Proponho um acordo

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Saí do carro aflita com meu namorado ao meu encalço. Policiais e viaturas se encontravam na porta de minha casa, e os vizinhos estavam vigiando pelas janelas. Meu coração batia desenfreadamente em meu peito e o medo me consumia. Eu simplesmente não conseguia manter pensamentos positivos.

– Diana O'connor? – Disse o policial vindo até mim.

– Sim, o que houve? Onde estão meus pais? – Me desesperei.

– Os vizinhos nos ligaram...

Engoli em seco e fechei os olhos deixando as lágrimas caírem, eu sabia o que viria depois.

– Seus pais foram encontrados mortos. – Disse ele completamente frio.

Minhas pernas vacilaram e eu caí no chão.

Não é possível, meus pais estão mortos... Mortos

Soltei um grito agudo e dolorido batendo minhas mãos no chão e chorando alto. Senti as mãos de meu namorado em meus ombros tentando me consolar.

– Ei, ei Di... Acalme-se, por favor, meu amor. – Disse ele com a voz também embargada. – Eu não quero te ver assim, por favor, respire...

Eu não conseguia me acalmar. Meu corpo todo começou a tremer e eu não me lembrava mais como respirar, levantei meus olhos e encontrei meu namorado olhando pra mim em desespero. Olhei em volta tentando entender o que estava acontecendo e pude perceber os vizinhos com suas expressões de dó dirigidas a mim.

Meu namorado puxou meu rosto para ele e dizendo algo que não conseguia ouvir. O silêncio tomou meus ouvidos. Não conseguia mais captar nenhum som, e ele continuava desesperado tentando me fazer entender. Franzi meu cenho e passei a mão pelo rosto tentando limpá-lo, estava molhado de lágrimas e o choque da realidade tomou-me.

Meus pais estão mortos. Foram assassinados. Eu estou sozinha no mundo agora.

Fechei meus olhos tentando acalmar meus pensamentos e fui tomada por uma sonolência muito forte. Não conseguia mais abri-los até que a escuridão me carregou em seus aconchegantes braços.

– Diana meu amor, por favor, acorda. – Uma voz baixa e embriagada disse me fazendo franzir o cenho.

Uma pontada em minha cabeça me fez levantar a mão e colocá-la na testa tentando em vão fazer a dor parar.

– Você acordou. – A voz disse em alívio.

Abri meus olhos encontrando meu namorado de pé a minha frente. Estava deitada na minha cama. Dei uma olhada em volta reconhecendo meu costumeiro quarto, com as paredes pintadas de galáxias, e tentei me sentar na cama. A dor voltou assim como as lembranças. Minha respiração se tornou descompassada.

– Meus pais... Estão... Mortos. – Gritei.

Meu namorado veio rapidamente me abraçar, e se deitou na cama comigo amparando meu choro. Os soluços que saíam de meus lábios estavam ficando cada vez mais altos. Minha respiração desregular.

– Calma... Shhhh! Vai ficar tudo bem. Eu estou aqui. – Dizia ele. – Se não se acalmar terá outro ataque de pânico, Diana. Respire fundo e olhe pra mim, por favor.

– O que estou fazendo dentro dessa casa? Eles foram mortos aqui. – Gritei chorando. – Eu não posso suportar isso, não posso.

– Shhhhhh... Está tudo bem, estou aqui com você. – Ele me abraçou mais forte e eu retribuí.

RedençãoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora