Dor. Dor era tudo que eu sentia enquanto corria a esmo pela cidade,chovia forte,mas nada se comparava a tormenta dentro de mim. Eu sentia chuva entrando pelas camadas de minha roupa,sentia a mesma encharcar meu cabelos e correr por meu rosto,levando consigo as teimosas lágrimas que eu não sabia quando havia começado.
Corri até não aguentar mais,até meus pés se tornarem dormentes e não mais poderem me aguentar,caí então de joelhos e tudo o que conseguir foi gritar. Gritei alto tentando fazer com que a dor que eu sentia saísse junto com o grito. Logo o grito foi substituído por soluços que me tomavam fôlego.
Olhei ao redor analisei as redondezas,eu não fazia a mínima ideia de onde estava,estava na colina de um parque ao que parece pois tudo o que eu via ao meu redor eram árvores. Deviam ser umas duas horas da tarde,mas a chuva havia entocado todas as pessoas e animais,nem mesmo os mais corajosos se aventuravam.
Me levantei e continuei a correr,eu conseguia ver uma ponte ao longe e era para lá que me dirigia,eu queria dar um fim a minha dor,e aquele me parecia o único jeito.
Cheguei a ponte e escalei a estrutura,não eu não iria pular,não faria minha família sofrer mais uma perda,eu apenas ia brincar com o perigo. Me sentei sobre uma das torres e fiquei lá. O pior da chuva havia passado,havia agora apenas uma garoa fria e um vento cortante devido ao lugar onde eu estava,me recostei na pilastra e adormeci.
Acordei só horas mais tarde,era noite cerrada,uma forte neblina cobria a ponte,me impedindo de ver a cidade,mas me permitindo que eu visse o céu estrelado. Juro que tentei não pensar nas noites que eu e Tiago íamos para o telhado da minha casa e observávamos as estrelas,mas não consegui evitar a lembrança, nem essa nem as demais que me inundaram a mente.
Desci da ponte e peguei um táxi que passava por ali,o motorista nada falou sobre meu estado apesar de ter achado estranho,vi em sua expressão. Levou cerca de uma hora até chegarmos ao endereço que lhe dei,a mansão Wayne,paguei-lhe e ele logo saiu,não querendo mais minha presença.
Meu pai estava na sala,assim como Diana e mais algumas pessoas que não conhecia,quando me viu apenas veio até mim e me abraçou. Senti vontade de chorar,mas não consegui,eu havia secado minhas lágrimas.
Diana veio até mim e também me abraçou,logo depois subiu comigo para meu quarto. Ela me mandou direto para o banheiro e me disse que iria separar uma roupa para mim. Pus a banheira para encher e coloquei alguns sais de banho,quando a água estava no nível,desliguei a torneira e entrei na mesma. A água estava escaldante,mas não me importei,para mim ela parecia fria ainda.
Lavei meus cabelos,desesbaraçando as mechas,depois disso lavei o restante do corpo.Assim que o fiz escorrei a cabeça na borda da banheira e fiquei ali,só saí do meu transe quando Diana bate na porta dizendo que Ares havia chegado.
Saio da água,e vou para o quarto enrolada numa toalha,sobre a cama encontro um vestido preto que bate na altura do joelho,um blaizer preto e branco e um sapato preto. Vesti tudo aquilo e fui secar meu cabelo,passei um pouco de maquiagem apenas para disfarçar os olhos inchados e estava pronta.
Ares me esperava ao pé da escada,vestia um terno preto e tinha rosas negra na mão,desci até ele e o abracei,estava precisando de apoio e ele era o único ali que podia me dar.
Aconchegada nos braços do mesmo eu me virei para o restante do pessoal,estavam ali todos os membros da Liga da Justiça,todos mesmo,vestiam preto assim como todos nós.
Descobri que estávamos a espera da liberação dos corpos apenas,então iríamos para o local do velório. A mãe de Tiago havia sido avisada,mas disse que não tinha mais filhos,pois aquela aberração,palavras dela,não era o filho que ela havia parido.
Sim a mãe de Tiago sempre fora contra sua orientação sexual,mas achei que isso era demais até mesmo para ela,mas não podia fazer nada. Se ela não quisesse dar adeus ao único filho,eu não podia fazer nada.
VOCÊ ESTÁ LENDO
A filha do Batman Nova Aliança
FanfictionO maior inimigo foi derrotado,mas ainda não foi o fim. Dizem que quando finalizamos um desafio,um pior ainda está a nossa espera. Trinna é a prova disso,como se já não bastasse tudo o que ela passou,ela terá que enfrentar ainda mais desafios. Será q...
