Acordei no outro dia as cinco da manhã,ou melhor levantei a essa hora já que não havia conseguido pregar os olhos durante a noite. Sai para correr como sempre e voltei para casa, encontrando no caminho algumas pessoas conhecidas que ficaram surpresas ao me ver e quase não me reconheceram.
Não estranhei o fato de não me reconhecerem e,eu estava mudada disso eu sabia,mas não sabia que era tanto assim afinal nem a Sra. Freitas que havia sido minha babá quando minha mãe viajava foi capaz de me reconhecer. Mas também eu não era mais aquela garota que se escondia sob roupas largar e óculos enormes cujo uso eu não precisava mas era uma maneira de me esconder.
Agora eu vestia um short preto de corrida,um moletom de capuz branco e um tênis preto,apesar do frio que fazia eu acabei me aquecendo na corrida. Meus fones de ouvido estavam dependurados no pescoço quando parei na padaria da esquina.
-Bom dia.Disse para o Sr.Orlando. -poderia me ver 7 cafés,um chocolate quente e 8 folheados de frutas?
-Claro menina. Só uns minutos que meu neto vai trazer. Disse ele anotando meu pedido e entregando o papel para a cozinha. -Mas então é nova na cidade? Nunca te vi por esses lados.
-Que isso Seu Orlando,sou eu Trinna. Não lembra de mim?
-Menina Trinna? Meu Deus como você cresceu. Depois da morte de sua mãe você sumiu. Por falar nisso meus pêsames pela mesma.
-Obrigada. Eu achei melhor mudar de ares e fui morar com meu pai,voltei pra cidade ontem.
Sim eu sabia que não era verdade o que eu tinha dito a ele,mas o que poderia dizer?
Não poderia dizer que eu era a Trinity e que para salvar a cidade eu tinha quase morrido,além disso essa era a história que eu tinha contado para todos os demais que eu encontrava na cidade e que me reconheciam,desde a época que eu ainda vivia no Navio,então era melhor não mudar a história.
Fiquei conversando com ele até que um rapaz surge atrás do balcão,logo reconheci,era Tomas o garoto que eu tinha uma queda quando estava no primeiros anos do ensino médio.
-Olá gatinha.Seguinte,passa seu numero?
-Nem nos seus sonhos Tomas.
-Espere ai como sabe meu nome?
-Tom essa é a Trinna sua ex colega. Não lembra dela?
-O quê? Você pirou velho? Nunca que aquela coisa ia se transformar nessa gata.
-Tem razão Tomas,eu não me transformei em nada. Sempre fui assim,apenas não mostrava. Agora se o senhor me der licença,Seu Orlando,eu vou indo,meu namorado e meu amigos estão me esperando. E Tomas,fecha a boca porque senão a baba vai escorrer.
Dito isso sai dali com um sorriso no rosto equilibrando os cafés em uma mão e o restante na outra,assim segui rumo a minha casa. Quando cheguei percebi que não havia ninguém acordado,então eu deixei as coisas sobre a bancada da cozinha e segui para o meu quarto tentando não fazer,muito,barulho.
Tomei meu banho e quando sai do banheiro,vi Ares sentado na moldura da janela e olhando tristemente para o horizonte, percebi que nossa conversa não seria nada boa.
-Bom dia amor. Disse ele assim que me viu,vindo me dar um beijo.
Seu beijo sempre foi quente,e me fazia perder o fôlego,mas esse estava frio.
-Bom dia. Então qual é o problema?
-Desculpe Trinna,mas trouxe má notícias. Os grandes descobriram que estamos juntos emocionalmente e proibiram isso.
-Ares sempre soubemos que isso poderia ocorrer e....
-Mas não é só isso Trinna. Amor eles querem que eu me case.
-O QUÊ? Ta falando sério?
-Sim. Se não cortar qualquer tipo de relacionamento com você,eu serei obrigado a me casar com uma das filhas de Zeus,Partya,deusa da paz. Ironia não é?
-O deus da guerra casando com a deusa da paz? Com toda certeza é. Mas então você tem que se afastar de mim ou será obrigado a se casar com ela?
-Basicamente sim. Trinna eu sinto muito,sabe que te amo, mas não posso contrariar uma ordem deles.
-Ares,eu também te amo,muito,mas sempre soubemos que nós dois juntos não iria durar muito. Nós tentamos pois estávamos ambos tentando esquecer outras pessoas. E sinceramente acho que funcionou,já não penso tanto nele e sei que você também não pensa tanto nela. Sempre fomos mais amigos que amantes Ares,e talvez esse seja nosso futuro.
Ares me abraça fortemente,escondendo seu rosto na curva do meu pescoço e suspirando.
-Obrigado Trinna. Obrigado por tudo. Por ter me dado a chance de estar com você,obrigado por estar ao meu lado quando eu precisei esquecer. Mas acima de tudo obrigado por permitir te ajudar quando você precisou.
Estendi minha mão para ele e disse.
-Amigos então?
Ele sorriu e pegou minha mão.
-Amigos para todo sempre,em nome dos deuses.
Sorri e voltei a abraça-lo.
Pouco depois quando saímos do quarto e íamos para a cozinha,algo me veio em mente e eu disse.
-Porque você prometeu amizade eterna em nome dos deuses?
-Você notou né? Bom assim os deuses não poderão nos afastar,afinal foram eles que testemunharam o juramento.
-Então você virou o feitiço contra o feiticeiro? Ele confirmou - Boa ideia.
Chegamos a cozinha onde todos já estavam tomando café.
-Espero que não tenham pego meu chocolate quente,senão eu mato um.
Todos se entreolharam assustados enquanto eu ia até a sacola e pegava o copo que tinha lá,era meu chocolate,para a sorte deles,levei o copo aos lábios,mas não tive chance de tomar pois no mesmo minuto um alarme soou e tivemos que ir para o porão.
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A filha do Batman Nova Aliança
FanfictionO maior inimigo foi derrotado,mas ainda não foi o fim. Dizem que quando finalizamos um desafio,um pior ainda está a nossa espera. Trinna é a prova disso,como se já não bastasse tudo o que ela passou,ela terá que enfrentar ainda mais desafios. Será q...
