Capítulo 2

17.8K 703 90
                                        

"Às vezes Deus muda o rumo do nosso caminho e a gente fica meio desconfiado, sem entender a razão de estarmos indo parar tão longe, mas acredite que não é à toa. Ele sabe o que faz, confie, no final da estrada tudo faz sentido."

*Boa Leitura*

******************************

     Acordei com o sol batendo no meu rosto, devo ter esquecido a janela aberta ontem. Levantei e a isa ainda dormia, olhei as horas no celular e não acreditei, já eram 10:00, não acredito que dormi tanto assim, esse é o efeito do remédio.
     Fui pro banheiro, escovei os dentes e tomei um banho de 15 minutos. Aproveitei e lavei o cabelo. Fui pro closet e peguei um short dins de lavagem clara e uma blusa da Lacoste masculina, (Amo Blusa de homem) pentei meus cabelos deixando eles em um coque, passei meu hidratante, meu perfume e coloquei minha corrente com um pingente de coração que a mãe tinha me dado, tenho ele desde os meus 3 anos de idade, algumas vezes já o tirei, mas, nunca mais, pois é a única lembrança da minha mãe. Coloquei minhas Havaianas e desci pra tomar café.

Desci as escadas e vovó Carminha estava junto a mesa tomando seu banquete de café, que era um milagre ela estar em casa, pois fica muito na empresa. Me juntei a ela na mesa.

- Bom Dia Vovó.

- Bom dia Querida, escutei seus gritos de madrugada, teve outro pesadelo?

- Ah. Sim

- Com qual frequência você vem tendo esses pesadelos Manuela ?

- Com bastante frequência, desde sempre.

- Tenho que ter uma conversa muito importante com você e com a Isabella. Quando ela acordar, conversaremos.

- Como a senhora quiser.

     Coloquei meu achocolatado no meu copo. (Não tomo café, odeio café) Coloquei torradas com a melhor coisa do mundo junto, (Nutella ❤) comecei a devorar as torradas tomando leves goles do meu achocolatado.
     Quando a Isa desce com a cara toda amassada, queria rir da cara dela, mas, minha boca estava cheia e como diz vovó, é feio uma mocinha de boca cheia, (Ironia on) Isa se juntou a nós na mesa.

- Bom dia - Ela disse

- Bom Dia - respondemos.

Isa começou a tomar o seu café. Peguei um mamão e devorei, despois,  peguei uma manga, que já estava cortada e comi.

- Meninas, depois do café, teremos uma conversa. Irei me retirar, espero vocês no escritório.

     Ela se levantou sem nos dar uma chance de responder e saiu.

- O que será que você aprontou agora manu? - perguntou Isa

- Eu não fiz nada, já a senhorita deve ter feito, onde esteve ontem ? - pergunto

- Fui numa baladinha - respondeu

- E porque não me levou?

- Não tinha trabalho, só fui curtir

- Hum tá bom.

     Terminamos o café e subimos pra escovar os dentes, saímos e fomos em direção ao escritório da vovó. Batemos na porta e escutamos um   "Entre", entramos e lá estava minha avó, sentada na sua cadeira, sentamos na cadeira em frente a mesa dela.

- Que bom que não demoraram, chamei vocês aqui, pois tenho algo importante para lhes contar.

- E o que seria ? - pergunto

- Iremos nos mudar - ela disse isso como se fosse tão natural.

- Pra onde - perguntou a Isa, muito animada pro meu gosto.

- Iremos voltar para o Brasil, de volta ao Rio De Janeiro.

Fiquei paralisada, foi como um soco na cara.

- Manu? - perguntou
- Manu? - reforçou sua pergunta.

- ah... Sim?

- Escutou o que eu disse querida?

- Sim, e eu não irei - digo.

- Você tem que ir Manuela, não tem escolha, não posso deixar você aqui.

- EU JÁ DISSE QUE NÃO VOU PORRA.

     Levantei em um pulo, comecei a andar de um lado pro outro, era impossível isso, eu não podia voltar, reviver o que vivi, não quero rever aquele monstro.
A Isa abaixou a cabeça, ela sabe que quando eu me altero coisa boa não vem.

- Manuela Myller Cavalcanti, não altere seu tom de voz comigo, eu sou sua avó, eu mando em você, tenho a sua guarda e você vai e acabou.

- É ISSO ENTÃO? NÃO QUER MAS A GENTE E AGORA QUER NOS LEVAR PRA TOCA DO LOBO? QUER ME LEVAR DE VOLTA PARA AQUELE MONSTRO?

- Manu meu anjo, ele nem sabe que vamos e tenho que fazer negócios no Brasil, temos que ir, seu irmão sente sua falta querida e nós VAMOS E ACABOU - ela disse a última parte gritando.

- EU IREI MARIA DO CARMO, MAS, VOCÊ IRÁ SE ARREPENDER.

- MAIS DO QUE ME ARREPENDO?

     Ouvir aquelas palavras foi como se estivessem arrancando meus órgãos, (ironia on) sai da sala dela correndo e fui pro meu quarto, deitei na minha cama e desabei, chorei por horas e fiquei mais ou menos 2 horas chorando, quando alguém bate na porta e entra sem me deixar responder, era a Isa.

- Telefone pra você, é o seu irmão.

A Marrenta E O Dono Do MorroOnde histórias criam vida. Descubra agora