n/A: Estou de volta para mais um capítulo do dia! Deu nem pra sentir falta, né?
Boa leitura!
Pov Liz
Tudo estava normal, mas eu adorava esse meu normal. Tão diferente do meu cotidiano na Suíça, o aqui e agora preenchia-me com uma rotina que eu adorava. Acordava, fazia o café da manhã, conseguia beijos de bom dia de Victoria e ia trabalhar em algo que eu amava. Ensinava jovens e até mesmo adultos a dançar, a amar os movimentos e a música, a se entregarem ao momento. Depois, voltava para casa, preparava o jantar e passava o resto de minha noite com Victoria, seja conversando, nos provocando ou simplesmente juntas. Deus, eu não precisava de uma conta bancária enorme para ser feliz, não precisava do luxo quando ali na simplicidade de uma cidade carioca interiorana eu estava tendo tudo o que eu sempre quis em minha vida.
Estava dando uma aula de jazz para a minha turma favorita de jovens. Havíamos criado um vínculo em especial, com uma dinâmica que diferenciava das outras turmas, pois era algo mais avançado e ao mesmo tempo mais divertido. Um dos alunos estava ensinando um passo que viu pela internet, que poderia implementar na coreografia que estávamos bolando juntos. Era algo que eu havia posto e que estava dando certo, que eles trouxessem ideias, movimentos para tornar aquela construção algo mais nosso do que meu. Claro que eu vinha com a parte técnica, ajustando o tempo, encaixando a passagem de um movimento para outro.
-Ok, mes amours, infelizmente o tempo da aula está acabando. Como ninguém se ofereceu para apresentar uma dança essa semana, faremos um longo alongamento porque trabalhamos muito bem hoje – comentei me dirigindo a frente da sala, ficando de costas para o espelho. Olhei para as carinhas desanimadas por terem de ir embora e abri um sorriso sincero e carinhoso – Se me permitirem a oportunidade, gostaria de evidenciar que minha estadia aqui está se tornando maravilhosa por existirem turmas como você.
-Ai meu Deus, ela é tão fofa! – Duda exclamou um pouco agudo, pondo a mão no peito e dando um sorriso bobo.
-Estou apenas expressando por palavras o quanto aprecio a companhia de dançarinos tão brilhantes. Vocês cresceram bastante e acalenta meu coração de orgulho – falei um pouco sem jeito.
-Abraço grupal! – Jéssica praticamente gritou.
Meus olhos se abriram quando aqueles jovens vieram todos em minha direção e literalmente me esmagaram. Eu senti um pouco de falta de ar, culpa dos risos que eu deixava escapar, culpa por me sentir abafada e culpa de eu estar sendo realmente esmagada. Logo depois alguns me abraçaram individualmente antes de deixar a sala. Meu sorriso permanecia inalterado no rosto, grande e contente pelo que tinha acontecido. Eu poderia contar quantos abraços eu recebia por mês quando morava na Europa, se fosse mais do que cinco poderia considerar que a estação estava sendo amável.
-Todos realmente adoram você.
Tomei um leve susto, deixando que minha garrafa de água caísse quando escutei a voz de Henrique se pronunciar dentro da sala já vazia. O encontrei parado perto da porta, usando um calção de dança e uma blusa que colava em seu peitoral definido. Ele era um homem charmoso, apesar de tudo.
-Salut, Henrique – o cumprimentei com um sorriso educado - comment allez-vous?
-Je vais bien, merci – ele respondeu em um francês quase impecável – mas por favor, minhas aulas começaram recentemente e não sei mais do que isso.
-Oui – ri baixinho e terminei de ajeitar as coisas.
-Posso oferecer uma carona? – Henrique questionou incerto.
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Ma Chèrie
RomansLiz teve de tomar uma decisão drástica e dramática em sua vida para escapar de um futuro imposto pelo pai: fugir para o Brasil. Filha de um duque, criado na nata da sociedade europeia e com sangue nobre, Elizabeth acaba em uma cidade do interior viv...
