A entrevista parte 1

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Ultimamente a solidão se tornou minha melhor amiga. Várias vezes durante o dia me pego lembrando das coisas que fiz em Gotham,das risadas que dei,das brincadeiras e até mesmo das coisas ruins como as brigas com meu pai, a implicância de Richard. Tudo me vem a mente e é nessas horas que me concentro ainda mais nos treinos e fecho minha mente.

Estou deitada na cama depois de um longo dia de treinamento,já estou pronta para dormir quando meu celular toca,atendo mesmo contrariada,sei que não é nenhum deles,pois a muito desistiram de me ligar,agora só me mandam mensagens,tipo uma duas mil por dia.

Pego o maldito telefone e estou prestes a espatifá-lo na parede quando vejo que é Alice,a ex assistente particular de minha mãe e atual presidente da revista,decido atender.

-Oi Alie,o que houve? Porque esta me ligando a essa hora,aconteceu algo?

-Ai até que emfim você antendeu,estive querendo falar com você o dia todo,mas só caia na caixa postal. O que tanto faz que não pode nem atender o telefone?

-Foi pra isso que me ligou? Pra reclamar de eu não atender o telefone? Pergunto já irritada

-Na verdade não. Preciso que venha a revista amanhã. Diz ela e eu me sento ereta na cama.

-Pra que me quer ai? Não pode resolver as coisas sozinha? Não é porque tem um problema que tem que me chamar.

-Mas não tem problema nenhum,eu acho,é que amanhã um jornal de Metrópolis vai vir aqui fazer uma reportagem sobre a sua mãe e queria que estivesse aqui.

-Sabe que não gosto de falar sobre isso,e provavelmente apenas vão querer saber como a revista lidou com a perda dela,não querem saber sobre a vida particular dela e sim sobre a profissional. Digo tentando escapar da maldita entrevista.

Mas fracasso quando ela argumenta.

-Eu sei disso,mas vou me sentir melhor se estiver aqui,assim pode decidir o que vai ser publicado e o que não vai. Ela gostaria disso.

Não preciso nem perguntar pois sei que ela fala da minha mãe.

-Esta bem Alice,vou pensar,talvez eu apareçaai amanhã,mas não garanto nada.

Posso ver sua expressão triunfante quando ela se despede e eu desligo.Decido que devo dormir,amanhã o dia será cheio e quero estar pronta. Tomo alguns comprimidos para dormir e programo meu despertador para as seis da manhã,sei que estarei de pé antes disso,mas caso os remédios resolvam prolongar o efeito tenho de estar preparada.

Apesar dos comprimidos consigo acordar antes do despertador,tomo um banho e saio pra correr,volto as sete horas e depois de um novo banho procuro o que vestir. Decido por uma calça preta jeans com alguns rasgos na parte da frente,e nos bolsos traseiros,visto uma camisa de seda vermelha,ela é leve o que é ótimo. Apesar de amar o frio e preferir viver onde seja frio sempre,eu odeio roupas pesadas,elas limitam meus movimentos e isso me deixa louca.

Antes de terminar de me vestir decido secar meu cabelo e passar alguma maquiagem. Seco meu cabelo mas seco apenas a raiz e parte do comprimento,deixando úmido e faço um coque bem apertado,ele vai secar até eu chegar a revista e então eu vou soltá-lo e ele vai estar cacheado. Passo um delineador e rímel nos olhos,um batom preto e está ótimo.

Vou até meu closet e pego um jaqueta de couro de motociclismo e minhas botas pretas cano curto de salto com 5 centímetros,ela é ótima para pilotar.

Enquanto vou até a garagem,visto minha jaqueta e a fecho. Chego na garagem e vou em direção a moto branca,quase nunca a uso pois ela chama a atenção,mas não me importo com isso hoje,pego o capacete da mesma e as luvas,coloco ambos antes de subir na moto e dar partida.

Chego na revista em menos de uma hora,não confirmei a Alice que vinha,mas não vou pensar nisso agora. Passo direto pela segurança e vou até o estacionamento,tenho uma vaga reservada,mas ainda sim resolvo estacionar na área mais escura,não quero ninguém babando na minha moto,além disso não existe risco nenhum pois a entrada e saída de carros aqui é controlada e nesse andar apenas os funcionários podem estacionar.

Antes de sair das sombras vejo se estou com meus equipamentos,não trouxe muitos comigo apenas algumas lâminas e um bastão além dos braceletes e meus inseparáveis localizadores. Meu celular esta no bolso interno da jaqueta,enquanto caminho até o elevador,solto meus cabelos e vejo que ele esta cacheado da maneira que gosto.

Quando chego a recepção tenho meu capacete e luvas na mão,cumprimento a recepcionista e os demais que ali estão e sigo para a sala que era de minha mãe.

Apesar de agora Alice ser a presidente,ela manteve a sala de minha mãe fechada e disse que sou a única que tem direito de ocupar aquela sala,tentei recusar,mas não adiantou e agora apenas eu tenho a chave da sala.

Entro na sala e abro as cortinas,a sala esta da mesma maneira que era quando minha mãe estava viva,apenas as cortinas haviam mudado,antes rosa claro,agora preto ué eu detesto rosa,pedi que trocassem.

O telefone toca era da recepção dizendo que o repórter havia chegado. Bufo irritada e saio da sala colocando meu melhor sorriso no rosto.Alice esta a minha espera sendo assim apenas me junto a ela e seguimos até a sala de espera.

Chegamos no mesmo momento que o elevador se abre revelando uma moça loira platinada com uma câmera e um rapaz que esta de cabeça baixa o que me impossibilita de ver seu rosto,mas ele parece ser bem forte. Tenho a sensação de conhecer ele,mas é apenas quando ele levanta a cabeça que tenho certeza.

-Clark o que faz aqui? Pergunto surpresa.

A filha do Batman:GothamOnde histórias criam vida. Descubra agora