VIII

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Acordei com a cabeça no colo de Jun, deitado em um dos bancos compridos que existiam na recepção. Seu rosto se mostrava aflito e ele parecia esperar ansiosamente alguma coisa, quando me mexi e toda sua atenção se voltou a mim.

– Ming? Você está bem?

Já estava pronto para responder que estava, quando minha cabeça doeu assim que tentei usar minha voz. Fiz uma careta e levei uma das mãos lentamente à cabeça, deixando Jun ainda mais preocupado.

– Vocês dois têm autorização para ir embora. – Ouvi uma voz feminina dizer. – E melhoras ao seu amigo.

– Você consegue se levantar? – Jun me perguntou.

Com bastante esforço e ajuda dele, consegui me sentar, mas minhas pernas estavam moles demais para conseguirem dar algum passo. Aliás, meu corpo inteiro estava mole demais para realizar qualquer movimento, meus olhos pesavam e eu só tinha vontade de voltar a dormir.

– Vou te ajudar a caminhar até a saída e depois eu teletransporto nós dois daqui, sim? – Ele sussurrou no meu ouvido, o que acabou sendo tão provocante que, por um momento, as sensações ruins não pareciam mais tão ruins assim.

Concordei com a cabeça enquanto olhava no fundo de seus olhos para tentar me distrair da sensação ruim que sentia, o que estava até que funcionando, quando ele me pegou no colo.

– Jun, assim não. – Consegui sussurrar. – Era pra você passar meu braço pelo seu ombro e me ajudar a andar.

– Você é leve, então assim é mais fácil. Nós só precisamos passar pela porta, calma. – Ele falava comigo como se eu fosse seu bebê.

Felizmente saímos daquele lugar rápido, e Jun imediatamente nos fez aparecer dentro de casa, como prometido. Ele me colocou cuidadosamente deitado no sofá e começou a mandar mensagens em áudio a Jihoon dizendo como eu estava, enquanto observava minhas inúteis tentativas de fazer alguma coisa.

– O que você está sentindo? – Assim que terminou de gravar seus áudios, ele se aproximou de mim, colocou a mão na minha testa e na minha bochecha e perguntou o mais calmo possível, mesmo estando desesperado por dentro.

– Fraqueza, sono e vontade de morrer. – Respondi com sinceridade.

– Eu vou cuidar de você e te levar ao médico daqui a pouco. Tem alguma coisa que você queira?

– Eu... Acho que estou com fome... Mas enjoado demais para conseguir comer.

– Certo, então vou tentar preparar alguma coisa leve. Só não estou muito confiante em ir à cozinha e te deixar sozinho... Bem, se algo acontecer é só gritar, tudo bem?

– Entendi, e eu vou ficar bem, não se preocupe. – Tentei tranquilizá-lo.

– Espero que fique.

Ele já estava se levantando para ir à cozinha, quando hesitou por um momento, me avaliou com o olhar e por fim deixou um beijo em minha testa. Após me analisar por mais alguns segundos, respirou fundo, parecendo dizer a si mesmo que iria ficar tudo bem, e então começou a se distanciar.

– Parece até que vocês já estão juntos. – Assim que Jun deixou completamente o ambiente, Seungcheol apareceu, me assustando com a surpresa.

– O que você...

– Sabe de uma coisa? Você até que tem sorte. Se ele já te trata assim sendo apenas seu amigo, imagina quando começarem a namorar? Ah, eu daria de tudo só pra receber um beijo na testa como esse do Jeonghan... – Ele revirou os olhos e abriu um sorriso enquanto imaginava sua última frase acontecendo.

Moonlight ✨ JunHaoOnde histórias criam vida. Descubra agora