Tudo que eu queria era nada mais do que ouvir você batendo na minha porta.
Dedico este capítulo á Gisele. Obrigada por acreditar em mim.
Tic tac.
Ouço as rodas da maca fazendo um barulho atordoado no chão frio e cru do hospital central de São Francisco, na divisa do estado.
Passo a mão na minha barba, e dentro de mim, tento assimilar os acontecimentos das últimas três horas.
Eu saí de carro.
Escutando o rádio tocar uma boa música.
Do nada, silêncio absoluto.
Saio do carro correndo, com a sensação de que as minhas pernas estão amarradas e que não posso, de maneira nenhuma, sair do lugar.
Celular nas mãos.
"911, qual a emergência?"
"Tem um carro capotado e um homem morrendo." – Disseram os paramédicos uns aos outros quando chegam ao local.
"Aparenta ter 23 anos, nenhum documento encontrado." – Diz a polícia.
"O carro vai explodir." – Eu digo.
O mundo estava ruindo bem nos meus pés.
—O que está acontecendo? – Pergunto aos médicos que estão levando Harry para qualquer lugar longe da minha vista.
—Ele sofreu traumatismo craniano e ainda está perdendo muito sangue.
—O carro explodiu. – Falo, lembrando da cena em que vi pelo espelho retrovisor do carro enquanto seguia a ambulância.
Exatamente sete minutos e oito segundos após Harry estar na ambulância, o carro explodiu.
—Você precisa de ajuda médica? – Ele me pergunta.
—Eu preciso saber como ele está.
—Ainda vamos examiná-lo e saber se ele precisa de uma cirurgia.
—Me dêem notícias.
A agonia se prolonga.
Tic tac.
O hospital está praticamente vazio.
Já é consideravelmente tarde.
Harry está lá dentro, e eu só queria acordar de um pesadelo.
Isso não pode ser real. – Sussurro.
Não é real. – Fecho os olhos e os esfrego, abrindo-os em seguida.
EMERGÊNCIA.
Ainda posso ver. É real.
—Atenção, Dr. Mahawi! Atenção, Dr. Mahawi na sala de cirurgia. – Ouço nos rádios espalhados por todos os lados.
Cinquenta e três minutos e quarenta segundos.
Vejo um médico com uma roupa diferente. Um cirurgião, eu presumo.
—Você é responsável por Harry Edward Styles? – Pergunta.
—Sou! Aconteceu alguma coisa? Complicações?
—Ele precisa de uma doação de sangue agora mesmo. Você é família?
—Não.
—Tem como contatar a família?
—Não. Nós somos de Londres. A família dele está em Londres.
—Isso é um problema. – Ele pega o prontuário. – Harry perdeu muito sangue e ele precisa de doação, porém no último plantão, tivemos um acidente envolvendo várias pessoas e o banco de sangue, infelizmente, não foi reposto. Essa não é a pior parte. Harry tem um sangue raro, O-. Só recebe de quem tem o mesmo tipo sanguíneo, apesar de doar para qualquer um. Hospitais próximos daqui precisariam enviar em um avião para que chegasse mais rápido.
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Scandal • L.S
Fanfiction✓Concluída✓ Louis Tomlinson é dono da T. Galerie, uma galeria de arte em Londres que está bem próxima da falência. Com tantos problemas que poderiam ser colecionados pelo jovem artista, conhecer Harry Styles parecia o menos nocivo. Porém, a arte po...
