DEZOITO.

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Quem vai lutar?

Já fazem três dias que a minha vida virou de ponta cabeça.

Não sei do Harry e muito menos do Simon.

Estou melhor do que esperava que eu estivesse, já que tenho muitas, muitas peças no ateliê, prontas para serem expostas.

Liam e Zayn estão me ajudando com absolutamente tudo em que eu preciso.

Era tarde e eu estava na galeria.

Sozinho. De novo.

Estava tentando administrar os negócios, mas a verdade é que eu só estava rolando a página da T. Galerie na internet.

A porta se abre e alguém adentra a loja.

É uma mulher. Muito bonita, inclusive.

Seus cabelos pretos e olhos grandes, traços marcantes. Ela tem um sorriso muito bonito, deixando que ele seja visto pelos meus olhos azuis assim que me dirige a palavra.

—Boa tarde. É, você vende quadros, né?

Como explicar a ela que alguém comprou todos? 

—Eu vendo sim. – Falo ao lembrar de uma paisagem aleatória que desenhei uma tarde depois de conhecer Harry e que não foi destruído porque não estava no ateliê.

—Que bom, eu preciso de um.

—Ah, claro. Eu só tenho um mesmo.

Sinto que a deixei sem graça.

Eu me dirijo até o meu projeto de puxadinho e pego o quadro, que estava atrás do sofá. Eu realmente ia me desfazer dele, mas alguém apareceu querendo troca-lo por alguns dólares. Não vou reclamar.

—Aqui está.

—Querido, ele é lindo. – A mulher diz, gentilmente.

—Ah, obrigado. – Abro um sorriso falso.

—Oh. – Ela me encara, exatamente como Harry costumava fazer. – Você está triste?

—Que discreta.

—Ah, por favor, me desculpe. Eu não quis ser invasiva.

—Não tem problema. – Ponho meus olhos na tela do computador. – Eu realmente estou triste, uma pessoa a mais ou a menos sabendo disso não vai mudar muita coisa... – Aperto o meu maxilar e fecho os olhos, refletindo. – Desculpa. A senhora não tem a menor culpa, eu sou um babaca.

Sinto que ela me estuda, mesmo quando eu insisto em não colocar meus olhos nela.

—Você é um menino muito talentoso. A arte não é um ramo fácil, você deve amar muito tudo isso.

—Eu amo. A senhora ama o que faz?

—Claro!

—Já sentiu que não valia a pena?

—Ah, querido, tantas vezes.

—E o que te fez continuar?

—A minha vontade de me sentir realizada. Quer dizer, não é nada fácil, mas os meus sonhos me alimentavam, e não o contrário. O problema é que as pessoas querem que o inverso aconteça, por isso se frustram.

Finalmente coloco os olhos em cima dela, e a vejo com um sorriso doce pendurado no rosto angelical.

—A minha mãe iria gostar de você. – Falo.

Nós sorrimos um para o outro.

—O seu nome, por favor? Preciso colocar nos registros, se já não comprou aqui.

Scandal • L.SOnde histórias criam vida. Descubra agora