Como ninguém aqui dirige ainda, só o Vitor, mas ele estava sem carro, vamos a pé mesmo. Resolvemos que vamos ir almoçar em uma lanchonete e depois assistir algum filme no cinema.
Chegamos lá, não está uma fila tão grande. Os meninos ficam na fila por nós e eu e a Sah vamos procurar uma mesa.
Sentamos lá fora, perto de uns brinquedos onde algumas crianças estavam brincando. Eu adoro crianças.
- Odeio crianças - a Sarah reclama.
- Por que? Elas são tão fofinhas. E quando você se casar vai ter filhos e eu vou ser a madrinha.
- Quem disse? - pergunta emburrada.
- Eu. E olha lá seu marido está chegando - vejo o Vitor e o Vinícius com as bandejas na mão. Sarah olha para trás.
- Não fala isso! Esse garoto se mostrou mais idiota que eu pensava - coloco o dedo indicador em meus lábios, dizendo pra ela ficar quieta porque os meninos estavam chegando.
- Falando de nós?? - Vinicius brinca.
- Claro, porque o mundo gira ao seu redor - ela responde seca. O Vinícius ergue os braços acima da cabeça, em rendição. E eu começo a rir.
O Vitor se senta ao meu lado e o Vinícius do lado dela. Ele me entrega uma bandeja e o dinheiro que eu tinha dado pra ele pagar. Olho para ele com a sobrancelha arqueada.
- Você roubou a comida? - exclamo já pensando em um modo de fugir dali.
- Eu que paguei, idiota.
- Isso eu percebi, mas por que? - ele só dá de ombro e dá uma mordida no seu lanche. Guardo meu dinheiro de volta. Olho para a Sarah e o Vinícius que estão discutindo sobre alguma coisa, eu e o Vitor nos olhamos e do nada começamos a rir igual dois loucos no meio do restaurante.
Os dois param a discussão e olham pra nós como se fossemos dois desconhecidos.
- Porque estão rindo? - ela fala ainda emburrada pela discussão. Tento parar de rir para falar, mas eu olhei de novo para o Vitor e comecei a rir ainda mais. Na verdade nem eu sabia porque eu estava rindo.
- Vão falar ou ficar aí igual dois idiotas? - O Vini pergunta e cruza o braço, também emburrado. Nossa, que povo sem senso de humor.
- Por que você tá rindo? - gaguejo em meio as risadas, me virando para o Vitor.
- Sei lá, por que você está rindo?
- Também não sei - e isso só resulta em mais risadas da parte de nós dois.
Limpei minhas lágrimas e olhei para a Sarah e o Vinícius que comiam cada um seu lanche, emburrados. Depois de um tempo eu e o idiota aqui do meu lado conseguimos parar de rir e comemos nossos lanches.
Estava começando um silêncio constrangedor entre nós. Sarah fitava sua batata como se fosse a coisa mais importante do mundo. Quando eu terminei meu lanche, me levantei e declarei.
- Quero descer nesse brinquedo - aponto para o escorregador onde tinha as crianças ao lado da nossa mesa.
- Não acha que está muito grandinha não?
- Não, quer ver? - chamei um menininho que parecia ter uns 7 anos que estava aqui perto e pergunto para ele.
- Menino, você acha que eu sou muito grande para esse brinquedo??
- Meu nome é Bernardo - ele diz cruzando os bracinhos.
- Então... Bernardo, você acha? - pergunto me agachando.
- Acho que você já está velha - logo que ele fecha a boca todos da mesa caem em risadas. Dou um tapa no Vitor ao meu lado, o que só faz ele rir mais. Ah é assim??
- Quer brincar comigo Ben? - pego o Bernardo pela mão e o levo até o brinquedo. Subo no escorregador.
- Cuidado pra não quebrar! - a Sarah grita.
- Tá me chamando de gorda? - grito de volta e umas pessoas começam a olhar pra nós.
Desço o escorregador e vou correndo até ela, que sai correndo de mim. Começamos uma perseguição e algumas criancinhas gritavam e riam com a gente. Depois de algumas escorregadas e uns stories gravados, chega um funcionário da loja e nos "convida a se retirar da loja" ou seja nos expulsou. Me despeço do Bernardo que virou meu amigo, já superei ele ter me chamado de velha. Nós saímos rindo dos vídeos que os meninos fizeram.
- Não acredito que fui expulso da lanchonete por causa de vocês! - o Vini reclama.
- Gente que vergonha! - a Sah diz.
Decidimos ir ao cinema, como nós já tínhamos passado vergonha de mais, os meninos iriam escolher o filme.
Eu e a Sarah fomos comprar pipoca enquanto eles compravam os ingressos, não queriam falar qual filme íamos assistir. Depois de um tempo, eles voltam e o Vitor entrega meu ingresso, olho e...
- Ah, não! Um filme de terror - pergunto, decepcionada.
- Sim! - os dois respondem com sorrisos vitoriosos.
Entramos na sessão, o Vitor sabe que eu não gosto de filme de terror. Filho da puta.
Senta eu e a Sarah sentamos lado a lado e os meninos em cada ponta, nem ferrando eu ia ficar na ponta. A sessão está lotada e as nossas cadeiras são quase as primeiras, por que os inteligentes chegaram e já tinham pegado todas as cadeiras.
O filme começou e eu agarrei a mão da Sarah, depois de meia hora eu já tinha gritado mais que na minha vida inteira.
- Chega né? Já de... Aaaahhh!! - a porra daquela freira aparece bem na minha frente, até o Vitor dá um pulo do meu lado. Olho pra ele e rio da sua expressão assustada.
A Sarah soltou a minha mão, olho para ela incrédula e... Ela está segurando a mão do Vinicius! Depois dessa nem assustei com aquele velho que apareceu... Mentira, eu assustei sim!
- Puta que pariu! Sabia que uma pessoa pode morrer de infarto assistindo isso? - me viro para o Vitor que me olha assustado.
- O que foi? - arregalo os olhos, jurando que a freira deve estar atrás de mim.
- Nada - ele pega minha mão e volta a atenção para o filme.
O filme acabou, e a minha mão está doendo de tanto apertar a do Vitor quando levava os sustos, confesso que eu chorei no final quando o casal tem que se separar pra salvar a outra personagem... Muito lindo. Eu gostei desse filme, ele não é igual outros filmes de terror que não tem nexo nenhum.
Já são quase sete horas da noite! Esse filme tem mais de duas horas. Convido a Sarah para dormir em casa e ela aceita na hora, ela e eu sabíamos que não iríamos conseguir dormir sozinhas.
Eu ligo pra minha mãe, que logo chega pra me buscar. Quando minha mãe chega, eu me despeço do Vinícius e depois vou até o Vitor. Ele me dá um beijo na bochecha, impressão minha ou esse beijo durou uns cinco segundos a mais do que era para durar?
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O garoto loiro
RomanceSophie era uma garota comum de 16 anos, ruiva, bonita e de personalidade forte. Ela entra para uma nova escola e logo faz amizades e como é inteligente vai muito bem. Porém, um garoto fica a tratando mal junto de seus amigos, sem motivo aparente. Ma...
