Capítulo 29

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Ele se senta ao meu lado, e do nada começa a falar.

- Tem uma coisa que você não me contou... do hospital.

- É? O quê? - acho que já sabia o que era, mas me diz de desentendida.

- Você disse que era minha namorada? Uma vez a enfermeira disse que minha namorada estava lá e eu não entendi nada - ele faz uma cara engraçada - Aí você entrou.

- Bom... Talvez eu tenha dito isso... Mas foi porque queria te ver. E se me lembro bem, o médico disse que você chamou meu nome dormindo.

- É mesmo?

Eu rio da cara de pensamento que ele faz.

- Eu estava sonhando com um anjo e... Era você, no sonho, você falava que eu tinha que voltar e...

Depois disso eu não aguentei, me lancei em seus braços o abraçando meio de lado, já que ele estava sentado do meu lado. Deitei a cabeça em seu peito.

- O jogo já vai começar. Pronto pra perder? - pergunto.

- Nunca! Vamos apostar?

- Ok, se o meu time ganhar, você vai ter que fazer tudo que eu quiser por um dia, inclusive me carregar pros lugares se eu não tiver afim de andar.

- E se o o meu time ganhar, você me deve um beijo - ele pisca pra mim.

- Não vale!

- Claro que vale!

O jogo começa, os dois times estão muito bons.

- Nossa mais aquele jogador é gostoso ein? - o Vitor me olha, faz cara de ciúmes.

- Ele é feio!

- Uhum... - continuo prestando atenção no jogo.

- Vai! Vai! Gol!!! - droga, o time do Vitor fez um gol acabando o primeiro tempo. Agarro minha camisa autografada. Acaba o primeiro tempo 1x0.

- Acho que você já podia ir pagando...

- Vai nessa - me levanto, tenho que fazer xixi, vou até o banheiro do quarto dele mesmo. Fecho a porta, dou uma olhada nos armários dele, porque eu não sou nem um pouco curiosa né, então eu vejo um potinho estranho e pego.

Olho no rótulo, e é um remédio tarja preta, muito forte e eu tenho certeza que ele não precisaria usar isso. Então eu me lembro de uma coisa que ele disse "...eu já tentei me matar..." Será que ele pensa nisso?!

Eu pego o pote e coloco no meu bolso, não quero falar disso agora que a gente está finalmente se acertando.

Volto pro quarto e ele não está, sento na cama e fico mexendo no celular esperando. Depois de um tempo ele volta com um pacote de salgadinho e refrigerante.

- De nada - o jogo recomeça. Eu torço mais ainda e, em um lance um jogador entra forte numa falta, dentro da área, o juiz marca pênalti.

Bato palmas, o próprio jogador vai bater. Ele chuta e...

- Gol!!! - me levanto e saio pulando.

O Vitor faz cara feia, depois disso continuamos assistindo e depois o jogo acaba. Só então percebi uma coisa...

O jogo acabou empatado.

- E agora? - pergunto.

- Acho que temos que cumprir os dois desafios... - ele diz se aproximando de mim.

Antes que pudéssemos fazer alguma coisa, sua mãe bate na porta.

- Filho, eu cheguei - percebi, penso - Sua amiga vai dormir aqui, já que está tarde pra ela ir embora - Ela diz isso e fecha a porta.

Vitor me olha com um sorriso de orelha a orelha, parece uma criança muito fofa. Então, ele me puxa pela cintura e sela nossos lábios.

Nosso beijo começa calmo, mas logo fica mais quente, eu coloco as mãos na sua nuca, o puxando mais para mim. Suas mãos estão uma na minha cintura, me puxando, e outra na minha bochecha. Nos separamos por falta de ar. Porém nossas testas continuam coladas.

- Já ganhou sua parte da aposta.

- Sim, mas - ele me dá um beijo na testa - Eu - um beijo na bochecha - Não - um beijo no queixo - Ligo - ele me beija de novo, dessa vez ainda mais quente, deito na cama e ele fica por cima de mim.

Então sua mão esbarra no bolso da minha calça, ele sente o potinho que eu coloquei lá, ele puxa e ver o que é.

- O que isso está fazendo aqui? - pergunta nervoso.

O garoto loiroHistórias para pegar e não largar. Descubra agora