Cap. 27: Nunca é tarde demais- Parte I

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Dois dias depois
-Muito bem, o castelo da Rubi é ali. A esta hora ela já deve saber que aqui estamos. Temos de ter cuidado.- disse Eric.

Estávamos todos escondidos atrás de um arbusto enquanto discutiamos a melhor maneira de entrar.

-Muito bem. Eu, as guardiãs e o Jason entramos pela porta principal. Tu e os teus homens vão pelas traseiras.- disse eu a Eric.

-Está bem.- disse Eric.

Levantei-me, para começar a realizar o plano, quando Eric me puxou para o chão de novo.

-Tem cuidado.- disse ele com ar preocupado.

-Tu também.- disse eu sorrindo.

Eric beijou-me. Eu senti os olhares das pessoas todos em mim. Imaginei o quão zangadas deviam estar, afinal, Eric tinha esposa.

Quando Eric me soltou, pude encarar todos e, ao contrário do que eu esperava, estavam todos a sorrir...todos excepto Jason.

Levantei-me e dirigi-me ao castelo na companhia de Jason e das guardiãs.

Entramos por uma porta grande, a porta principal, e eu senti que algo estava errado.

-Algo não está bem.- disse eu.

-Pois não!- disse Jason amuado.

-Posso saber o que tens?- disse eu.

-Claro! Não tinhas nada de beijar o Eric. Ele já tem esposa.- disse Jason.

-A minha vida privada é comigo. Tu não tens nada a ver com ela. Agora, se não te importas, tenho de ir salvar o meu filho.- disse eu.

-Ele não é teu filho, tu não és a Saphira e o Eric não é o teu marido. Tu nunca serás nem um bocadinho do que a Saphira é...- disse Jason quase a gritar.

-Talvez não seja a melhor altura para discutirem...- disse Esmeralda.

-É impressionante como consegues fazer com que uma pessoa te odeie em apenas dois segundos.- disse eu a Jason voltando-lhe as costas.

Revistamos as redondezas que aparentemente se encontravam vazias. Mas aquela sensação de estar a ser observada tomava conta de mim. Andamos mais uns passos até que senti algo atrás de mim. Voltei-me e, sem pensar, elevei uma lança que estava numa armadura de decoração e atirei-a ao que me perseguia, usando a telecinésia. A lança cravou-se num braço de um homem vestido de negro, um dos mesmos homens que me atacaram no dia em que eu cheguei. Mais homens começaram a aparecer e, numa questão de segundos, já estávamos rodeados por homens vestidos de negro e armados. Mesmo no centro do exército, encontrava-se Rubi que, orgulhosa, disse:

-Se te entregares agora, poupo-te a vida.

-Nesse caso...- disse eu olhando para o meu grupo.- ...Ao ataque!- ordenei eu.

Uma luta começou: guardiãs e guerreiro contra uma guardiã e milhares de guerreiros.

***

POV Eric
Levei o meu grupo sorrateiramente até às traseiras e entramos no castelo, que se encontrava totalmente deserto.

Tal como combinado, revistamos o perímetro e, assim que percebemos que não havia ninguém nas redondezas, avançamos em direcção à sala do trono.

Eu estava ali mas o meu coração estava noutro lugar- com Heaven. Não sei o que se passa comigo. Eu sei que amo a Saphira e também sei que a Heaven não é a Saphira mas... Eu amo a Heaven da mesma maneira que amo a Saphira. O pior é que nem me sinto culpado com esse facto. É como se eu sempre tivesse vivido com a Heaven. É aquela sensação de conhecer uma pessoa que nunca vimos...

Estava perdido nos meus devaneios quando ouvi um dos meus homens gritar:

-Cuidado, senhor!

Nesse preciso momento, algo me agarrou e me arrastou pelo chão.

SaphiraHistórias para pegar e não largar. Descubra agora