Saí do carro aflita com meu namorado ao meu encalço. Policiais e viaturas se encontravam na porta de minha casa, e os vizinhos estavam vigiando pelas janelas. Meu coração batia desenfreadamente em meu peito e o medo me consumia. Eu simplesmente não conseguia manter pensamentos positivos.
– Diana O'connor? – Disse o policial vindo até mim.
– Sim, o que houve? Onde estão meus pais? – Me desesperei.
– Os vizinhos nos ligaram...
Engoli em seco e fechei os olhos deixando as lágrimas caírem, eu sabia o que viria depois.
– Seus pais foram encontrados mortos. – Disse ele completamente frio.
Minhas pernas vacilaram e eu caí no chão.
Não é possível, meus pais estão mortos... Mortos
Soltei um grito agudo e dolorido batendo minhas mãos no chão e chorando alto. Senti as mãos de meu namorado em meus ombros tentando me consolar.
– Ei, ei Di... Acalme-se, por favor, meu amor. – Disse ele com a voz também embargada. – Eu não quero te ver assim, por favor, respire...
Eu não conseguia me acalmar. Meu corpo todo começou a tremer e eu não me lembrava mais como respirar, levantei meus olhos e encontrei meu namorado olhando pra mim em desespero. Olhei em volta tentando entender o que estava acontecendo e pude perceber os vizinhos com suas expressões de dó dirigidas a mim.
Meu namorado puxou meu rosto para ele e dizendo algo que não conseguia ouvir. O silêncio tomou meus ouvidos. Não conseguia mais captar nenhum som, e ele continuava desesperado tentando me fazer entender. Franzi meu cenho e passei a mão pelo rosto tentando limpá-lo, estava molhado de lágrimas e o choque da realidade tomou-me.
Meus pais estão mortos. Foram assassinados. Eu estou sozinha no mundo agora.
Fechei meus olhos tentando acalmar meus pensamentos e fui tomada por uma sonolência muito forte. Não conseguia mais abri-los até que a escuridão me carregou em seus aconchegantes braços.
☆
– Diana meu amor, por favor, acorda. – Uma voz baixa e embriagada disse me fazendo franzir o cenho.
Uma pontada em minha cabeça me fez levantar a mão e colocá-la na testa tentando em vão fazer a dor parar.
– Você acordou. – A voz disse em alívio.
Abri meus olhos encontrando meu namorado de pé a minha frente. Estava deitada na minha cama. Dei uma olhada em volta reconhecendo meu costumeiro quarto, com as paredes pintadas de galáxias, e tentei me sentar na cama. A dor voltou assim como as lembranças. Minha respiração se tornou descompassada.
– Meus pais... Estão... Mortos. – Gritei.
Meu namorado veio rapidamente me abraçar, e se deitou na cama comigo amparando meu choro. Os soluços que saíam de meus lábios estavam ficando cada vez mais altos. Minha respiração desregular.
– Calma... Shhhh! Vai ficar tudo bem. Eu estou aqui. – Dizia ele. – Se não se acalmar terá outro ataque de pânico, Diana. Respire fundo e olhe pra mim, por favor.
– O que estou fazendo dentro dessa casa? Eles foram mortos aqui. – Gritei chorando. – Eu não posso suportar isso, não posso.
– Shhhhhh... Está tudo bem, estou aqui com você. – Ele me abraçou mais forte e eu retribuí.
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Redenção
FanfictionDiana O'connor é uma astrofísica que vive em Manhattan aprisionada pela rotina, sua única paixão é direcionada ao universo, planetas e constelações. Na madrugada de seu aniversário ocorre um alinhamento do Sol, Marte e a Lua o fenômeno que chamamos...
