Capítulo: 30 Desafio

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n/A: Aqui está mais um e já já posto o outro da noite! MANO ESPERO QUE HOJE A NOITE SEJA LONGA, COMEÇANDO DESDE JÁ! HAHAHAHA

Bora pra um barzinho e pra balada (espero!)

Ah, boa leitura!


Pov Liz

Terminei de arrumar a mesa do café da manhã e fui destrancar a porta do apartamento para o caso de Anne queira se juntar a nós, como geralmente o fazia. Depois disso fui até o quarto de Victoria, bati uma vez e não escutei nenhum movimento. Revirei os olhos sabendo que ela estaria ainda dormindo preguiçosamente. Abri a porta e minha teoria se provou tentadoramente certa.

Lá estava ela, estirada na cama de uma maneira completamente desleixada. Abraçada firmemente a um travesseiro, o lençol cobrindo apenas metade do corpo e com uma perna do lado de fora. O cabelo castanho escuro estava maior do que da primeira vez em que a vi, atingindo uma altura abaixo do ombro. A boca entreaberta, murmurando coisas enquanto sonhava. Todo o meu plano de dar um sermão nela desapareceu assim quando vi essa imagem a minha frente. Até porque saberia que ela estava um pouco chateada por eu ter, mais uma vez, ter recusado dormir com ela.

Aproximei silenciosamente da cama e engatinhei sobre o colchão até ter aquele corpo abaixo do meu. Coloquei o cabelo dela para o lado, começando a dar beijinhos suaves sobre a bochecha finalmente exposta.

-Bonjour, mon amour – murmurei quando a senti despertando.

-Sai, eu estou com sono – ela reclamou prontamente, abraçando mais forte o travesseiro.

-Irá se atrasar, mon ange – a lembrei descendo os beijinhos para o pescoço dela – E eu fiz um bom café da manhã, irá esfriar.

-Eu não estaria com sono se você estivesse dormindo aqui comigo – Victoria resmungou baixo – Fiquei muito mal sem ter seu corpo quentinho perto do meu. Você é a vilã da história, pode se sentir pra baixo, eu deixo.

Ri daquele drama todo. Mas eu já sabia como dobrar aquela ferinha dengosa, então bastou uma trilha lenta de beijos até a orelha dela e uma mordidinha suave em seu lóbulo para a escutar suspirar.

-Você sabe que não vou dormir com você quando estiver em meu período – aleguei com a voz manhosa – Mas veja pelo lado positivo, já está no fim.

-Graças a Deus – Vic louvou e virou o corpo em direção ao meu – Vou levantar, me arrumar e depois te dar um puta beijo de bom dia, ok?

-Oui, não vou fugir, prometo – disse rindo e levantando.

Vi Victoria se espreguiçando e fazendo um sonzinho engraçado ao mesmo tempo. Então ela saltou e foi para o banheiro dentro de seu quarto. Só então eu sai do aposento e prontamente me deparei com Anne já sentada a seu lugar na mesa comendo a sua parte do café da manhã.

-Bonjour, Anne – a cumprimentei animadamente.

-A Vic ainda estava dormindo não é? – Anne chutou ao não ver a brasileira ao meu lado – Sabe, sinceramente não sei como ela sobrevivia sem você antes. Ou como eu vivia sem seu café da manhã e jantar.

-Uma vida desregrada e sem nenhum agrado das coisas simples que podem ser aproveitadas saudavelmente – respondi me sentando a sua frente e servindo um copo com suco de manga.

-Resumidamente, uma merda.

Revirei os olhos perante a necessidade de sempre se expressar com esse tipo de palavra. Porém, já estava tão acostumada que não me incomodava realmente. Victoria apareceu logo depois, arrumada e tomada banho. Anne estava no meio de seu cumprimento quando a brasileira morena apenas resmungou, segurou meu rosto e o virou em sua direção. Ela inclinou e prontamente tomou minha boca em um beijo longo e impetuoso. Vic tirou-me desse mundo tão rapidamente que eu mal lembrei que Anne estava ali, bem a nossa frente, presenciando um beijo íntimo e gostoso, oh sim, muito gostoso. Ela envolvia nossas línguas, dançava com os lábios nos meus e mordia meu lábio sabendo que aquilo me tiraria da orbita. Era o seu beijo de bom dia.

Ma ChèrieOnde histórias criam vida. Descubra agora