Precisamos Conversar

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Eles puseram seus olhos em nós e desviaram o trajeto para nossa direção.

Eleanor e Louis eram o casal Starbucks, sempre que havia um tempinho disponível, e lá iam eles comprar seus cafés. Sério, não sei como conseguiam se enxertar de cafeína daquela maneira.

- Você não consegue fugir da gente. - Lea riu e beijou Rara que dormia no colo de Julia e me abraçou.

- Ou você anda nos stalkeando. - Louis me abraçou de lado. Dando uma olhada na pequena dorminhoca, com um sorriso fofo.

- Nem um nem outro. Só faltam me dizerem que estão morando aqui nesse prédio. - ri com minha afirmação absurda.

- Sim. Por uma temporada. - Louis respondeu sério.

Puta merda.

- Vamos subir dona Lana.

- Eu já vou Julia. Está tudo arrumado, mande o rapaz encostar as malas na sala mesmo.

Ela concordou e subiu com o rapazinho que ficava na guarita do prédio com o segurança.

- Não acredito. Paulo vai enfartar.

Andei me comunicando com Eleanor mas não lhe disse que viria para Los Angeles, porque eu sabia que eles estavam aqui e insistiriam para ficarmos próximos. De uma vez por todas a vida esfregou na minha cara que em certos casos não temos comando de absolutamente nada.

- Quem é Paolo? - Louis perguntou com uma expressão confusa.

- Meu manager. Ele odiou o escândalo que aconteceu e pediu para não me meter em mais. - sorri amarelo pois não queria culpá-los quando não tinham culpa.

- Eu sinto muito. - Lea disse. - Mas foi ele quem te pôs aqui. Além do mais, estou muito feliz que seja assim.

- Não se preocupe, só eu e Niall estamos nesse prédio. O Harry e o Zayn tem casa aqui, e o Liam escolheu um outro lugar por causa da Sophia. - Lou respondeu minha pergunta silenciosa.

- Me tirem uma dúvida. É a Sophia prima da Sue?

Sophia não gostava muito de mim na época. Acho que era ciúmes do Liam e eu não a condenava. Liam demorou para desapegar do nosso lance.

- Sim. Eles voltaram. - Lea não parecia aprovar essa volta, evitei perguntar porquê.

- O que acham de jantar amanhã na minha casa? - propus. - Podemos pôr a conversa em dia. - estava amando vê-los, porém, precisava me organizar.

- Boa ideia. Er... Lana. Ele vai vir. - Louis desviou o olhar. De repente me pareceu nervoso, agitado. Aquela frase simples implicava algo além de minha compreensão.

- Acho que não vou ter muito o que fazer sobre isso. Ele tem me ligado todos os dias. - admiti intrigada.

- E ele sabia que você vinha pra LA. Só não sabia pra onde. - Lea deixou escapulir.

- E depois vocês dizem que eu sou stalker. - sorri.

- Acho melhor... Vocês conversarem antes desse jantar. - ela demonstrava a mesma apreensão de Louis.

E de repente senti um aperto no peito. Aquele frio na barriga que você não faz ideia do que seja, mas ele está lá. Anunciando que alguma coisa vai mal.

- Vou ligar para ele. Bem, preciso de um banho. - desconversei. Quando ficava nervosa meu raciocínio não funcionava muito bem, e as conversas não passavam de borrão, onde eu respondia sim ou ria no automático.

- Nós te acompanhamos até o prédio.

Agradeci com um sorriso forçado. Meus pensamentos estavam em suas estranhas reações quanto ao fato de Harry e eu termos que conversar. Isso me deixava em um estado angustiante, pois eu sabia só não queria admitir que o que vinha por aí eram mais problemas.
Eles me deixaram no Bloco B e seguiram adiante. O condomínio era composto de seis prédios médios, cada bloco recebendo uma letra. Eles e Niall estavam no F. Meu apartamento era o de número 38 no quinto e último andar. Eles não eram altos, e achei mais prático assim.
Rara estava dormindo na sua cama. O quarto tinha um tom de rosa claro com ursinhos caindo em para-quedas de coração. Sorri vendo-a dormir tão tranquilamente.
Meu celular vibrou em minha mão, despertando-me de meu momento mãe coruja.

"Sei que já está em LA, estou indo aí."

Harry. Tinha que ser.
Esperava que ele aparecesse, mas não tão rápido. Elouanor não sabem o significado de esperar, ou Harry os estava perturbando tanto quanto a mim. O que me fez ter certeza de que estava rolando algo sério por aqui.
Aqueles dois devem ter dado o número de meu apartamento, assim não me preocupei em responder. Tomei uma ducha rápida, sem lavar os cabelos.
Vesti uma calça de moletom e uma camiseta de algodão, junto com minha pantufa do Bob Esponja. Sentei no sofá da sala, esperando o toque agonizante da campainha. Sentei e levantei incontáveis vezes.
Assim que o ding dong deu um disparo astuto em meu coração, fui abrir a porta para ele. Eu não sabia o que dizer, ainda mais quando percebi que sua expressão era de poucos amigos. Ele tinha uma das mãos encostadas ao lado da porta, e se inclinava um pouco sobre a mesma.

- Entra. - me afastei para que ele passasse.

Harry olhou em volta. Não estava analisando o apartamento, eu o conhecia, ele estava ganhando tempo para começar a falar. Tudo que fiz foi esperar com o coração pela boca, enquanto cruzava os braços para me manter no lugar. Ele pôs o casaco marrom no encosto do sofá e finalmente me encarou.

- Precisamos conversar. - começou.

- Pode falar. - mordi o lábio, temendo o que viria a seguir. Engoli em seco quando vi seu olhar se transformar em gelo.

- Precisamos falar sobre nossa filha.

Meus braços amoleceram e caíram ao lado do meu corpo lânguido. De tudo que ele poderia soltar, essa era a mais improvável. Um frio gelou minha espinha e meu coração bateu acelerado.

Isso seria bom ou ruim?

🔜

Cap pequeno.

Preparem-se para as emoções. A partir de agora as coisas vão começar a pegar pra Lana. Se achavam que ela estava sofrendo, ela vai sofrer mais.

Bjs, bjs. Vota aí.

👿

PARA SEMPREOnde histórias criam vida. Descubra agora