Capítulo 31

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O manhã começou quente, ainda estamos no verão, e hoje tem aula.

Acordei com o despertador tocando, sinto braços em cima da minha cintura. Tento me mexer sem acordar o Vitor, mas quando eu tentei, não consegui. Tento puxar meu corpo mais forte e não consigo me soltar.

Olho para cima, e vejo um Vitor de olhos fechados e tentando segurar o riso.

- Me solta, idiota - rio.

- Tem que pagar pedágio.

Ele afrouxa o aperto e eu vou até seu rosto e dou um beijo na sua bochecha, saio correndo e me tranco no banheiro.

- A senhorita está muito encrencada! - ouço sua voz do outro lado da porta.

Depois de fazer minhas higienes matinais, visto o mesmo uniforme de ontem e coloco a camisa do Vitor, que era de manga comprida, amarrada na cintura.

Abro uma fresta da porta e olho para fora, não tem ninguém, pego minha bolsa e desço. Encontro ele, já trocado, e a sua mãe na cozinha. Ele me olha e sorri.

- Bom dia.

- Bom dia - sua mãe só me olha e assente com a cabeça.

Tomamos café em silêncio e já saímos rumo à escola, que é longe. Eu vou no banco de trás e ele no carona com a sua mãe dirigindo. Ela nos deixa na esquina antes da escola, que estranho. Saímos do carro e ela vai embora.

- Por que ela parou longe? - pergunto quando começamos a andar rumo ao portão.

- Eu falo para ela sempre me deixar aqui - lanço um olhar de crítico ele apenas fica vermelho.

- Ooonnw que fofo, depois sou eu que fico vermelha.

- Então somos dois, minha cara - ele passa o braço sobre meu ombro.

Entramos na escola e todos os olhares se voltam sobre nós, principalmente as garotas, que me olham com ódio. Eu vejo a Sah e vou até ela me despedindo do Vitor.

- Não esquece que você ainda me deve um pedágio - ele sussurra no meu ouvido, me fazendo arrepiar.

- Não se esqueça que você tem que fazer tudo que eu quiser hoje - respondo em seu ouvido, dou uma mordida na sua orelha e saio rumo a Sah e a Gabi que chegou agora, e me olham com um olhar malicioso.

- O que foi? - digo inocente.

- Nada - elas falam juntas, irônicas.

- Hm que bom, então vamos para a sala - digo e já começo a andar rumo a sala. A Gabi vai para a dela, entramos e avisto o Vitor vindo com os amigos dele, ele se aproxima de mim junto com um amigo que eu não conheço.

- Você vai sentar aqui - aponto a carteira ao meu lado e ele senta, obedecendo. Ah, isso vai ser divertido.

- Ah, esse aqui é o Vinícius, meu amigo. Ele pode ficar com a gente hoje? Já que você vai me obrigar a ficar com você.

- Nossa que ruim ficar comigo! Vai, vai lá com a Izabelle então.

- Tô brincando, ciumentinha - ele aperta as minhas bochechas.

Eu olho para o Vinícius, ele é muito bonito, tem olhos azuis e cabelo preto. Ele está olhando fixamente para a Sarah que está ao meu lado, então eu olho para ela que está olhando para ele com ódio.

- Acho que ele pode ficar sim - digo.

- Sophie posso falar com você? - a Sarah pergunta, assinto e saímos da sala aproveitando que o professor ainda não chegou.

- O que foi?

- Não quero que esse menino fique com a gente.

- Por quê?

- Eu odeio esse garoto, no 7º ano ele fazia bullying comigo, me chamava de gorda, feia, ele me apelidou de balão - não aguentei e comecei a rir - Não tem graça.

- Desculpa... Ah vamos, só hoje, se ele falar alguma coisa eu falo pro Vitor bater nele, já que ele tem que me obedecer - ela me olha, questionadora - Ele perdeu uma aposta que fez comigo - eu realmente estou adorando isso.

- Ok... - ela responde e entramos de novo na sala.

Ela lança um olhar de ódio para o Vinícius e eu rio de novo, sentando no meu lugar.

- O que foi? - Vitor pergunta, erguendo uma sobrancelha.

- Depois te conto - fico todo o resto da aula olhando para trás e vendo os dois em dupla e rindo da cara que a Sarah fazia.

Acabou as duas primeiras aulas e estamos arrumando o material para ir para o intervalo, minha bolsa está muito pesada.

- Vitor! Leva pra mim.

Ele faz uma cara engraçada e pega a mochila, eu vou pulando ao seu lado enquanto ele carrega as duas.

- Você me paga.

Depois de deixar as mochilas na frente da sala vamos até o refeitório, está uma fila na cantina enorme.

- Pega um salgado pra mim? - digo e vou indo até a mesa onde a Sarah, ainda com cara de brava, o Vinícius, a Gabi e o menino que ela está ficando que chama Caio, aquele menino da festa.

Depois de um tempo o Vitor chega com meu lanche e uma cara feia.

- Obrigada seu lindo! - beijo sua bochecha e sua cara emburrada sai do seu rosto e dá lugar a um sorriso.

Nós conversamos enquanto comemos, descubro que o Caio estuda aqui desde pequeno e também é amigo de longa data do Vitor. O Vitor, Vinícius e Caio é tipo o "trio parada dura" todos repetiram de ano, antes eles eram um quarteto, até acontecer aquilo com o Gabriel e o Vitor.

O sinal bate e vamos para a sala.

O garoto loiroHistórias para pegar e não largar. Descubra agora