Salvamento na estrada

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Assim que salto do carro, penso como fui idiota e esqueci meu próprio aniversário, se bem que tenho que me dar um desconto não estou com cabeça para comemorações, mas estava na hora de voltar ao normal e eu começaria com a comemoração do meu aniversário.

Seguimos para o último andar e decidimos que iriamos descendo até chegar no térreo e irmos embora. Depois de cerca de duas horas me seguindo, meu pai e Richard se separaram de mim e Ollie, decidi então ir em busca de decoração para a festa. Sabia que meu pai deixaria eu fazer na mansão, provavelmente, mas caso contrário eu teria grana para alugar um ótimo salão para a festa.

Depois de várias horas andando pelo shopping, dezenas de sacolas com minhas compras, decido voltar para casa, e saio em busca dos perdidos. Sim acabamos por nos separarmos durante o dia, mas como não os encontro decido ir até a praça de alimentação, me sento em uma mesa no cantos, longe dos olhos alheios. Peço a um dos garçons um sanduíche e uma água, enquanto me pedido não chega, resolvo enviar uma mensagem para meu pai e Ollie perguntando onde eles estão.

Foi então que eu vi, do outro lado da praça de alimentação, Ollie beijava uma moça loira e pareciam felizes juntos, não entendi porque aquela cena me machucou tanto,mas quando dei por mim eu corria em direção ao elevador, cheguei ao estacionamento onde estava meu carro, cuja chave estava comigo por um mero acaso, joguei minhas sacolas de qualquer jeito no banco traseiro, entrei no mesmo e dei partida.

Dirigi a esmo pela cidade, as lágrimas cobriam meu rosto e eu nem sabia o porque. Não entendia o porque de ver Ollie beijando outra tinha me machucado tanto. Eu não gostava dele desse jeito ou gostava?

- Não claro que não ele é apenas meu amigo. Digo pra mim mesma tentando me convencer.

Depois de horas vagando pela cidade, percebo que tenho que avisar meu pai, caso contrário ele ficará preocupado, mas quando pego o celular percebo que ele esta sem bateria, zerado. Sem outro jeito,faço o retorno em direção a minha casa, mas imediatamente tenho que desviar pois uma bola de fogo enorme vem em minha direção e só não me atinge pois jogo o carro para o canteiro da pista.

Meu juízo dizia para que eu acelerasse aquele carro e saísse dali o mais depressa possível, mas não foi o que fiz, pisei no freio e o carro parou derrapando. Pego a arma que carrego na bolsa, sei que ela não vai me  ajudar muito perante ao meteoro,mas ela me acalma e então vou em direção a bola de fogo já apagando que está no meio da rua.

Com a arma em punho, pronta para fazer uso dela, chego até a cratera que se formou, mas o que caiu não era uma bola de fogo ou até mesmo um asteroide, era um homem. Ele era musculoso e vestia uma malha colada azul, no peito havia um S em vermelho, imediatamente eu o reconheci, era o Superman.

Não entendi porque ele não acordava, pelo que eu sabia dele,eu invadi alguns documentos secretos em busca de informação anos atrás, (sou curiosa faze o que?) ele era capaz de sobreviver a uma queda como aquelas. Coloquei a arma na cintura e me aproximei devagar, ele ainda estava vivo, mas de sua boca vertia um filete de sangue, fora isso não havia nada que denunciasse o que o tinha deixado naquele estado. Com um pouco de esforço consegui vira-lo e lá estava o motivo de sua queda.

Um pedaço do que parecia uma pedra verde, estava alojado em suas costas, próximo ao coração, mas o fato de ele estar vivo me dizia que não o havia atingido, já seus pulmões era outra história. Volto até o carro e pego o kit de primeiros socorros, consigo tirar aquela coisa de suas costas, cortando minha mão com a pedra no processo.

Quando eu era a Trinity me machucava com muita frequência, mas como não podia simplesmente ir para um hospital, acabei aprendendo a lidar com essas coisas.

Assim que a pedra estava fora de seu corpo, eu a joguei em qualquer lugar e comecei a limpar o ferimento. Primeiro abri ainda mais o rasgo  em sua roupa, dando-me assim mais espaço para trabalhar, depois limpei o ferimento, estanquei o sangramento e dei alguns pontos sem anestesia mesmo, acho que ele não sentiu pois não estava mais consciente. Consegui tira-lo daquele buraco e coloca-lo apoiado em uma mureta que havia ali perto, depois disso terminei de tirar sua blusa e enrolei uma faixa pelo seu torso, protegendo assim o ferimento,senti sua respiração e ela já estava mais forte.

Depois de fazer tudo isso, sentei sobre os calcanhares, respirando profundamente, depois voltei até a cratera, peguei minhas coisas e a pedra verde que estava suja de sangue, quando voltava até o cara desacordado fui atingida por algo e lançada em uma pedra ali perto, bati a cabeça e e pude sentir o sangue escorrer pelo meu rosto enquanto me levantava, mas assim que me levantei me vi cercada.

A filha do Batman:GothamHistórias para pegar e não largar. Descubra agora