Capítulo 22: Conselhos

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n/A: E aí, felas. Estou nada feliz, mais que decepcionada. É handebol, é futebol, é vôlei... Olha, desisti já, porque p*** que pariu!!!!!!! 9 bolas de diferença, Suécia apela pra pênalti e China é a nova Rússia.

Digo mais nada, mesmo.

Boa leitura.


POV Victoria

-Aí então a Nic estava evidentemente bêbada e foi tentar imitar os passos de dança da Anne, mas convenhamos que a Anne é excelente e até mesmo eu tenho dificuldade em acompanha-la. O resultado foi que mademoiselle Nicoly caiu bem sobre Anne – Liz contava animada do outro lado da linha – E eu sei que se você estivesse aqui teria feito algum comentário que deixaria Anne sem jeito, pois ela demorou uns bons segundos para soltar a garota.

-Certamente que eu faria, ainda iria sugerir ela experimentar o lado bom da vida com uma garota linda como a Nic – disse um pouco distraída.

Comecei a mudar de canal inúmeras vezes, sem conseguir prestar atenção em nada por causa da leve irritação que eu estava sentindo. Por que tudo tinha de se resumir a Nicoly? Elizabeth não parava de falar dessa garota, em todas as nossas ligações ou mensagens, esse ser irritante tinha de aparecer de alguma forma. Tudo bem, estava geralmente relacionado a Anne e ela, mas... Por que ela tinha de ser tão bonita também? Não mais que minha Liz, mas ainda assim um risco enorme. Minha amiga e vizinha havia tirado uma foto com ela e mandado por mim pelo whatsapp, corroendo ainda mais meu coração ciumento. E eu estava tão distante para cuidar do que era meu! Era irritante a sensação que estava me tomando sem que eu tivesse controle, eu não queria ser uma daquelas que ficava vigiando e monitorando a sua garota, mas... Merda! A insegurança arrombava a minha porta e entrava com tudo nesses momentos. E não maliciem, porque é foda sentir algo assim e não é no bom sentido da palavra.

-Então, que horas você vai chegar aqui amanhã? – interrompi o que ela ia falar sobre Nicoly ter desenhado algo incrível, eu não aguentava mais ouvir sobre aquela loira.

-Dez horas da manhã – Liz lembrou e suspirou – Falta bem pouco agora, mas parece que fico ainda mais ansiosa a cada minuto que se arrasta.

Agora sim, era uma conversa que me agradava.

-Eu irei busca-la e sinto muito, mas irei beijá-la na frente de todas aquelas pessoas – disse com um sorriso sonhador.

-Non pode fazer isso – ela falou naquele tom fofo de quem estava negando algo a uma criança – Porque duas pessoas que não estão namorando não fazem isso.

Ai essa doeu. Ri baixo para disfarçar aquela grande indireta bem direta. Deitei no sofá e fechei os olhos tentando imaginá-la ali fazendo cafuné. Deus, saudade não deveria doer tanto!

-Então terei de roubar os beijos – comentei irredutível, em um evidente tom de gracejo – Se os quiser de volta, teria de me beijar para recuperá-los. O que acha?

-Que é errado e inadequado – Liz respondeu prontamente, mas sua voz vacilava – Sabe o que eu acho sobre beijos em públicos, mon amour.

-Mas estou com saudades – choraminguei – Posso imaginar você aqui sabia? Fazendo carinho em meu cabelo enquanto assistimos algo na televisão – sorri com o pensamento – Então bastaria que eu me erguesse um pouco, você notaria o movimento e me olharia, tornando perfeito o momento para que eu tomasse sua boca para mim em um longo e lento beijo.

-Victoria – alertou Liz, mas sua voz estava pesada – Acho que devemos dormir, assim amanhã chega mais rápido.

-Vai sonhar comigo?

Ma ChèrieHistórias para pegar e não largar. Descubra agora