça.
Peter sentiu suas bochechas queimarem.
― O quê?! ― engasgou. ― Nã― Não disse isso não!
― Não? ― Deadpool se mostrou pensativo, com uma mão no queixo. Ficou alguns segundos em silêncio. ― É, eu disse que desde que você apareceu, eu só quero ver você, ter sua companhia, conversar e te sentir...
A cada afirmação, mais Peter se sentia com vergonha e nervoso.
― Você não é lá muito bom nesses assuntos, né? ― Deadpool balançou a cabeça negativamente, com as mãos na cintura. ― Você precisa interligar os fatos, Baby boy. Foi a mesma coisa de dizer que eu só consigo pensar em você.
Seu coração bateu tão forte que se desconcentrou.
― P―Por que você diz essas coisas com tanta naturalidade?! ― Peter se zangou constrangido. ― E não me chame disso.
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Just a Habit - Spideypool
Romance- "Apenas um hábito" - O Espetacular Homem Aranha ganha um novo stalker, extremamente pervertido por sinal, e seus dias "costumeiros" vão por água à baixo. De início a companhia do seu perseguidor mostra-se bastante incomoda, mas, aos poucos, o heró...
