n/A: Calma que eu ainda estou apanhando pra postar, certo, aqui vai o outro de hoje
Mais um! LEIAM A NOTA FINAL!!
POV Victoria
Eu estava caminhando sem rumo, sem nem ao menos prestar atenção para onde meus pés estavam me levando. Minha mente remoía todas as palavras que Elizabeth havia dito, fazendo meu coração pesar mais do que meu corpo poderia aguentar. Eu não conseguia acreditar que depois de tanto trabalho, de tantas expectativas, planos e sonhos tudo acabara daquela forma. Henrique a beijou sem nem se importar em cortejá-la, apenas seguiu o habitual plano de conquista... Não, isso estava errado, Liz não merecia algo assim! Meus sentimentos se mesclavam em um caleidoscópio confuso e conflituoso, ora estava completamente irritada, ora deprimida como se o amanhã não fosse existir.
-Senhora – alguém tocou o meu ombro.
Pisquei várias vezes como se estivesse despertando de uma hipnose. Só então notei que havia parado em uma praça e congelado no lugar. O que diabos aquela garota estava fazendo comigo?
-Seu celular está tocando – um senhor que passeava com seu cachorro alertou-me tentando sorrir de forma simpática.
-Ah... Obrigada.
Ele acenou e partiu com o seu vira-lata. Respirei fundo e retirei do bolso o meu celular que tinha um toque incrivelmente alto, o que era importante para uma pessoa distraída como eu. Na tela aparecia o nome e a foto de Anne, pensei por alguns segundos se eu deveria atender, mas a necessidade de minha melhor amiga falou mais alto.
-Anne... – comecei com uma voz vaga, mas ela me cortou logo com uma voz urgente – Onde estou? Eu acho que na praça perto da passarela, você pode vim aqui? – ela negou fortemente e quando falou que a Liz estava passando mal meu coração disparou de medo – COMO ASSIM?!
E então veio aquele desespero todo. Meu corpo pareceu congelar por dentro enquanto eu imaginava o que a Liz poderia estar passando. Os segundos que se passaram até Anne desligar daquela forma trágica foram como um apocalipse. Segurei firme meu celular, dei meia volta e comecei a correr de volta para casa. Não, não! Liz não podia estar machucada! Todo o meu sofrimento havia desaparecido perante a simples hipótese de que a garota que eu amava estivesse de alguma forma mal. Acima de minha própria dor, de toda a minha confusão, estava Elizabeth Aimeé. Eu corri sem me importar com os meus músculos reclamando do exercício repentino, ignorei até mesmo os sinais, quase sendo atropelada por uma moto e esbarrando nas pessoas.
Quando cheguei ao edifício não peguei o elevador, não aguentaria ficar esperando! E mais uma vez me pus a correr as escadas sentindo minhas pernas queimarem e o suor escorrendo pela lateral de meu rosto. Quando cheguei finalmente de frente ao meu apartamento parei bruscamente quase tropeçando em meus próprios pés. Abri a porta com tudo em um desespero que eu nunca havia sentido.
-Elizabeth! – gritei assim que eu não a vi na sala, corri para o quarto com o coração na mão, temendo o que iria encontrar quando a visse – Liz! Porra, cadê você?!
-Nossa você foi rápida.
Virei e me deparei com Anne encostada na porta de meu apartamento. Já estava me aproximando com ânsia quando finalmente reparei que havia algo errado. Minha amiga estava com um sorriso sapeca no rosto e nem um pouco preocupada.
-O que está acontecendo? Cadê a Liz? – exigi saber.
-Ela está na cobertura – Anne explicou apontando o dedo para cima – E acho bom você correr ou vai perder sua chance.
-Espera, ela não está passando mal?! – deduzi rapidamente.
-Deixe para me agradecer depois – Anne sorriu de maneira irônica – Agora vai logo, está perdendo tempo aqui e não se atreva a fugir.
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Ma Chèrie
RomanceLiz teve de tomar uma decisão drástica e dramática em sua vida para escapar de um futuro imposto pelo pai: fugir para o Brasil. Filha de um duque, criado na nata da sociedade europeia e com sangue nobre, Elizabeth acaba em uma cidade do interior viv...
