XVIII

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– Vai ter um show hoje às 23:00, bem no centro da Cidade Principal, posso conseguir os ingressos agora. – Wonwoo, o dono da ideia da festa, informou.

– Mas é um show ou uma festa, afinal? – Mingyu questionou.

– Os shows dos cantores famosos daqui são praticamente festas também. – Jeonghan respondeu.

– Sim, e o de hoje é da Hyuna, uma das cantoras mais famosas atualmente. Vai sair caro, mas eu sei como dar um jeito, nãos e preocupem.

– Ei, quero propor uma coisa. – Coups se espreguiçou. – Por que não vamos cada um por si comprar roupas novas, até porque não vamos aparecer lá com essas tralhas, não é mesmo? – Puxou uma parte de seu casaco. – Aí chegamos lá sozinhos e nos encontramos?

– Pra quê tudo isso? – Vernon cruzou os braços.

– Ai! Eu só queria fazer uma surpresa pro Jeong!

– Eu gostei da ideia da surpresa. – Jun abriu um sorriso de lado e lançou um breve olhar a mim.

– Tudo bem, mas só se Wonwoo me acompanhar. – Vernon impôs a condição. – Tenho medo do que pode acontecer se ele escolher suas roupas sozinho.

Enquanto Wonwoo reclamava com Vernon por ele ser tão duro com ele, comecei a pensar que eu não poderia de jeito nenhum ir sozinho. Primeiro, eu não faço ideia do que se usa aqui, e depois, eu também não faço ideia de como se compra coisas por aqui! Não sei nem como é usada a moeda daqui, a única coisa que sei é que são algumas pedrinhas bonitas chamadas de pedras da lua. Mas como é que eu poderia fazer essas coisas sozinho?

– Já está imaginando o que vai usar? – Dino se aproximou, enquanto eu me perdia em meus pensamentos.

– Eu não faço ideia. – Admiti, rindo de mim mesmo.

– Ah, é verdade. – Ele riu de volta. – Você não é daqui.

– Dino... Será que você poderia ir comigo? Eu não sei nada sobre aqui... Não poderia nem sair na rua sozinho...

– É claro que eu posso! E posso até te ajudar com o que vestir! Vai ser tão legal! – Ele se empolgou. – Vem, vamos!

Mal pude pensar em respondê-lo quando Dino segurou meu braço, e no momento seguinte já estávamos na rua, no meio de uma aglomeração de pessoas que circulavam pelas calçadas e também pelas ruas, mal deixando os veículos, que na minha opinião eram um pouco estranhos e diferentes, mas que ainda tinham as principais características de um veículo passarem.

– Ah! Eu adoro aquela loja! – Dino apontou a uma loja no outro lado da rua, e em seguida me puxou pelo braço para atravessá-la, junto a algumas outras pessoas que tinham como objetivo o mesmo lugar.

A loja que entramos tinha todas as paredes pintadas de preto, e os demais móveis (cabides, mostruários, etc) eram dourados. As roupas eram divididas em algumas seções, e mais ao fundo existiam os acessórios. Notei que a maioria era diferente não só das roupas do palácio, mas também das que todos os outros na rua usavam. Grande parte contava com a cor preta e era de um material que lembrava couro. Passei a mão em uma dessas para verificar. Era realmente semelhante, mas aquilo definitivamente não era couro.

– Gostou de alguma coisa? – Dino perguntou, enquanto me observava.

– Dino, que roupas são essas? Não se parecem com nada que eu já vi aqui.

– Ah. – Ele riu – essa loja é especializada em roupas de festa, por isso você não viu e nem vai ver ninguém na rua usando isso, e muito menos no palácio. Nós temos a mania de separar um tipo certo de roupa para cada coisa que fazemos, e acho que não existe uma roupa que sirva pra tudo. Então essas são diferentes porque servem para ser usadas em festa, e apenas nelas. Pode ficar tranquilo que todo mundo vai estar vestido assim quando chegarmos lá.

Moonlight ✨ JunHaoOnde histórias criam vida. Descubra agora