– MAS O QUE É QUE VOCÊS ESTÃO FAZENDO AQUI?! – Jun gritava, e eu me segurava para não rir, porque ele estava bravo de verdade; eu sabia muito bem como ele era cuidadoso com aquele diário.
– Quanto tempo, Jun! – Depois do casal se entreolhar, Seungkwan começou, na maior cara de pau do mundo.
– Me dê o diário. – Jun pronunciou em tom de ordem, o que intimidou os dois, fazendo Seokmin lhe entregar o pequeno e grosso caderno em suas mãos. – Se algo daqui ultrapassar suas línguas, eu juro que descobrirei e as cortarei na mesma hora.
– Eu dou minha palavra que nunca contarei nada a ninguém, ó grande príncipe de Uchandra! – Seungkwan apelou, e eu não sabia se podia confiar naquilo.
– Príncipe não, rei. – O rosto dos dois se avivou ao perceberem o que estava acontecendo através das palavras de Jun. – Mas não por muito tempo, e é isso que preciso conversar com todos vocês. Aliás, o que os dois estão fazendo na minha casa?
– Nós viemos parar aqui! – Seokmin começou.
– Estávamos perdidos! – E Seungkwan continuava.
– Um veículo estranho quase atropelou a gente!
– Não sabíamos o que fazer!
– Então achamos a casa da sua mãe!
– Ela foi tão gentil com a gente!
– Então o portal deu exatamente no mesmo lugar em que eu apareci quando era bebê... – Jun ficou pensativo, e ao mesmo tempo eu também começava a criar inúmeras teorias na minha cabeça. – Tá, que seja. Preciso resolver logo uma coisa com você, Seungkwan, e tem que ser na presença de todos e fora de casa. Envolve Uchandra diretamente e é de extrema importância.
A mãe de Jun, distraída no telefone com a minha mãe, contando as novidades, mal deu atenção quando Jun avisou que precisaria sair um pouco com seus amigos. Fomos então onde havíamos montado o acampamento, e então Jun, conferindo rapidamente se todos estavam presentes, respirou fundo e começou:
– Estive pensando. Agora que a rainha não está mais sob o poder de Uchandra, alguém precisa governar. Cabe a mim, o príncipe herdeiro, assumir minha obrigação. Então agora sou Wen Junhui, rei de Uchandra. – Não se podia ouvir sequer um barulho enquanto ele falava, e todos prestavam o máximo de atenção. – E agora eu, Wen Junhui, rei de Uchandra, renuncio ao trono, entregando o a Boo Seungkwan, o meu fiel mordomo e, principalmente, amigo, que, em minha opinião, é o maior merecedor do cargo, por sua demonstração de fidelidade e competência a quem ama. Tenho certeza que, com isso, poderá se tornar um grande rei... Embora tenha lido o meu diário. – Sua última frase quase me fez rir, quebrando toda aquela situação séria. Porém, o choque de sua renúncia permanecia em todos, inclusive em mim.
– E... Eu? – Seungkwan de longe era o mais surpreso, obviamente.
– Eu achei que você fosse passar o poder a mim! – Seokmin interveio.
– Dá na mesma, vocês são um casal de reis. – De todas as coisas que Jun poderia dizer contra Seokmin, que ele possuía intenção de nos trair, entre outras coisas, disse apenas aquilo. – Venha, Seungkwan, preciso te coroar oficialmente.
Os únicos com alguma reação definida eram Seungcheol e Wonwoo, que provavelmente já sabiam o que estava acontecendo, enquanto nós outros apenas observávamos tudo atentamente, curiosíssimos para o que viria a seguir. Seungkwan, se sentindo do mesmo jeito, deu um passo hesitante a frente, e então Jun, revelando novamente sua aparência de chandrama, que até então estava escondida, assim como a de todos nós, por agora estarmos convivendo com humanos, começou.
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Moonlight ✨ JunHao
Fanfiction"- Deve ser muito frustrante não saber de suas origens, né? Digo... Você deve ter entrado em uma crise existencial muitas vezes. - Eu estou em uma crise existencial desde que me entendo por gente, Ming. - Ao ouvir isso, o olhei com uma expressão...
