Estou perdida em meus pensamentos, pensando em como foi preciso tão pouco tempo para me apegar demais a uma pessoa. Em como me preocupei em dar uma explicação, quando na verdade o que ele estava fazendo era só drama.
Ele é muito diferente, mas algo muito forte nele me atrai, é como se as coisas com ele fosse diferentes.
Então, o dono do peito em que pousei minha cabeça, dar um longo suspiro para me lembrar de que não estou sozinha.
- Hoje, depois que sai do seu quarto, recebi uma mensagem estranha no meu celular. — comentei, levantando minha cabeça para fitá-lo.
- Estranha como? — John me olha, impassível.
- Alguém mandando eu tomar cuidado com quem estou me metendo — balbucio, e de repente alguma coisa me faz ter um arrepio.
Deito minha cabeça no peito de John, novamente. Ele não falou nada.
- Eu e Rafa achamos que isso é coisa de Andressa. — falo, enquanto ele acaricia meu cabelo.
- Pode ser. — diz, o tom da voz soando fria e distante.
Está no conforto da cama e do corpo dele junto ao meu é tão bom, que nem me importo se estou perdendo o dia lindo que está fazendo lá fora.
- Vamos visitar aquele lugar de novo? — John pergunta, e eu entendo de imediato que ele está se referindo daquele lugar da paisagem linda que me levou de olhos vendados.
- Boa idéia. — respondo com entusiasmo.
Depois de uns cinco minutos se desviando dos galhos de árvores e e escutar o barulho ensurdecedor das aves cantando nas árvores á cima de nós, chegamos no lugar pouco conhecido do colégio.
A melhor sensação que tive durante todo esse percuso foi de andar segurando a mão dele. Essa é uma sensação que eu desconheço. É algo tão amoroso...
John se abaixa e toca à água, brincando com os dedos na pouca correnteza existente alí no riacho.
- A água está maravilhosa. — comenta, com o sorriso brincalhão de uma criança, me divirto com a cena. Ele parece tão descontraído.
- Adoraria dar um mergulho aí. — digo, observando dois peixinhos que brincam nas águas limpas.
- E o que impede? — ele se levanta, se juntando a mim.
- E voltar pra o colégio toda molhada? — indago, faço uma cara feia e balanço a cabeça negativamente — De jeito algum.
- Bom — ele faz uma pausa e me analisa por um instante, esfregando o polegar no queixo, a procura de uma solução — Você pode tomar banho de calcinha e sutiã. — sugere, com um olhar de malícia.
- Você não tem jeito mesmo, não é? — reclamo, dando-lhe uma tapa no braço e ele finge uma careta de dor.
Graças á Deus estou com uma calcinha combinando com o sutiã.
Tiro minha roupa, um pouco tímida, enquanto ele também tira a dele, ficando apenas de cueca. Percebo o quanto o corte em sua coxa já está cicatrizado e então, ele cai na água, fazendo alguns pingos de água molharem meu corpo.
- Vem. Pula. — me chama, não posso parar de admirar o quanto ele é lindo, os fios de cabelos molhados caindo na testa e aquele sorriso de criança.
Pulo na água. Não é muito fundo, a água chega a baixo dos meus peitos. Me abraço, sentindo o vento frio sob minha pele agora molhada. Mantenho uma pequena distância dele, ainda envergonhada de está expondo meu corpo.
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Meu amor Vagabundo
RomanceAlice Collin uma adolescente de 17 anos de idade que não gostava de se envolver com perigo ou pessoas perigosas. Acreditava ter encontra o amor da sua vida, seu primo Rian. Mas foi no colégio interno que alguém despertou seus profundos sentimentos...