Capítulo 26
"Destino: dos corazones que se cruzan a la misma hora y en el mismo lugar."
O dia estava cheio para Maite, ela tinha mais pacientes marcados do que o normal, tanto que Mane chegou para deixar Tony e eles mal conseguiram se ver. Tudo corria como sempre, mesmo sendo uma segunda feira agitada, até na hora do almoço quando Maite pegou o celular enquanto caminhava para o refeitório e encontrou uma mensagem de Mane dizendo que mais tarde teria uma apresentação de uma velha amiga dele em pub ali perto da casa dela e perguntando se ela não queria ir com ele. Maite sorriu com a mensagem, ela se surpreendia com como ela gostava de se sentir incluída. Era diferente e especial, Mane sempre procurava incluir ela nos planos que fazia, mesmo pequenos e sutis, ele pensava nela, queria a presença dela e soava natural, pela simples vontade um do outro em se encontrar. Maite ainda caminhava em passos bem mais lentos que Mane, mas mesmo assim, ela gostava do ritmo em que os dois iam. Aquele tchau luna ainda lhe mexia a cabeça.
Ela aceitou o convite e viu aquele dia se arrastar. Mane iria direto do trabalho para o local, Anahi não trabalhava segundas e ficaria com Tony, Maite ainda teve tempo de ir em casa e se arrumar um pouco melhor do que a roupa de trabalho surrada que usava, o local era algumas quadras de sua casa, tanto que ela resolveu ir a pé. Estava uma noite agradável, mesmo com um vento gelado e mudança de tempo, ela não via razão para não caminhar um pouco e aproveitar a noite na cidade. Ela se sentia feliz, estava incrivelmente bem.
Maite vestia um look todo preto, casual e confortável. Ao chegar ao lugar marcado, ela logo avistou Mane que já tinha chegado, ele estava sentado com um casal de amigos e conversavam descontraidamente. Maite chegou hesitar um pouco, ela já ia conhecer amigos dele, aquilo não seria sério demais? Não era algo que ela queria ou planejava, algo que ela se quer pensou ao aceitar o convite e agora ela já estava ali. Passou em sua cabeça que talvez eles se comportassem como amigos e tudo fluiria normal, afinal eles não tinham nada ainda.
Foi quando Mane notou a presença dela, olhando para trás e a vendo entrar, ele estava vigiando a entrada por um bom tempo esperando ela ansioso e quando ela finalmente chegou, Mane se levantou, indo até Maite, e sem se importar com nada ao redor, a envolvendo e lhe beijando com sede. Todas as inseguranças e pensamentos confusos de Maite perderam força naquele momento. Ela apenas sentiu os braços de Mane lhe envolverem, puxando seu corpo com carinho antes de lhe dar um beijo cheio de saudade, que ela correspondeu afagando o rosto dele com um sorriso largo.
- Que bom que veio. - Mane diz, olhando-a com atenção, Maite estava linda, ele sorriu, segurando-a pela mão e a levando até a mesa - - Maite, esses são Andrés e Paulina, meus amigos. - eles se cumprimentam de forma simpática.
- É um prazer conhecê-los. - ela sorri - Você que se apresenta? - ela perguntou se sentando.
A conversa dos quatro fluía à medida que iam se enturmando e falando de música. Maite gostou dos amigos de Mane, eles eram engraçados e entusiasmados, não demorou para ela se sentir a vontade. Mane e Maite sentados lado a lado se mostravam íntimos e confortáveis. Paulina sendo chamada pediu licença, se levantando para se preparar para a apresentação e Mane passou o braço pelos ombros de Maite, a abraçando e dando um beijo do topo da sua cabeça com carinho.
- Como foi seu dia? - Mane perguntou naturalmente e Maite se virou para olha-lo com um sorriso no rosto, estranhando.
Ela definitivamente não estava acostumada com aquilo, com aquela dose de atenção, em alguém com que ela pudesse compartilhar pequenas histórias rotineiras, ou alguém que ela pudesse dividir o silêncio sem parecer constrangedor, curtir uma boa música sem se sentir deslocada. As coisas com Mane fluíam numa naturalidade que a espantava. Com ele nada era conforme o esperado, não adiantava o quanto ela pensasse ou procurasse decifrar, era sempre uma bem vinda surpresa, ela não estava acostumada, mas queria se acostumar.
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Amor sem Onde
Fiksi PenggemarVendo o dia ir embora da janela de um avião, ou em uma praia do outro lado do mundo, Anahi não tem endereço, sua casa é aqui e também é lá. O jet lag não é a única coisa que Anahi tem de diferente com Alfonso Herrera. Ele, um empresário workaholic...
