"Às vezes Deus muda o rumo do nosso caminho e a gente fica meio desconfiado, sem entender a razão de estarmos indo parar tão longe, mas acredite que não é à toa. Ele sabe o que faz, confie, no final da estrada tudo faz sentido."
*Boa Leitura*
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Acordei com o sol batendo no meu rosto, devo ter esquecido a janela aberta ontem. Levantei e a isa ainda dormia, olhei as horas no celular e não acreditei, já eram 10:00, não acredito que dormi tanto assim, esse é o efeito do remédio.
Fui pro banheiro, escovei os dentes e tomei um banho de 15 minutos. Aproveitei e lavei o cabelo. Fui pro closet e peguei um short dins de lavagem clara e uma blusa da Lacoste masculina, (Amo Blusa de homem) pentei meus cabelos deixando eles em um coque, passei meu hidratante, meu perfume e coloquei minha corrente com um pingente de coração que a mãe tinha me dado, tenho ele desde os meus 3 anos de idade, algumas vezes já o tirei, mas, nunca mais, pois é a única lembrança da minha mãe. Coloquei minhas Havaianas e desci pra tomar café.
Desci as escadas e vovó Carminha estava junto a mesa tomando seu banquete de café, que era um milagre ela estar em casa, pois fica muito na empresa. Me juntei a ela na mesa.
- Bom Dia Vovó.
- Bom dia Querida, escutei seus gritos de madrugada, teve outro pesadelo?
- Ah. Sim
- Com qual frequência você vem tendo esses pesadelos Manuela ?
- Com bastante frequência, desde sempre.
- Tenho que ter uma conversa muito importante com você e com a Isabella. Quando ela acordar, conversaremos.
- Como a senhora quiser.
Coloquei meu achocolatado no meu copo. (Não tomo café, odeio café) Coloquei torradas com a melhor coisa do mundo junto, (Nutella ❤) comecei a devorar as torradas tomando leves goles do meu achocolatado.
Quando a Isa desce com a cara toda amassada, queria rir da cara dela, mas, minha boca estava cheia e como diz vovó, é feio uma mocinha de boca cheia, (Ironia on) Isa se juntou a nós na mesa.
- Bom dia - Ela disse
- Bom Dia - respondemos.
Isa começou a tomar o seu café. Peguei um mamão e devorei, despois, peguei uma manga, que já estava cortada e comi.
- Meninas, depois do café, teremos uma conversa. Irei me retirar, espero vocês no escritório.
Ela se levantou sem nos dar uma chance de responder e saiu.
- O que será que você aprontou agora manu? - perguntou Isa
- Eu não fiz nada, já a senhorita deve ter feito, onde esteve ontem ? - pergunto
- Fui numa baladinha - respondeu
- E porque não me levou?
- Não tinha trabalho, só fui curtir
- Hum tá bom.
Terminamos o café e subimos pra escovar os dentes, saímos e fomos em direção ao escritório da vovó. Batemos na porta e escutamos um "Entre", entramos e lá estava minha avó, sentada na sua cadeira, sentamos na cadeira em frente a mesa dela.
- Que bom que não demoraram, chamei vocês aqui, pois tenho algo importante para lhes contar.
- E o que seria ? - pergunto
- Iremos nos mudar - ela disse isso como se fosse tão natural.
- Pra onde - perguntou a Isa, muito animada pro meu gosto.
- Iremos voltar para o Brasil, de volta ao Rio De Janeiro.
Fiquei paralisada, foi como um soco na cara.
- Manu? - perguntou
- Manu? - reforçou sua pergunta.
- ah... Sim?
- Escutou o que eu disse querida?
- Sim, e eu não irei - digo.
- Você tem que ir Manuela, não tem escolha, não posso deixar você aqui.
- EU JÁ DISSE QUE NÃO VOU PORRA.
Levantei em um pulo, comecei a andar de um lado pro outro, era impossível isso, eu não podia voltar, reviver o que vivi, não quero rever aquele monstro.
A Isa abaixou a cabeça, ela sabe que quando eu me altero coisa boa não vem.
- Manuela Myller Cavalcanti, não altere seu tom de voz comigo, eu sou sua avó, eu mando em você, tenho a sua guarda e você vai e acabou.
- É ISSO ENTÃO? NÃO QUER MAS A GENTE E AGORA QUER NOS LEVAR PRA TOCA DO LOBO? QUER ME LEVAR DE VOLTA PARA AQUELE MONSTRO?
- Manu meu anjo, ele nem sabe que vamos e tenho que fazer negócios no Brasil, temos que ir, seu irmão sente sua falta querida e nós VAMOS E ACABOU - ela disse a última parte gritando.
- EU IREI MARIA DO CARMO, MAS, VOCÊ IRÁ SE ARREPENDER.
- MAIS DO QUE ME ARREPENDO?
Ouvir aquelas palavras foi como se estivessem arrancando meus órgãos, (ironia on) sai da sala dela correndo e fui pro meu quarto, deitei na minha cama e desabei, chorei por horas e fiquei mais ou menos 2 horas chorando, quando alguém bate na porta e entra sem me deixar responder, era a Isa.
- Telefone pra você, é o seu irmão.
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A Marrenta E O Dono Do Morro
Teen FictionManuela Cavalcanti, mais conhecida como Manu. Uma garota de 17 anos que vive no puro luxo, herdeira de uma das maiores Redes de Hotéis. Ela é de várias personalidades, de uma rebeldia incrível, uma mina cheia de marra e cheia de segredos. Vive com s...
