A noite estava abafada, mesmo para o inverno em Nova York. A prisão de segurança máxima ficava em uma parte isolada da cidade, cercada por concreto, torres de vigilância e cercas eletrificadas. Mas nada que impedisse, de fato, Peter Parker.
Peter estava vestido completamente de preto com uma máscara de assaltante e óculos escuros quando escalou as paredes externas da prisão com a mesma destreza de uma aranha, movendo-se rente ao concreto frio como uma sombra viva. Seus dedos se fixavam nas saliências da estrutura com precisão milimétrica, enquanto o peso de sua raiva latejava em cada músculo. Identificou a localização das câmeras e manteve-se abaixo da linha, oscilando entre os pontos cegos que havia mapeado mentalmente.
Ao alcançar uma janela, testou o trinco com cuidado, mas logo forçou-a com um movimento rápido e silencioso, deslocando o batente com a força controlada de quem sabia exatamente o quanto podia dobrar o metal antes que ele cedesse com um estalo.
Uma vez dentro, Peter se moveu como um espectro pelo teto, com os sentidos aguçados captando cada passo e cada murmúrio distante de guardas em patrulha. Sua mente era uma mistura de cálculo e instinto, avançando sem hesitação, mas com um controle que fazia até o menor rangido do piso parecer um eco de algum lugar distante.
Quando avistou a sala de segurança, notou que a porta estava entreaberta. Lá dentro, o operador das câmeras estava completamente alheio, absorto nas telas, distraído pela rotina monótona de vigiar prisioneiros que nunca saíam do lugar.
Peter deslizou do teto para o chão sem fazer barulho. Suas mãos foram rápidas: uma cobrindo a boca do guarda, a outra imobilizando o pescoço em um mata-leão perfeito. O homem se debateu por poucos segundos, arranhando o ar com as unhas, mas a força de Peter era absoluta e sufocante. O guarda apagou antes mesmo de conseguir emitir um som real.
Com movimentos rápidos, Peter arrastou o corpo para o canto da sala e, com os dedos ágeis, começou a desligar os circuitos das câmeras, derrubando os monitores um a um, cortando qualquer registro visual da sua invasão. Assim, as telas escureceram com a sua ação.
Silencioso como a própria raiva que o guiava, Peter saiu da sala e seguiu pelos corredores internos. Cada passo era uma promessa silenciosa, onde ele jurava que Wilson Fisk pagaria pelos seus atos. E foi com essa fúria que Peter desacordou os guardas que cruzaram o seu caminho até chegar no bloco especial onde Fisk estava isolado.
Através das portas reforçadas que foram arrebentadas com socos, trincando o aço como se fosse papel, Peter entrou na sala, sem escutar nada além do próprio sangue pulsando nas têmporas. Peter então se deparou com Wilson Fisk sentado em sua cela, com os punhos cerrados sobre a mesa de metal, que, quando levantou os olhos e viu um homem mascarado ali, por um breve segundo até ele hesitou.
— Como você chegou aqui? — Fisk perguntou, olhando ao redor. Não havia guardas, eles estavam só. Wilson, por um momento, teve um pressentimento ruim. Havia um homem misterioso ali, que depois de invadir a prisão de mais alta segurança de todo o país, não estava nem ofegante, e sequer parecia ter se esforçado para fazê-lo.
— Você não está focando no que realmente importa. — Peter disse, apertando os punhos, sentindo a raiva dominá-lo.
— Quem é você? — Wilson perguntou demonstrando tranquilidade, esfregando a ponta dos dedos na palma de cada mão, como um hábito que costumava a ter.
Peter tirou os óculos e em seguida a máscara. Então ele e Wilson se encararam, e o mais velho engoliu em seco, receoso daquela presença. Havia mandado matar a tia dele há poucos dias, agora ele estava ali para se vingar, e não havia ninguém para protegê-lo. O medo começou a falar mais alto. Sabia do que o Homem Aranha era capaz, havia visto o estrago que ele fez em Lápide, mas mesmo assim, Fisk não demonstrou a sua fragilidade:
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Just a Habit - Spideypool
Romansa- "Apenas um hábito" - O Espetacular Homem Aranha ganha um novo stalker, extremamente pervertido por sinal, e seus dias "costumeiros" vão por água à baixo. De início a companhia do seu perseguidor mostra-se bastante incomoda, mas, aos poucos, o heró...
