TRINTA E QUATRO.

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Eu posso te amar? Isso te faria bem?

Seus lábios nos meus. Seu corpo sobre o meu. Cada toque de Harry faz o meu corpo inteiro arrepiar.

As luzes apagadas. O quarto é um universo inteiro, com dois outros universos menores dentro dele.

É possível ver a nossa silhueta como uma só na sombra, através da cortina. Estou certo.

Harry me beija com sensibilidade.

Eu o beijo com saudade e alívio por ele estar comigo.

Em todas as circunstâncias, eu o amo. Eu definitivamente, o amo.

Harry desfaz com cuidado o nó da minha gravata e desabotoa o primeiro botão da camisa antes de me olhar, bem no fundo dos meus olhos azuis.

—Quer me dizer alguma coisa? – Falo quase sussurrando.

—Acho que eu te amo é uma boa. – Um sorriso se forma e eu posso contemplar a covinha.

Fico sem reação, enquanto seus olhos oscilam entre os meus lábios e os meus olhos.

—Eu te amo. Eu te amo, Louis William Tomlinson. Como jamais pensei que amaria alguém. Como nunca amei alguém antes, eu amo você. Parece que todo o amor do mundo, guardei pra esse momento, guardei pra você.

Sorrio para ele.

—Harry... Eu também te amo. E eu quero te amar mais.

Nós nos olhamos intensamente, e nos beijamos.

Sinto Harry desabotoar os outros botões da minha camisa, e eu faço o mesmo com a sua.

Ele é... Lindo. De todas as formas como alguém pode ser.

As suas tatuagens a mostra, o seu peito subindo e descendo. A sua respiração pesada.

Seus dedos passeiam pela minha coluna, sinto a sua pele na minha, finalmente. Em uma tela totalmente em branco, parecem estourar tintas sobre ela.

E formam um emaranhado de cores. Uma confusão tão bonita.

Harry geme o meu nome com a voz grave e pesada.

Suas mãos em meu corpo me fazem viajar. Ele é perfeito.

Nós somos.

Ele é a minha arte.

Seus dedos brincam com a pele do meu ombro enquanto estou deitado sobre o seu peito coberto pela tatuagem dos pássaros.

O silêncio é o que escolhemos para nós.

Não é constrangedor, muito pelo contrário. É como se fosse uma conversa tão íntima, que não precisasse de palavra alguma.

Isso é tão louco.

Eu o amo.

A noite cai, mas sinto que ainda demora até que eu durma. Ou Harry.

O interfone toca.

—Essa hora? – Murmuro, me levantando para atender.

—Louis... – É a voz de Lauren. – Eu consegui. Consegui!

—Lauren... Onde você está?

Vejo que Harry se levanta ao me ver falar o nome dela.

—Com o Calvin.

—Podemos nos ver?

—Estamos indo para o hotel, podemos ver essa merda toda juntos! Eu tô chegando.

Scandal • L.SHistórias para pegar e não largar. Descubra agora