A lenda de Atlântida

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Há muito tempo, muito antes da primeira estrela brilhar no universo, havia somente o CAOS...

No Caos as coisas habitavam em equilíbrio porque, ao contrario do que muita gente pensa, ele não destruição e nem a construção. O Caos, a força que controlava tudo e o nada, que não guia, mas também não intercede ou atrapalha, estava se sentindo completamente solidário e de uma da sua maior tristeza surgiu um explosão, que gerou o Universo inteiro, que ficou conhecida como Big Bang.

O Caos sorriu ao ver as estrelas, as nebulosas e os planetas que se formaram, mas isso não diminui a solidão dele, por isso ele olhou para a Terra e lá, com um sopro de vida, gerou Gaia.

Gaia, a mãe-terra, conversava com o seu criador todos os dias e ele lhe ensinava tudo que era preciso saber e contava tudo que era necessário ensinar. Mas apesar de adorar a companhia do seu senhor, Gaia se sentia solidária por isso o Caos soprou a face do planeta é fez surgir os deuses imateriais Nix (a pura noite), o Eros (o amor da criação), o Érebo (a escuridão eterna) e Tartáro (o profundo submundo). Durante um bom tempo Gaia não sentiu a solidão.

Porém, a primeira deusa, sentia a falta de alguém físico ao seu lado. O criador sentiu pena de sua criatura e tocou o ventre dela, fazendo-a conceber Urano, seu filho e com o passar do tempo seu marido.

Com Urano, Gaia gerou os Hecatonquiros, os Ciclopes e os Titãs. Mas Urano achava que as duas primeiras raças não eram dignas de serem seus filhos, pois eram feios e deformados aos seus olhos e os expulsou para um vale distante de tudo para que, com o tempo, fossem esquecidos, esse vale ficou conhecido como Vale do Esquecimento.

Os titãs, mesmo sendo bem vistos aos olhos do pai, o temiam. Fugiam e se escondiam para evitar fazer qualquer coisa que o desagradasse. Mas o mais novo dos titãs resolveu se rebelar. Se armou e convocou seus irmãos para a luta. Com a benção de Gaia os filhos lutaram contra o pai. Eles venceram e Urano foi morto por seu filho caçula.

O Caos chorou...

O caçula que liderou a revolta foi aclamado rei, seu nome era Cronos, o senhor de todo tempo. Mas apesar da paz reinar, Caos ainda estava triste, os titãs ignoravam a presença dele, e mais uma vez ele se sentiu solidário, e mesmo Gaia, sua fiel deusa, sumiu. Os titãs sempre achavam que poderiam falar com ele mais tarde, tinham toda a imortalidade pela frente.

Imortalidade. Era isso que separava cada vez mais os titãs dele?

Caos achou que sim, mas ele não era capaz de tira essa dádiva dos titãs, não isso os faria triste, e se eles estavam tristes a força maior também estava. Não, ele não tiraria a imortalidade deles e nem de sua descendência.

O Caos fez surgir no mar uma ilha, repleta das melhores maravilhas que existam no planeta e lá, mais uma vez soprou a vida, uma nova raça de seres, conhecidos como mortais, surgiu, o nome da ilha era Atlântida.

Sim dessa vez ele tinha acertado. Os mortais conversavam com o Caos a todo o momento, agradeciam, pediam ou simplesmente abriam o seu coração. Com o tempo a população de Atlântida aumentava e a ilha não mais era suficiente para abrigar a todos. Então eles pediram ao seu criador para que pudessem sair da ilha.

Ele aceitou, não tinha porque negar, para que tudo ocorresse de forma organizada Caos criou um líder, aquele que representaria a palavra dele entre os mortais, além disso, criou um deles para que ouvisse suas palavras e transmitisse a todos. Assim como fez há muito tempo com Gaia, Caos tocou o ventre da mulher que achou mais digna e mais justa entre todos, e do ventre dessa mulher nasceu duas meninas. A mais velha virou a rainha de Atlântida, a caçula virou a sacerdotisa, aquela capaz de ouvir e ver o que o Caos falava.

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