n/A: Faaala negada! O último de hoje, sem erro hahaha!
Pov Victoria
No dia seguinte eu não fui trabalhar. Liguei para minha chefe e expliquei por alto a situação, alegando ter assuntos pessoais e familiares para resolver. Ela sabia o suficiente para aceitar essa explicação.
Então aqui estávamos, Veronica devorando o café da manhã que Liz preparou. Minha francesa estava com olheiras, já que não havíamos dormido quase nada e acordado cedo com batidas irritantes na porta. Veronica sendo irritante como sempre, tendo de ter as coisas quando ela queria.
-Podemos resolver logo isso? – pedi impaciente – Fale o que tenha de falar e vá embora.
-Mana, esse tipo de comida tem de ser apreciada! – Veronica disse, mas ao receber o meu olhar nada manso respirou fundo – Ok, ok! – ela bebericou um pouco do suco de laranja antes de prosseguir – Eu vim intimar você a ir passar o natal conosco na fazenda do vovô.
-O que?! – gritei prontamente – Mas é claro que não!
-Faz anos que você não ver a família, Vic! – Veronica tentou argumentar – Já está na hora de você voltar!
-Uma porra! Fodam-se vocês! – esbravejei furiosa – Acha mesmo que pode decidir a hora que eu tenho de ir embora e a hora que eu tenho de voltar? Eu to muito bem sem vocês!
Eu iria continuar o meu discurso ressentindo quando senti mãos em meus ombros. Liz estava ali, apertando meus pontos tentando fazer com que eu relaxasse. Quando a fitei ainda brava pelo calor da discussão, ela apenas me olhou de volta com aquele típico olhar de "calma, respire fundo". E foi o que eu fiz, eu não agiria feito uma louca na frente dela.
-Dessa vez é diferente – Veronica disse com cautela – Você tem de ir.
-E quem vai me obrigar?!
-É a vó Maria, você precisa vê-la... Ela está doente.
Eu fiquei imóvel no lugar, paralisando por completo. A vó Maria era mãe de minha mãe, esposa do meu avô que tinha a fazenda. Ela era simplesmente a minha pessoa favorita nesse mundo inteiro. Demorou, mas quando a velha soube todos os maus-tratos que eu estava vivendo ficou do meu lado e até ofereceu abrigo. Porém a vida do campo não era para mim, eu apenas me recolheria e ficaria depressiva ao evitar enfrentar o mundo.
-O... O que ela tem? – perguntei em um fio de voz.
-Os problemas no coração pioraram. Há alguns meses ela sofreu uma parada e quase não retornou – Veronica explicava e eu sentia sua voz vacilar, ela também amava a vó Maria, aliás, quem não amava – Ela quem me pediu para vim aqui, ela quer ver você. Pediu até para não falar nada com nossa mãe e nem ninguém.
-Por que ninguém me contou nada?!
-Porque você sumiu! Você não ligava para nada relacionado a família! – Veronica acusou parecendo magoada.
-Como vocês ligassem para mim. Enfia essas desculpas no seu... – um aperto em meus ombros me impediu de xingar, respirei fundo e passei a mão com certo desespero em meu rosto – Eu posso ir depois do natal, sem a família estar toda lá.
-Eu só estou passando o pedido da velha – Veronica deu de ombros, mas os mesmos olhos azuis que os meus me fitaram intenso – Eu sei que fui uma merda nesses últimos anos, mas quando você sumiu de vez eu... Eu finalmente notei o que eu realmente fiz e quem você realmente é.
-E quem eu sou realmente? Uma vadia lésbica, cria do demônio por gostar de pecar? – recitei palavras de meus pais.
-Que você ainda é a pessoa mais irritante, orgulhosa e teimosa que eu conheço – Veronica disse entredentes, mas sorriu pequeno – Que ainda é a mesma pessoa, mesmo gostando de garotas.
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Ma Chèrie
RomantikLiz teve de tomar uma decisão drástica e dramática em sua vida para escapar de um futuro imposto pelo pai: fugir para o Brasil. Filha de um duque, criado na nata da sociedade europeia e com sangue nobre, Elizabeth acaba em uma cidade do interior viv...
