E lá estava ele, vestido de neve, com os olhos claros brilhando com as lágrimas, com o sorriso que só dava para ela. Mas o branco da Neve estava banhado pelo rubro sangue que caía. Por que ele não deixava sua alma partir para perto do Caos, onde finalmente poderia descansar.
"Vá..." Ela fala para o seu cavaleiro. "Vá, seja livre..."
Mas ele estica a mão para ela, sorrindo, pedindo para que ela também cruze a linha da vida e da morte e ela queria, queria ir com ele e reencarnar com ele todas as vezes que pudesse. Porém não pode, alguém tem que ficar e preparar o caminho, um ciclo tem que ser fechado e tudo tem seu preço.
O preço deles é ela, é Crisalys.
"Vá! Um dia o ciclo será fechado e eu poderei reencarnar, nesse dia eu poderei ver você novamente, Jarilo."
Até porque, é tudo um sonho.
Ela fecha os olhos, quando abre está presa por galhos e raízes, pequenos fios saem das mesmas, perfurando sua delicada pele, sugando seu sangue e, apesar de tudo ela sorri. "Deixem-me ir, por favor." Bella fala delicadamente. "Finalmente posso vê-lo, por favor, deixem-me vê-lo mais uma vez."
Aos poucos as árvores se afastam dela, almas antigas e solidárias se reconhecem. Bella olha em frente e vê o cavaleiro de pégasus preso na armadilha de madeira, ela corre na direção dele e pede para as árvores o soltarem, mas elas não o fazem. Ele precisa acordar sozinho, precisa sair do sonho por conta própria.
Mas mesmo assim ela tenta ajudar, a sacerdotisa puxa um dos galhos, e expande a sua cosmo energia, se ela conseguir alcança-lo. "É tudo um sonho!"
-x-x-x-
Seu príncipe está seguro, o destino agora abandona suas mãos. Tudo que foi planejado seguiu seu curso, agora podia finalmente descansar, afinal sua alma não descansa desde os tempos mitológicos. Posso finalmente ir, minha missão terminou, mas se eu for não poderei vê-lo. Tantas vidas se passaram, ele já amou outras mulheres, não deve se lembrar de mim.
Não era Bella que pensava assim, mas sua alma. Sua alma que vagara desde a época mitológica e que finalmente reencarnou para cumprir seu papel no jogo de xadrez dos destino. Apesar da sacerdotisa não gostar daquilo, não gostava de ser Bella e Crisalys ao mesmo tempo, por que não podia ser apenas uma pessoa como todos os outros são?
"Todos reencarnam, sem levar consigo as lembranças das vidas passadas, vivendo somente essa vida com as pessoas que amam, mas eu. Eu levo comigo essa vida e a anterior, toda vez que olho para alguém lembro quem ela foi à primeira vez que os conheci. Cavaleiros que eram príncipes da Terra, o mortal que era deus e a deusa que queria ser mortal." Bella fala para a lua, estava cansada, fisicamente por causa da viagem ao Vale, mentalmente tentando juntar os pedaços de suas duas vidas e espiritualmente porque sua alma ainda não havia descansado.
A jovem caminha pela floresta, está perto do santuário. A sua esquerda se encontra uma grande falésia na qual o mar, lá embaixo, se choca, dia e noite, noite e dia. O mar não se cansa te bater e a muralha de pedra não cansa de resistir. Mas e ela? Bella se aproxima da borda e deixa a maresia tocar seu rosto, se desse mais um passo tudo acabaria e finalmente sentiria paz, mas ao mesmo tempo sente o frio do metal contra a sua pele.
A atlante puxa o crucifixo pelo cordão e observa o símbolo da cruz, a cruz do norte, a constelação de cisne. Eu prometi, porém.
Queria cumprir a promessa, uma sacerdotisa sempre cumpre suas promessas, também queria pular e se livrar de tudo que estava para acontecer, mas ela teria que seguir o terceiro caminho. Ainda não acabou, ainda sou uma peça no tabuleiro.
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A Saga do Céu
FanfictionUma fanfic de Cavaleiros do Zodíaco Na época mitológica a Primeira Batalha contra o Céu iniciou um ciclo que deve ser finalmente fechado. Para fechar esse ciclo os Cavaleiros do Zodíaco terão a ajuda dos Atlantes contra os Olimpianos. O final dessa...
