Asgard
A deusa loira olhava pela grande janela de seu quarto fazendo uma prece muda para que Thor e Loki retornassem logo com Diana. Frigga sabia que em algum momento a moça seria aceita em Asgard, mas não fazia ideia de quanto tempo isso iria demorar, apenas queria arriscar e resgatá-la do inferno que estava vivendo. Ela queria que Diana e Loki ficassem perto um do outro, pois Frigga sabia o quanto a moça trazia paz e transformava o deus da trapaça em uma pessoa melhor.
O céu de Asgard estava em um tom de laranja, o sol já se escondia atrás das colinas ao longe onde se encontravam as plantações. Do outro lado os tons de azul marinho pintavam o céu para mais uma noite pacata no reino e apenas Frigga se sentia inquieta dentro de seu quarto. Seu vestido cor de oliva se remexia com o soprar delicado do vento. Seus olhos postos à linda paisagem que é o anoitecer em Asgard, porém seus pensamentos voando e trepidando como o vento daquela tarde, e eles iam direto para seus filhos em Midgard.
A mulher sabia que seu plano não acabaria dando errado, mesmo que Naveen estivesse no quarto de Loki e enfeitiçado com uma das jóias de Frigga para que mantivesse a imagem do deus da trapaça. Para Odin, e o resto de Asgard, Loki continuava encarcerado no quarto de Diana e estaria aguardando por algum tipo de julgamento do Pai de Todos.
Enquanto isso...
Odin estava sentado em seu trono observando a quietude daquele lugar e tamanha imponência que ele exercia sobre toda Asgard e na Sala do Trono. O reino era uma paz total depois que a midgardiana fora morta. Loki continuava em seu cárcere, porém Odin sabia que deveria manter sempre seus olhos sobre ele, pois não se intitulou como deus da trapaça a toa. Thor havia partido em uma missão em Alfheim com o Rei dos Elfos, Magnus. E Frigga. Ahhhh! Sua esposa amada, passeava pelos salões e jardins de Asgard com um semblante sempre preocupado e triste. Depois que ressuscitara da morte nunca mais um sorriso lhe pintou o rosto.
Com uma das mãos apoiadas em seu queixo, Odin, voltou a pensar em seu filho em cárcere. A midgardiana o havia instigado a dar uma segunda chance ao deus da trapaça. Odin não costumava ser questionado ou desafiado, porém a garota havia feito e isso lhe surpreendeu e muito tamanha a coragem e petulância de uma simples midgardiana.
Um pássaro grande e com um longo rabo azul adentrou pelas enormes portas douradas da Sala do Trono, e descansou aos pés do Pai de Todos com um pergaminho em seu bico dourado. Odin sabia de onde vinha aquilo e ergueu seus lábios em um sorriso discreto. Puxou com toda a delicadeza o pergaminho do bico da ave e meneou a cabeça agradecendo de forma muda a pequena mensageira.
Ao abrir o pergaminho, correu os olhos rapidamente sobre os escritos. A letra pesada e elegante do Rei Magnus o saudava feliz por receber, depois de tanto tempo, uma mensagem do Pai de Todos. Porém o que mais chamou a atenção do velho Rei fora a parte final da mensagem. Seus olhos se levantaram e fitaram as majestosas portas da Sala do Trono onde a deusa loira, e mulher do Pai de Todos, entrava um tanto despreocupada com seu vestido cor de oliva a balançar ao vento.
Frigga levantou seus olhos e encontrou o pássaro mensageiro voando e estremeceu. Observou todo o salão. Não havia ninguém lá, além de Odin sentado no Trono. Ao fitar os olhos do Rei, e seu marido, ela se arrepiou. O Pai de Todos a olhava de forma furiosa.
☆
Midgard
Diana não tirava aqueles desenhos de seus pensamentos e muito menos as pastas que estavam escondidas dentro daquele curioso apartamento. Seu celular chamava sem parar. O Diretor estava atrás dela, uma missão a esperava. Mas aquelas pastas cinzas a seduziam para ser abertas. Como resistir?
VOCÊ ESTÁ LENDO
Redenção
Fiksyen PeminatDiana O'connor é uma astrofísica que vive em Manhattan aprisionada pela rotina, sua única paixão é direcionada ao universo, planetas e constelações. Na madrugada de seu aniversário ocorre um alinhamento do Sol, Marte e a Lua o fenômeno que chamamos...
