Capítulo 14

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Acordo e sinto algo pesado me cercando e tento me soltar, mas é em vão, sinto alguém se mexer ao meu lado e lembro da noite passada, e suspiro, afundo meu rosto no travesseiro e absorvo o cheiro de Tyler o máximo que consigo e depois sinto o peso de seu braço deixar meu corpo, não abro os olhos ainda não estou pronta para encara o dia depois de –praticamente- ter implorado para que ele me deixasse dormi com ele, não foi bem isso, mas pra parecer mais dramática digo que foi isso que aconteceu.

Tyler suspira e sei que esta acordado, mas ele- assim como eu- não se mexe para sair da cama e eu fico me perguntando o que ele deve estar pensando enquanto encara o teto, mas quando me viro para este percebo que ele não encara o teto e sim a mim.

Engulo em seco e ele sorri.

-bom dia! – ele parece de bom humor.

- bom dia! – digo me virando para ficar de barriga para cima e encara o teto Tyler não faz o mesmo em vez disso fica me observando, olho para ele com o canto dos olhos e vejo que este tem um sorriso torto no canto da boca volto a olhar  para o teto antes que ele comece a falar:

- tem uma festa hoje!

- odeio festas!

- eu sei, mas vamos comigo?

Me viro para ele e sua expressão me faz concordar com a cabeça e logo depois descorda, esta vendo mais um momento de loucura, eu não me controlo quando estou perto dele.

- não entendi! - ele diz me fazendo ri.

- eu vou! – digo por fim, nem eu mais estava me entendendo então que se foda, eu estava de bom humor o que poderia dar errado em uma festa? Tudo, eu odiava festas e sabia que esta não seria diferente.

- café da amanha? – ele pergunta se sentando.

- café da manha! – digo fazendo o mesmo.

Me levanto e volto para o meu quarto pronta para trocar de roupa quando saio do quarto o horrível cheiro de bacon esta dominando todo o lugar e faço uma careta enquanto desço as escada, Tyler desta vez só despeja seu "saboreável" café da manha em um prato e vai ate o balcão se curvando para comer um pouco da merda que ele fez.

Vou ate a geladeira e não encontro nada apetitoso para comer, tenho que ir ao mercado bem rápido, bufo e vou ate o armário pegar cereal e depois volto a geladeira para pegar leite.

Tyler me encara quando sento a sua frente e ele não para de me encara nem para levar a comida a boca ou muito menos quando ele deixa a comida cair novamente no prato.

- o que foi? – pergunto.

- não vai me explicar o que acontece com você?

- eu sou uma mulher é da minha natureza ser estranha!

- vai bancar a engraçadinha agora? – ele levanta uma sobrancelha e eu sorri estou começando a amar quando ele faz isso.

- não, por que? Achou graça? – pergunto e ele balança negativamente a cabeça e sorri.

- fala logo! – ele pede, mas parece uma ordem, mesmo com seu sorriso brincalhão ainda parece uma ordem.

- eu tinha 10 anos como te disse, eu estava em casa com a Melodie e meu irmão estava cuidando de nos,- olho para o pote de cereal a minha frente- estava caindo uma tempestade parecida com a de ontem e eu e Melodie estávamos desenhando no meu quarto quando ouvimos um trovão foi um trovão é mais um barulho estranho, não nos importamos, meu irmão costumava a derrubar as coisas, então voltamos a brincar e a força acabou então fomos atrás do meu irmão e quando entramos no quarto dele entendemos o por que do barulho estranho junto com o trovão – parei por um instante para respira e absorver as imagens que se chocavam contra minha mente me fazendo fraquejar por um instante – ele tinha se matado, atirou na própria cabeça com uma pequena arma, quando vimos o sangue começamos a gritar e a chora e na mesma hora mais um relâmpago soo e eu parei de chora por um minuto com o susto e desde então tenho pavor de tempestade pois ou eu tenho pesadelos ou acordo com os barulhos!

Não olho para ele de imediato fico encarando a tigela de cereais a minha frente e vejo sua mão repousar sobre a minha que segurava a colher e isso me faz olhar para ele.

- sinto...

-não termine, eu odeio isso! – ele assentei e parece relutante em dizer algo.

-seus pais ainda demoraram para chegar? – ele pergunta.

Assenti.

- os vizinhos ouviram a gente e chamaram a policia, mas meus pais só chegara uma hora depois da policia já ter levado o corpo!

- eu...meu Deus Amélia isso... nem sei o que dize!

-não precisa dizer nada! – digo e ele assenti – só quero terminar meu café.

Não digo mais nada e ele também e agradeço muito por isso, enquanto olho para minha caneca com cereal a fome passa e me levanto para trocar de roupa e ir para a faculdade.


Colegas de quartoOnde histórias criam vida. Descubra agora