Por que eu deveria me importar?

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– O quê? – Esbravejou Odin me fazendo tremer um pouco. – Você não vai voltar para Midgard!

Meu queixo quase foi parar no chão. Esse caolho de uma figa ouviu todos os meus critérios e pedidos para voltar. Disse até que eu não seria um problema para Asgard toda até porque eu nem sei segurar direito uma espada. – Lady Sif que o diga. Tinha tentado de todas as formas convencer Odin de que poderia me deixar em Midgard e que não lhe traria problemas, aliás o que mais eu faria ali a não ser tentar ajudar o asgardiano mal agradecido?

– Sim, meu pai. Acho que Diana poderia voltar para Midgard sem problemas, porque todos nós percebemos que ela nunca foi uma ameaça, apenas chegou aqui desorientada. – Disse Thor intercedendo por mim.

Já disse que eu adoro esse loiro musculoso? Ai ai, Jane Foster é sortuda.

– Mas ela deu sua palavra de que colocaria Loki na linha, Thor e eu a confiei essa missão, e agora ela quer desistir de tudo? Você me parecia uma mulher de palavra, Diana O'connor.

Torci o nariz com aquele comentário. Sinceramente não consigo ser tão discreta quando alguém me ofende dessa maneira, esse maldito velho caquético e caolho acabou de dizer que eu sou uma pessoa que não cumpre o que diz. Meu rosto esquentou pelo calor da fúria da qual fui tomada.

– Eu tenho palavra sim, porém Loki não quer ser ajudado. – Disse brava.

– Loki sempre foi fechado. A única pessoa que ele se sentia confortável era a mãe. – Disse Odin desconfortável. Ele ainda não tinha superado a morte da rainha.

– Mas eu não sou Frigga, aliás, eu nem a conheci e não faço ideia de como posso ajudá-lo. E o desprezo que Loki tem por mim é quase palpável.

– Eu já disse uma vez que vi muito de minha falecida esposa em você. – Odin respondeu sinceramente.

– É verdade, Diana. Acho que por isso Loki se sente tão desconfortável com você, mas se a desprezasse de verdade por que teria lhe ajudado quando destruíram sua cela?

Aquela pergunta ficou rondando minha mente por muito tempo, afinal ela fazia sentido. Loki se mostrou benevolente comigo, porém algumas vezes era como se enlouquecesse e se transformasse em outra pessoa.

– Diana, tente mais uma vez, eu te peço isso em nome de minha mãe Frigga, nós queremos ver Loki salvo. – Disse Thor suplicante.

Sentei-me perto do lago cristalino fora dos arredores do palácio, eu queria de todas as formas que Loki fosse perdoado pelo que aconteceu. Passar o resto da vida em uma cela é um castigo horrível, e como eu pude observar ele adora o conhecimento e para um amante do saber, ficar preso e tendo dias monótonos é algo enlouquecedor.

Porém ele não merecia ser ajudado, principalmente depois de ter dito aquelas coisas para mim e me tratar daquela forma. Eu queria ser amiga dele desde o começo, tive compaixão da dor de sua perda. Eu senti o mesmo. Me identifico com ele, porém ainda não sei o porquê.

Enquanto observava o lago a minha frente e pensava como faria pra ajudar o maldito asgardiano, Lady Sif chegou me chamando para o treino do dia, sem querer ser orgulhosa eu estava ficando boa nisso, afinal os pesadelos tinham me pegado e então descia para treinar durante a noite.

Enquanto o tinir de espadas tomava meus ouvidos, mantive a atenção em Lady Sif enquanto treinava na frente das crianças. Eu queria mostrar que era capaz de aprender rápido e ela já tinha me elogiado, pois tinha demonstrado mais atenção do que nos primeiros dias.

Quando quase consegui derrubar sua espada, Allya começou a comemorar e a bater palminhas me arrancando risadas. Dirigi minha atenção á ela, e rapidamente Sif fez um golpe em que minha espada caísse e ela colocou a sua em meu pescoço.

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