Rato de laboratório

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Meus pulsos doíam incessantemente. O resto do meu corpo parecia estar em frangalhos. Forcei meus olhos a se abrirem. Estou amarrada a uma mesa. Uma sala vazia, escura e fria. Thomas estava sentado e me observando. Um arrepio se passou por minha espinha.

- Estou feliz que esteja acordada! - disse se levantando da cadeira de mogno - Precisamos ter uma boa conversa agora.

O ruivo se virou para a mesa atrás dele e começou a mexer em objetos que não consegui identificar, porém fazia muito barulho. Feliz por encontrar o que queria, ele voltou e puxou a cadeira para se sentar à minha frente. Algumas agulhas em suas mãos me fizeram tremer.

Onde estaria Jane?

- Você não está se sentindo tão falante agora? O que aconteceu com as ameaças? - Ele passou a mão pelos meus cabelos. Recuei com nojo de seu toque. Ele riu. - De algum jeito ou de outro eu vou te fazer falar. Que tal evitar muita coisa e me dizer onde esteve todo esse tempo?

Rapidamente me lembrei de Asgard e minha chegada intrigante no planeta. Lembrei-me de Loki, Thor, Sif, Frigga, Freyja e Odin... Se a HYDRA soubesse como cheguei lá, mesmo que sem querer o que eles fariam? Tentariam tomar posse de um planeta que não os pertence?

Tirei meus olhos de Thomas e os fixei na porta atrás dele. Eu não falaria nada mesmo que sofresse por isso.

- Tudo bem! Pelo que vejo vou ter que sujar minhas mãos. Não me culpe por escolher tentar da maneira mais difícil, Diana. - Ele disse me olhando raivoso.

Meus gritos de agonia estavam tão altos que eu não duvidava que até Heimdall estivesse me ouvindo. A dor e a sala claustrofóbica criavam uma cena de terror. Haviam agulhas embaixo de minhas unhas e sangue jorrando em cima da mesinha de mogno, porém nada disso me faz entregar o que Thomas tanto queria. Eu não vou em hipótese alguma contar sobre o que vi em Asgard. O ruivo estava andando de um lado para o outro, suas mãos cobertas com meu sangue. Minha cabeça latejava pelos socos que havia levado.

- Você parece estar um... Um tanto... Desesperado, Thomas. - tossi para tentar fazer com que minha voz parecesse mais audível e esconder o medo nela.

Ele parou e girou nos calcanhares para me observar. Seus olhos mostravam uma certa preocupação e acredito que seja por eu não estar entregando absolutamente nada. Ele apenas ficava gritando e falando: Onde esteve todo esse tempo? Sabemos que não estava na Terra. Me diga!

Suas narinas se inflaram de raiva. Um agente tão preparado como ele ficando nervoso por causa de uma simples garota que não queria lhe contar nada? Um tanto estranho. Thomas pegou alguns fios e os conectou nos dedos que não tinham agulhas. Arregalei meus olhos e comecei a me debater na cadeira.

- Agora chega, Diana! Me diga o que eu quero! - Ele gritou para mim e apertou um botão em cima da mesa perto da porta.

Uma corrente elétrica passou por meu corpo me fazendo gritar em desespero. As agulhas enfiadas na carne de minha unha pareciam rasgar a minha pele em pedacinhos. Meu corpo inteiro doía como se estivesse sendo queimado aos poucos.

Mais uma corrente elétrica passou por meu corpo. Meus gritos incessantes ultrapassavam as paredes e com certeza todos dentro daquele local estariam ouvindo a cena de horror que se encontra esse lugar. Thomas ainda gritava para que eu contasse para ele o que aconteceu.

Mais correntes elétricas se apossaram de meu corpo. Meus olhos rolaram nas órbitas e senti que a qualquer momento iria apagar. Será que é assim que meus dias vão se findar? Morrer pelo silêncio. Morrer para esconder de mãos perversas o lugar e pessoas que amo? Seria um bom jeito de morrer?

RedençãoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora