Olá galera, boa noite e bom final de anooo!!!!!
Venho aqui hoje postar mais um capítulo daquela história que é igual sexo ruim: nunca acaba.
Eu sei que vocês esperavam me ver só daqui a um ano, como é de costume, mas devo dizer que o último capítulo me deu um gás, que me permitiu escrever esse.
Além disso, não sei se viram o aviso (inclusive recomendo vocês ficarem sempre de olho neles) mas eu postei falando os meus planos para esse capítulo, que era fazer uma parte na casa do Shisui, e a outra do Naruto na Anbu. Porém, a primeira parte ficou bem grandinha, então perguntei se já queriam logo o capitulo e me disseram que sim, então aqui está ele!
Eu espero soltar o próximo esse ano ainda, mas estou estudando para um concurso (vários) e não sei se será viável. Por via das dúvidas, aqui está um capítulo como presente de natal pra vocês!
Não se esqueçam de comendar nas suas partes favoritas, favoritar e ficar de olho, pois Ghost não vai terminar nem tão cedo, e eu sumo mas sempre volto!
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P.V Sasuke
Todos que me conhecem podem afirmar firmemente que odeio muitas coisas, e que minhas afeições são raras. Dizem que sou fresco, enjoado, mal humorado, sem graça. Dizem que sou acometido pela maldição do ódio pelas coisas mais banais possíveis. Eles estão certos.
Mas também estão terrivelmente errados.
Todo o meu ódio, agora percebo abraçado a Shisui em meio a calçada com meu ex ex-melhor amigo logo atrás, foi produto de muito amor. Amor este que se recusou a me abandonar quando todos os portadores daquelas características o fizeram. Eu odiei profundamente qualquer enfeite que brilhava no escuro, o parquinho da rua de cima, o sol, a própria palavra “melhor amigo”, tudo por Naruto. Odiei a cor rosa, a pedra de jade, as árvores de sakura e cabelos tingidos, tudo pela falta de comunicação com minha amiga. E odiei de forma tão dolorosa quanto, decorações coloridas maximalistas e o cheiro de canela que Shisui tanto adorava e impregnava em sua vida.
Eu os amei tão ferozmente que quando eles se foram, não havia nada a fazer além de odiá-los na mesma intensidade. Meu ódio, percebo, é provocado pelo profundo amor que cultivo sozinho.
— Você cresceu tanto! Como pode ter chegado ao meu tamanho, ainda nem fez dezessete anos — Ele se afastou um pouco e pegou minhas mãos para me olhar por inteiro. Parecia um pai orgulhoso de seu filho, ou o tio divertido que vinha apenas para o natal. Quase esperei que soltasse uma piada clássica e sem graça, mas ele era alguém de riso fácil, mas de palavras sábias, raramente contava piadas propositalmente. — E está em forma, não devia ter me preocupado tanto.
— E você? Parece mais magro do que eu me lembrava, tem pegado sol, se alimentado? — perguntei, embora aquele tipo de preocupação não era comum a mim nem mesmo se tratando de Itachi. Mas com Shisui era diferente naquele momento. Quase três anos haviam se passado desde então e eu me sentia um garotinho de quatorze anos de novo, implorando para ir na casa dele jogar vídeo game e observar minha nova apresentação de ballet, jazz ou qualquer coisa muito artística e pouco máscula - na visão de Fugaku - que eu estivesse fazendo naquele momento.
— Bom, têm sido anos bem difíceis. — Shisui me soltou e coçou a nuca, voltando sua atenção a Naruto, que esperava parado com uma expressão de satisfação e contemplação no rosto. Parecia estar novamente revisitando as lembranças de seus pais, já que estes eram fantasmas constantes na vida dele, mais presentes do que aqueles que tínhamos que conduzir. Naruto se agarrava a aquele último fiapo de felicidade para se manter minimamente sob controle. — Oh, perdão pela falta de modos, eu sou Shisui. Você deve ser o Naruto, não é?
O loiro saiu do transe e estendeu a mão para o Uchiha. Ambos trocaram acenos e Shisui nos guiou pela guarita do prédio até seu apartamento. Lá, Itachi nos aguardava tentando encaixar todas as coisas calóricas com alto teor de açúcar e sal na pequena mesa de centro. Havia também pratos no balcão que dividia a cozinha americana da sala, todos saindo fumaça de suas travessas, provavelmente com comidas que Shisui tinha preparado, levando em conta que Itachi era tão perfeccionista que demorava oito horas para fritar um ovo.
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Ghost - Sasunaru
FanfictionNaruto Uzumaki não é um adolescente comum. Desde cedo ele carrega o grande fardo de se comunicar com os mortos e aguentar todo o sofrimento que esse dom lhe causa, o tornando um garoto triste e solitária, e se não bastasse ter que lutar contra demôn...
