n/A: Postando rápido, porque bateria do pc tá acabando e eu tô com muita preguiça de pegar o carregador (segue normal)! HAHAHA
Boa leitura!
Pov Liz
No dia seguinte eu tive a noção de que meu despertar estava sendo diferente de tudo o que eu já havia experimentado na vida. Talvez fosse o meu gênio romântico exagerando nas proporções do que isso significava, mas se fazia parte de minha personalidade, como não usufruir? Depois da noite que tivemos, de ver o brilho orgulhoso e carinhoso tomar as orbes azuladas mais apaixonantes que alguém poderia ter, eu finalmente percebia a situação como ela era. Eu estava amando alguém no sentido mais sincero, singelo, intenso e assustador. Alguém que era tão diferente e divergente de mim que chegava a ser engraçado o modo como ao mesmo tempo combinávamos.
Então, despertar e sentir os braços dela envolvendo meu corpo e me mantendo perto tinha um significado diferente. Ter meus sentidos todos voltados para ela nos meus primeiros segundos do dia. Sentia o calor de seu corpo, o toque suave onde nossas peles se roçavam. Inspirar profundamente sentindo o cheiro que exalava delicado do corpo que se mantinha próximo do meu. Abri os olhos e me deparar com a cena de um anjo moreno adormecido. Então minha mente idealizava que aquela mulher era minha, meu corpo estremecia e meu coração tinha suas primeiras batidas erradas do dia e aquele friozinho gostoso se fazia presente.
Isso era completamente diferente do que eu esperava sobre o amor... Porque era ainda melhor. Quando mais jovem, fantasiava com os príncipes, de ser mimada e viver um romance como nos contos de fadas. Na minha mente, sempre vinha um jovem europeu, de porte aristocrata, educado e que faria debates sobre a atualidade enquanto tomávamos uma dose de vinho em nossa mansão. Iriamos viajar pelo mundo e viver aventuras que o dinheiro poderia pagar, ver belas paisagens, comprar coisas bonitas e fazer juras de amor nos locais mais românticos que existiam. Mas a minha realidade? Eu tinha abandonado a tudo para andar sobre minhas próprias pernas e havia descoberto que tudo isso era fútil, que as coisas simples se tornavam verdadeiras conquistas se aplicadas a intensidade certa.
Eu havia sido conquistada por uma mulher brasileira, sem muitas posses e que trabalhava mais do que seria considerado saudável, pois o estresse de relacionar-se com os outros e manter-se sempre criativa deixava Victoria no limite as vezes. Ela era sem pudores, direta, espontânea em suas palavras. Mal sabia sobre a etiqueta e preferia falar de jogos do que de política, de mulheres do que assuntos que assolavam a realidade internacional. Xingava, ria alto, invadia o espaço. Era uma conquistadora barata, que conseguia a maior parte das coisas com um sorriso cafajeste e um jeitinho malandro que eu desconfiava pertencer em especifico as pessoas desse país.
Mas quando eu estava ali, a observando dormir tão serena e com tantas coisas para realizar com esse jeitinho dela, eu me pegava mordendo o lábio para conter um suspiro. Ela era linda, pele com uma sutil cor morena, cabelos castanhos que agora estavam maiores já que tinha decidido deixar crescer mais um pouco para tentar um novo corte futuramente. Eu a observava atentamente, decorando mais uma vez cada detalhe de seu rosto e percebia que pertencia cada vez mais a ela. Mas pela primeira vez, eu sentia que Victoria também era minha em igual intensidade. O que me fazia corar forte ao lembrar de como segui o impulso de querer fazer amor com ela e, levada pelo momento, chegar a verbalizar e quase exigir. Gemi baixinho surpresa de como havia me comportado.
-É feio ficar observando os outros assim – Victoria disse ainda de olhos fechados.
-Eu... – tentava formular, mas só de ver aquele sorriso de canto começando a nascer, eu lembrava mais uma vez como havia sido ousada exatamente como Victoria era – Oh, mon Dieu – cai de vez na cama botando a mão sobre o meu rosto – Mademoiselle Vic, eu fui tão... tão...
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Ma Chèrie
RomanceLiz teve de tomar uma decisão drástica e dramática em sua vida para escapar de um futuro imposto pelo pai: fugir para o Brasil. Filha de um duque, criado na nata da sociedade europeia e com sangue nobre, Elizabeth acaba em uma cidade do interior viv...
