TRINTA E UM.

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Meu mundo está desmoronando, eu nunca deveria ter te deixado ir.

—Fica calmo, antes de tudo, ok? Tem alguém na sua casa? – Ele fala, quase sussurrando.

—Harry está aqui, quer dizer... Ele chegou ardendo em febre, e está chovendo muito, estou sem carro...

—Ótimo, mantenha-o perto de você o máximo que conseguir. – Ele me interrompe, afobado.

—Eu não tô entendendo.

—Mas vai, presta atenção... A perícia nunca realmente soube o que aconteceu com o carro do Harry, ou foi muito bem paga para não dizer. Eu voto na segunda opção.

—Por que alguém faria isso?

Sua respiração está pesada.

—Calvin? O que você quer me contar?

—Louis, merda! Isso é muito, muito sério, tá legal? Eu não... – Ele está nervoso, sua voz está trêmula. – Harry não sofreu um acidente.

—Quê? É claro que sofreu, eu vi...

—Foi uma tentativa de assassinato, Louis. Tentaram matar o Harry! – Ele interrompe de maneira assustadora.

—Calvin... Merda! Merda! Merda! Merda!

—Já entendi, merda. Você não pode deixar o Harry agora, me entendeu? Eu sei que ele vacilou com você e isso é fato, não estou pedindo para que voltem. Só que fique perto dele, Louis. Isso é importante.

—Mas o que eu vou poder fazer?

—Escuta, ainda não consegui tudo o que preciso para incriminar essa pessoa, mas estou quase lá. Eu preciso que você fique com ele agora. De preferência, sai do país. Ninguém pode saber que o Harry está vivo.

—Você tá me assustando.

—Tô sendo realista. Promete que vai ficar com ele, Louis. Promete.

—Tá, eu prometo.

—Beleza, agora... Cuida para que ele fique saudável e da um jeito de tirar ele de Londres. E nem pensem na América do Norte. Escolham a África ou América do Sul, Ásia. Algum lugar longe.

Respiro fundo. É difícil assimilar tantas coisas ao mesmo tempo.

O nosso silêncio dá lugar ao desespero.

—Por que está aqui? – Pergunto.

—Eu não podia te contar isso por ligação, entende? Eu não podia correr o risco do seu telefone estar grampeado.

—E quais são as suas teorias?

—Não são teorias. Eu tenho um amigo da perícia, o único honesto de verdade lá dentro e ele ficou fora do caso. Mas ele ouviu coisas nada convincentes sobre isso, então, resolveu investigar sozinho

—Ele tem permissão para isso?

Ele balança a cabeça, dizendo que não. 

—O que vocês têm?

—Houve uma resistência, bateram no carro em que Harry estava várias vezes, repetidamente até a hora em que o carro capotou, de fato.

Minha mente está processando, eu estou em pânico.

Coloco as mãos no rosto.

—É muita coisa pra mim... – Faço uma pausa. – Espera, vou ver como Harry está e volto para continuarmos essa conversa.

Subo as escadas com pressa para verificar se Harry está bem.

Ele dorme.

—Merda, Harry... No que foi que você se meteu? – Sussurro, enquanto ajeito os cobertores sobre o seu corpo quente.

Scandal • L.SHistórias para pegar e não largar. Descubra agora