Capítulo 23

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| Dias depois |

– Para de fazer gracinha, você vai derrubar isso. – ela reclamou ao pegar a bandeja da mão dele e foi colocar no forno.

Jake ficou maliciosamente olhando para o bumbum da Jane na calça jeans escura que ela usava, quando ela se abaixou para abrir o forno. – Oh... agora eu entendo porque dizem que cozinhar a dois é sensual. – ele falou com certo desejo em sua voz.

Jane se levantou e viu para onde Jake estava olhando, ela se virou e se aproximou dele, enlaçando o pescoço dele com seus braços. – Quem é que está com os olhos grudados no meu bumbum agora? – ela provocou.

– Eu, com muito prazer. – ele deu um selinho nela, suas mãos na cintura dela.

– Mas talvez sua teoria esteja errada, na ultima vez que cozinhei a dois não foi tão sensual assim. A primeira também não foi.

Jake piscou. – Com quem você cozinhou?

Jane desviou o olhar. – Não vamos falar disso. Você vai ficar com ciúmes.

– Porque eu teria ciúmes? Me fala. Foi com o arquiteto nerd, não foi?

Jane suspirou. – Foi. Agora vamos parar de falar disso.

– Porque? Vocês fizeram algo além de cozinhar?

– Jake...

– Me fala.

Ela suspirou outra vez. – A primeira vez que cozinhamos juntos, na padaria, foi quando demos o primeiro beijo.

Jake fechou os olhos.

– Eu te disse que você iria ficar com ciúmes. – ela falou ao ver a cara dele.

– Eu não estou com ciúmes, Adler. – ela segurou na cintura e aproximou ainda mais seus corpos, aproximou seus lábios. – Porque eu posso fazer melhor. – ele sussurrou, enquanto suas respirações se tocavam. Ele a beijou intensamente, ouviu Jane soltar um pequeno gemido com o beijo, ele sentiu que as pernas dela enfraqueceram, pois ela estava se desfazendo com o beijo. Jake explorava a boca da Jane com paixão, acariciando a língua dela com a sua, adorando sentir o sabor do vinho que ela havia tomado minutos antes. As mãos dele passeavam pelo corpo dela. Saindo da cintura para o bumbum e depois subindo para segurar na nuca e intensificar ainda mais o beijo. O melhor de tudo era ver a Jane correspondendo, soltando leves gemidos no beijo. Chegou o momento em que eles precisaram respirar e Jake olhou para ela, com a respiração fora de controle. – Então, foi melhor ou não?

– Sim... – ela respirou fundo, sem fôlego. – Sim... – ela repetiu quando recuperou mais a respiração.

Jake sorriu malicioso. – Pode ficar ainda melhor. – e em um movimento, ele os virou, fazendo com a Jane agora fosse pressionada contra a bancada.

– Oh.. – foi tudo o que ela conseguiu dizer ao sentir o corpo dele pressionada contra o dela.

Jake tornou a beijá-la, agora suas mãos acariciavam os seios dela, enquanto que seus lábios exploravam o pescoço.

Jane fechou os olhos e jogou a cabeça para trás, dando mais acesso a ele. – Jakey.. – ela praticamente gemeu.

– Hmm... eu adoro quando você cheira a manteiga. – Jake continuou a beijando, agora sua mão entrou por debaixo da blusa e encontrou o sutiã dela, ele o abriu, ansiando por tocá-la sem impedimentos. Assim que sua mão entrou em contato com o mamilo dela, a Jane gemeu outra vez. Jake a beijou nos lábios enquanto a provocava com seus dedos. As mãos da Jane passeavam pelas costas dele. Já não aguentando mais de tanto desejo, ele abriu o botão e o zíper da calça dela, enquanto que a Jane tirou a camisa dele. A mão dele estava prestes a entrar na calça dela, quando Jane passou a mão sobre o peito dele e sentiu o curativo. Ela parou.

– Espera, Jake.. – ela disse com a respiração ofegante.

– O que foi?

– Isso.. – ela passou a mão pelo curativo outra vez. – Você está se recuperando ainda, não pode fazer esforços.

– Eu estou bem, Janey. – ele falou, querendo continuar o que faziam.

– Não, a gente só pode fazer qualquer coisa quando tiver certeza de que você está bem.

Jake suspirou em frustração.

Ela pôs a mão no rosto dele. – Eu não quero me arriscar, você estava sentindo dor até outro dia.

– Mas a médica disse que era normal.

– Eu não quero me arriscar, Jake. – ela disse com a voz preocupada.

Jake olhou nos olhos dela. – Ok. – ele a beijou delicado. – Mas quando eu estiver bom, nós vamos derrubar as paredes daquele quarto. – ele brincou.

Jane gargalhou. – Ok, garotão. – ela pegou o sutiã dela e deixou de lado. – Enquanto isso podemos continuar com a sua sensual cozinha a dois. –  ela disse com uma voz sexy ao se passar por ele e ir na direção do fogão. Ela tirou a calça jeans e ficou só com a blusa e a calcinha, a blusa cobria boa parte do seu bumbum. Ela olhou para trás. – Você vai me ajudar com o molho ou não? – continuou com a voz sexy.

Jake suspirou. – Isso é tortura, Jane. – ele disse ao se aproximar dela por trás. – Isso é tortura. – ele sussurrou no ouvido dela, já praticamente ardendo, mas sabendo que não podia fazer nada, ele se afastou. – Vamos cozinhar esse molho, senhora provocação.

Jane apenas sorriu e piscou pra ele.

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– Como se sente hoje, Jane?

– Bem.

Dr. Allen ergueu as sobrancelhas. – É só isso que você tem pra me contar?

Jane sorriu. – Muita coisa aconteceu desde a última vez que vim aqui.

– Coisas do tipo?

– Eu e o Jake...nós estamos juntos. – ela falou, meio hesitante, como se esperasse a aprovação dele. – Eu sei que parece loucura, mas o Jake realmente mudou, sinto isso na maneira como ele olha pra mim, como ele fala comigo. – ela olhou para o terapeuta. – Eu realmente não estaria fazendo isso, se não sentisse aqui dentro que talvez seja a coisa certa.

Dr. Allan sorriu. – Você não precisa se justificar pra mim, Jane. – ele olhou pra ela. – O mais interessante é que você tomou essas decisões sem precisar da minha ajuda.

Jane piscou. – Você não ficou ofendido por eu não ter te procurado, ficou?

Ele riu. – Claro que não. O que estou dizendo é que você estava tão certa disso que se sentiu segura pra tomar essa decisão. Isso é um progresso enorme.

– Obrigada.

– E agora que você e o Jake estão juntos, como você se sente?

– Eu me sinto... equilibrada. Eu e Jake não temos mais os problemas que tínhamos quando casados, tudo parece mais... leve.

– Isso é ótimo, Jane. Eu posso ver que você está diferente.

– Diferente no bom sentido?

Ele sorriu. – Sim.

Ela concordou com a cabeça, com um sorriso discreto. – Eu me sinto diferente. E não está ruim.

Ela realmente se sentia bem.

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