- Acorda, dorminhoca!
Uma voz tira do meu sono sem sonhos, abro os olhos e me deparo com dois olhos azuis vívidos olhando para mim. Ele está com uma bandeja de café da manhã na mão.
- Bom dia... - lembro de tudo que aconteceu ontem, mesmo estando com uma ressaca desgraçada. Tiro a coberta de cima de mim, espera... Cadê meu vestido? Eu estou só com uma camiseta dele. Olho para o Vitor, mas ele não desvia o olhar do meu corpo, fico vermelha e puxo as cobertas de volta.
- Cadê meu vestido?! - ele fica vermelho e dá de ombros - O quê...?
- Você parecia estar desconfortável... - ele percebe meu olhar mortal e logo se explica - Eu não olhei nada! Eu juro!
Percebo seu olhar meio desesperado, como que com medo... Vitor, com medo de mim? Ele tem quase o dobro do meu tamanho... Ou seria outro tipo de medo? Tipo, de eu ir embora?
Eu não fiquei com raiva, fiquei impressionada, eu confio nele e sei que ele nunca faria alguma coisa comigo, com ele me sinto segura... E ele viu o que aconteceu comigo na praia, desde aquele dia o considero meu protetor, e naquela época eu tinha muita raiva dele.
Hoje eu não sei mais o que sinto...
Um pigarrear me tira dos pensamentos, olho para o Vitor e ele está parado no mesmo lugar como uma estátua, mas de cabeça baixa...
- Então... O que temos aí? - pergunto com uma voz alegre.
Ele levanta a cabeça e abre um sorriso de orelha a orelha, como só ele tem. Me pego retribuindo o sorriso. Ele senta na cama e eu vejo que tem tudo que eu gosto na bandeja: Leite, pão, bolacha, Nutella... Nutella! Lembro da nossa briga na praia pela Nutella e abro um sorriso ainda maior.
Não sou de comer de manhã, mas só quando vejo a comida que percebo o quanto estou faminta, eu não comi nada ontem à noite.
Pego um copo de leite e bolachas. Enquanto como, reparo no rosto do Vitor, ele não está tão roxo em volta do olho, me pego levando a mão até seu rosto.
- Não ficou tão feio...
- Graças a você... - sorrio.
Continuo comendo e depois vejo a Nutella e só uma colher na bandeja, olho rapidamente para ele e depois pra colher, ele segue meu olhar. Rapidamente pego a colher e antes dele pego também a Nutella.
- A Nutella é minha! - reclama.
- Não importa! Você é muito lerdo.
- Ofendeu - ele leva a mão ao peito exageradamente, mas em seus lábios se prende um sorriso.
Abro o pote e coloco a colher lá dentro, quase cheia. Antes de colocar na minha boca, vou levando até a boca do Vitor... Mas quando ele já está com a boca aberta, eu viro a colher e coloco na minha, ele fica com uma cara de bobo e eu começo a rir loucamente.
Sinto o pote ser tirado da minha mão, mas não ligo, porque minha barriga está até doendo de tanto rir.
Olho para ele e seus olhos brilham, então sinto algo no meu nariz... Não!
- Não! - agora é ele quem está rindo, passou Nutella do meu nariz.
Sem pensar, esfrego o nariz em seu rosto, deixando nós dois lambuzados. Ele para de rir e eu também, quando percebo, a bandeja não está mais na cama e ele está na minha frente, olhando fixamente para mim.
Não sou capaz de desviar o olhar, meu coração está a mil, minhas mãos começam a suar. Como ele faz isso comigo?
Ele segura meu rosto e se aproxima de mim, então nossos lábios se selam, e quando sua língua pede passagem, eu entreabro os lábios. O beijo é doce, mas não somente pelo chocolate em nossos lábios, ele é doce de sentimentos...
O beijo se aprofunda ainda mais e só nos separamos por causa da droga de falta de ar.
- Meu anjo... - ouço-o sussurrando, quase inadivelmente, sorrio ainda mais largo e agora eu que puxo sua camisa na minha direção.
O beijo agora se aprofunda ainda mais, nossas línguas dançam em uma perfeita sincronia, ele vai deitando na cama e me puxa junto com ele, me deixo levar.
Puxo deus cabelo e ouço um gemido seu em meus lábios, ele se vira e me deixa por baixo. Sem separar nossos lábios, sinto sua mão subindo dentro da minha camiseta, solto um gemido e sinto seu sorriso.
Ele parte para meu pescoço deixando beijos e chupões por toda a extensão. Levanto sua camisa e arranho suas costas enquanto solto gemidos, puxo seus cabelos e seu rosto de volta à encontro com o meu, nos beijamos de novo.
Levanto mais sua camiseta, deixando arranhões nas suas costas enquanto sua língua trabalha em uma dança perfeita com a minha. Ele passa as mãos pela minha coxa e eu estremeço de prazer.
Continuo o beijando e ele aperta minha coxa, solto um gemido baixo, mas afasto meus lábios dos seus.
- Vitor...
- Só se você quiser, anjo - ele retira a mão da minha perna e passa pela minha bochecha, fecho os olhos com o rastro de fogo que fica em minha pele onde seus dedos passam.
- Ainda não estou pronta...
- Eu sei, eu lembro - ele se lembrava do dia em que eu perdi muito da minha confiança.
Sorrio e puxo suas costas na minha direção, o abraçando forte.
Ficamos um tempo abraçados, depois de um tempo recebo uma ligação desesperada da minha mãe perguntando onde eu estou, minto falando que dormi na casa da Sarah. Mas depois chamo um táxi e vou embora.
****
Na segunda feira chego na escola no horário certo, e antes de entrar na sala avisto o Thiago. É verdade! Ele iria voltar hoje! Tinha me esquecido!
- Oi, Thi! - abraço-o forte, e ele retribui.
A Sarah aparece atrás dele e ele se vira de costas para mim, cumprimentando-a, sinto uma mão na minha lombar, me viro e vejo o Vitor de cara fechada.
- Oi baby - digo.
Então ele faz algo que me deixa sem ar.
Segura meu queixo e leva seus lábios até os meus me dando um selinho.
Me viro e vejo a Sarah olhando maliciosamente para nós, sinto que fico muito vermelha! Então o Thiago também se vira para nós...
Mas no momento em que Thiago vê o Vitor, ele arregala os olhos como se tivesse vendo um fantasma.
- O que foi? - pergunto.
- Ele! Foi ele - Thiago diz apontando para o Vitor e dando passos para trás.
- Ele o quê?!
- Foi ele quem eu vi na estrada!
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O garoto loiro
RomanceSophie era uma garota comum de 16 anos, ruiva, bonita e de personalidade forte. Ela entra para uma nova escola e logo faz amizades e como é inteligente vai muito bem. Porém, um garoto fica a tratando mal junto de seus amigos, sem motivo aparente. Ma...
