Eu posso estar fora todas as noites, ninguém me segurando, fazendo o que eu gosto, mas eu não posso me apaixonar sem você.
A noite era uma criança. E eu deixei de ser, pelo visto.
Aos vinte e cinco anos, com a minha carreira arruinada e sem ideia alguma do que fazer de agora em diante, eu estou na Koko.
A música eletrônica alta, começa a despertar em mim uma vontade de não me importar com mais nada e simplesmente fazer o que me der vontade.
E no momento, o que me dava vontade, era me sentar perto do barman e ficar por ali, avistando o movimento.
Que merda, Tomlinson. Reage!
Lauren está de pé do meu lado, vestida numa calça jeans apertada que vai até o meio da canela, um cropped branco sem estampa é um vans de estampa floral. É uma baita mulher.
Seus enormes olhos verdes estão desapontados comigo, eu sei.
A música eletrônica do Zedd toca, contagiando cada um que está no local.
—Você pode vir dançar, beber e esquecer da merda toda ou pode passar a noite inteira sentindo pena de si mesmo. Mas se escolher a segunda opção, me fala, porque aí eu vou sumir naquela pista de dança.
Aquilo poderia ser um conselho cheio de filosofias, mas a verdade é que um dos traços marcantes da personalidade da minha melhor amiga é que ela é uma pessoa direta. As vezes até demais.
Levanto do banco e fico de pé diante dela.
—Por qual dos dois você quer começar essa noite?
Jauregui solta um sorriso lateral de matar qualquer um.
—É por conta da casa. – Ouço o barman dizer, depois bater dois copos de tequila na mesa.
A noite é prolongada por muita dança e bebida exacerbada. Confesso que Lauren passa do limite, mais do que eu.
E de todas as coisas que eu poderia estar procurando naquela noite, naquele lugar, nenhuma delas incluía me lembrar de tudo o que estava acontecendo.
Na pista de dança, um pouco alterado, a música pesa a minha cabeça.
São tantas pessoas.
Tantas histórias.
Tantos motivos.
Lauren está dançando e eu também, descoordenados.
Alguém para na minha frente.
É um rapaz. Loiro, alto. Olhos azuis, um pouco mais claros do que os meus. Seus braços são fortes e suas tatuagens, contrastam a sua pele branca.
—Como você se chama? – Ele se aproxima para perguntar.
—Louis. Louis Tomlinson. – Falo.
—Esse nome não me é estranho.
—Nem tente puxar na memória, é menos constrangedor.
Ele dá um gole no que quer que esteja bebendo e joga o copo no chão, em segura me puxa para perto do seu corpo.
—Como você se chama? – Pergunto, quase sussurrando em seu ouvido.
—Evan. Evan Hawkins.
—Bonito nome.
Ele sorri e nós dançamos, por um bom tempo, com corpos colados.
Sem que eu possa esperar, nós estamos nos beijando na pista de dança, um beijo quente.
—Quer sair daqui? – Ele pergunta.
VOCÊ ESTÁ LENDO
Scandal • L.S
Fanfiction✓Concluída✓ Louis Tomlinson é dono da T. Galerie, uma galeria de arte em Londres que está bem próxima da falência. Com tantos problemas que poderiam ser colecionados pelo jovem artista, conhecer Harry Styles parecia o menos nocivo. Porém, a arte po...
