Só para explicar, Santa Mônica é uma cidade inventada por mim ok? Achei melhor para ter mais liberdade de criação ;)
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POV Victoria
Poderia ser setembro, mas em Santa Mônica o verão já estava sendo anunciado como se já estivéssemos na época do carnaval. O dia amanheceu quente e levemente abafado, o que poderia significar chuva a qualquer momento. A preguiça parecia querer pregar-me na cama, porém bastou olhar para o relógio digital no pequeno cômodo ao lado que meu corpo pulou desajeitado para fora do colchão. Se eu não corresse iria perder o ônibus para o trabalho! O resultado disso foi um rápido banho gelado, uma simples regata preta e uma calça jeans e uma torrada presa entre meus dentes como meu café da manhã enquanto corria para o ponto. Definitivamente eu tinha de parar de por o despertador no modo soneca!
Por sorte eu havia conseguido chegar ao ponto de ônibus, que por acaso estava lotado naquela manhã de quarta-feira. Santa Mônica era uma cidade do interior com aspectos de uma cidade grande. Tinha pequenas indústrias, comércio e muitos espaços para lazer. Ficava há umas cinco horas do Rio de Janeiro quando as pistas estavam com um bom movimento. Para mim era a cidade perfeita para se viver. Relativamente pequena e sem muito do estresse de cidade grande.
-Quase que você não consegue ein Vic!
Virei em direção da voz irônica e abri um grande sorriso. Anne era filha de japoneses e minha vizinha de apartamento, era uma graça de menina com seu cabelo escuro cortado em estilo Chanel e olhos puxadinhos. Ela era muito menor que eu, tendo seus 1,64 de altura enquanto minha digníssima pessoa possuía quase 1,80 de altura. Sempre pegávamos o mesmo ônibus todas as manhãs, já que ela era professora da Escola de Dança que ficava enfrente ao meu trabalho.
-Anne, sua má, poderia ter me acordado! – exclamei fazendo um bico contrariado.
-Eu estava atrasada, pensei que você já tivesse saído já que estava tudo silencioso. Mas acho que é possível acontecer um apocalipse do que você chegar aqui no ponto adiantada – Anne falou com o seu jeito teatral de se expressar.
Acabei rindo já que não poderia nem ao menos desmentir aqueles fatos. Nosso ônibus chegou e como era um dos que ia até o centro da cidade logo se formou uma grande aglomeração de pessoas para entrar por uma estreita porta. Felizmente consegui entrar antes que ficasse apertado demais, pegando um lugar à frente e pondo minha bolsa no banco ao lado para guardar o acento para Anne. Porém quando o ônibus começou a se movimentar e nem sinal de minha vizinha, olhei para trás e a encontrei sentada ao lado de um belo moreno. Revirei meus olhos e já estava voltando a minha posição normal quando o veículo fez uma curva mais fechada jogando todos para o lado. O resultado? Senti alguém caindo encima de mim de forma desastrada! A primeira coisa que notei eram os fios vermelhos que bateram em minha face, depois tratei de ajudar a garota ao meu lado a se ajeitar, retirando a minha mochila e a segurando para manter o equilíbrio naquele movimento todo do ônibus.
-Pardon, senhorita!
A voz era suave e delicada, porém com um tom obviamente educado. Olhei para a garota que estava com o rosto virado, mas era impossível não notar aquele corpo! Ela usava uma calça jeans clara e que se ajustava as coxas bem definidas, a blusinha azul possuía um laço que mostrava claramente a cintura fina que ela possuía além de valorizar aqueles seios de tamanho médio. A pele alva exalava o cheiro de um hidratante floral e o cabelo ruivo ia um pouco abaixo dos ombros em um corte em V.
-Peço desculpas mais uma vez, eu cheguei a machucar você? – então ela olhou para mim, falando aquele português com um forte sotaque francês.
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Ma Chèrie
RomanceLiz teve de tomar uma decisão drástica e dramática em sua vida para escapar de um futuro imposto pelo pai: fugir para o Brasil. Filha de um duque, criado na nata da sociedade europeia e com sangue nobre, Elizabeth acaba em uma cidade do interior viv...
