Suposições

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Harry Styles

Por quê ela despertava esse meu lado mais surtado? Ela me fazia perder o controle e eu me roía de ciúme e aquele vídeo maldito... Ela sabia o quanto abominava aquela merda, então vinha desenterrar aquilo que vivia entranhado na minha mente.
Mas eu não conseguia deixá-la ir, ela era tudo que eu queria, ela e minha filha e por isso eu engoliria mais uma vez a sensação foda de ter sido traído, a humilhação que passei naquela escola, tudo, por ela. Toda a dor que ela me causou, todo espinho que me perfurava quando lembrava do incidente, se dissipava quando ela estava ao meu lado. Se eu tinha que escolher entre meu ego ferido e meus sentimentos fodidos, então escolheria me foder ao lado dela.
Quando fui procurá-la no apartamento, qual minha surpresa quando a empregada me disse que ela havia viajado. Pedi a ela que ficasse em minha casa com a Rara e quase implorei para saber seu paradeiro. Eu a havia magoado muito desta vez, a ponto de ela sumir sem me dizer nada. A empregada só disse que ela estava bem, mas que não podia falar mais do que isso.
Eu busquei notícias e quase matei a Lea de tanto perturbar, até perceber que nem ela sabia sobre a Lana que eu já não soubesse. Apenas um bilhete dizia que ela estava espairecendo. Sendo assim, resolvi esperar que algum tablóide patrocinado por Satanás fizesse alguma fofoca sobre ela e sobre onde poderia econtrá-la.

- Filha, papai vai trabalhar agora, tá? Se comporte, e se sua mãe ligar, implora pra ela dizer onde está.

- Xim papai. Você vai demolar?

Seus olhinhos brilharam de expectativa, para que eu dissesse não, suponho. Mas não podia prometer algo que não poderia cumprir.

- Não pretendo, mas trago pizza.

- Ebaaa, pitxa.

- Ok meu anjo, eu te amo. Até mais. - lhe dei um abraço e um beijo estalado na cabecinha que cheirava a shampoo de framboesa.

- Tchau, te amo. - ela me deu um beijo no nariz.

Ouvir isso dessa pequena era como se anjos sussurrassem em meus ouvidos. Ela tinha este sorriso e este olhar verdadeiro e inocente, além do amor grátis e incondicional. Nunca pensei em ter um filho antes dos trinta, mas agradecia à Deus por ter me dado a Rara, e a oportunidade de conhecer a forma de amor mais pura que poderia existir.
Com muito custo a deixei na sala e adentrei meu carro para sair. Parei na portaria esperando que o portão fosse aberto, mas Grant saiu da guarita e veio até mim.

- Senhor, tem uma fã na porta, já faz algumas horas.

- Sempre tem. - exasperei.

Eu as amava, mas às vezes queria ter um pouco de privacidade e calmaria.

- Digo para ela ir?

- Não Grant. Eu falo com ela.

- Entendido senhor.

Ele foi abrir o portão enquanto eu notava que já estava dez minutos atrasado. Porém, não era justo deixar uma pessoa que te espera por horas em uma sarjeta, sem ao menos dar um olá.
Reparei na menina sentada com uma mala enorme que lhe servia de apoio. Ela parecia triste, e logo se pôs de pé quando me viu. Não desci do carro, nem daria tempo, tiraria uma foto daqui mesmo.

- Olá, se quiser que eu assine alguma coisa, ou se quiser alguma foto...

- Harry, sou eu! - fui cortado. Eu quem?

Aquela menina me era familiar. Ela me lembrava a Lana mais jovem, só que não tão bonita, ou minha cabeça já tava dando tilt uma hora dessas.

- Qual seu nome? - questionei a analisando.

- Priscila, prima da Lana. - ela disse com um inglês muito ruim.

- Por quê não disse ao Grant que me conhecia? - seria o óbvio.

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