VINTE E DOIS.

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Eu posso estar fora todas as noites, ninguém me segurando, fazendo o que eu gosto, mas eu não posso me apaixonar sem você.

A noite era uma criança. E eu deixei de ser, pelo visto.

Aos vinte e cinco anos, com a minha carreira arruinada e sem ideia alguma do que fazer de agora em diante, eu estou na Koko.

A música eletrônica alta, começa a despertar em mim uma vontade de não me importar com mais nada e simplesmente fazer o que me der vontade.

E no momento, o que me dava vontade, era me sentar perto do barman e ficar por ali, avistando o movimento.

Que merda, Tomlinson. Reage!

Lauren está de pé do meu lado, vestida numa calça jeans apertada que vai até o meio da canela, um cropped branco sem estampa é um vans de estampa floral. É uma baita mulher.

Seus enormes olhos verdes estão desapontados comigo, eu sei.

A música eletrônica do Zedd toca, contagiando cada um que está no local.

—Você pode vir dançar, beber e esquecer da merda toda ou pode passar a noite inteira sentindo pena de si mesmo. Mas se escolher a segunda opção, me fala, porque aí eu vou sumir naquela pista de dança.

Aquilo poderia ser um conselho cheio de filosofias, mas a verdade é que um dos traços marcantes da personalidade da minha melhor amiga é que ela é uma pessoa direta. As vezes até demais.

Levanto do banco e fico de pé diante dela.

—Por qual dos dois você quer começar essa noite?

Jauregui solta um sorriso lateral de matar qualquer um.

—É por conta da casa. – Ouço o barman dizer, depois bater dois copos de tequila na mesa.

A noite é prolongada por muita dança e bebida exacerbada. Confesso que Lauren passa do limite, mais do que eu.

E de todas as coisas que eu poderia estar procurando naquela noite, naquele lugar, nenhuma delas incluía me lembrar de tudo o que estava acontecendo.

Na pista de dança, um pouco alterado, a música pesa a minha cabeça.

São tantas pessoas.

Tantas histórias.

Tantos motivos.

Lauren está dançando e eu também, descoordenados.

Alguém para na minha frente.

É um rapaz. Loiro, alto. Olhos azuis, um pouco mais claros do que os meus. Seus braços são fortes e suas tatuagens, contrastam a sua pele branca.

—Como você se chama? – Ele se aproxima para perguntar.

—Louis. Louis Tomlinson. – Falo.

—Esse nome não me é estranho.

—Nem tente puxar na memória, é menos constrangedor.

Ele dá um gole no que quer que esteja bebendo e joga o copo no chão, em segura me puxa para perto do seu corpo.

—Como você se chama? – Pergunto, quase sussurrando em seu ouvido.

—Evan. Evan Hawkins.

—Bonito nome.

Ele sorri e nós dançamos, por um bom tempo, com corpos colados.

Sem que eu possa esperar, nós estamos nos beijando na pista de dança, um beijo quente.

—Quer sair daqui? – Ele pergunta.

Scandal • L.SHistórias para pegar e não largar. Descubra agora