Truths

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1 semana depois

Júlia: on

_ É ele? - pergunto ao meu pai que olha fixamente para o homem ruivo na tela de meu notebook. Ele engole em seco e intercala seu olhar entre mim e para a tela. Algo que ele nunca tinha feito, em todas as minhas tentativas. Meu pai respira fundo e assente com a cabeça de um jeito frustado.

Eu não sabia se me sentia feliz ou aliviada. Estava o procurando por um bom tempo e finalmente o encontrei. Mas... e agora?

Relaxo minhas costas em minha cadeira e massageio minha têmpora. Observo meu pai ainda analisando a foto de perfil do facebook de meu suposto pai biológico. Meu pai não tinha reação em seu rosto e parecia pensar muito.

_ O que pretende fazer agora? - meu pai sussurra.

_ Não sei... talvez encontrá-lo e...

_ Você não vai voltar para o Brasil. - meu pai diz, ajeitando sua postura e me olhando sério. Franzo o cenho vendo uma diferença em sua voz e em seu humor.

_ Pai, você disse que...

_ Não importa o que eu disse, você não vai voltar para o Brasil. - ele diz e caminha furiosamente em direção a minha porta. Levanto de minha cadeira e vou atrás dele com o coração batendo forte. Brigar com ele não estava em meus planos mas ali, naquela hora, parecia necessário.

_ Deu pra mentir agora? Você disse claramente que apoiaria minhas decisões e não me impediria. - digo já no corredor. Sun Hee que passava com um copo de suco parou de andar com um olhar assustado direcionado a nós dois.

_ Porque até então eu não sabia que você conseguiria encontrá-lo. - meu pai diz, virando-se para mim.

_ Não acredito que mentiu pra mim. - digo com uma voz debochada. Um dos jeitos para fingir totalmente a minha raiva.

_ Eu não... eu não quis mentir para você. - ele diz fazendo gestos, parecendo completamente nervoso. - Mas é isso que os pais fazem, não é mesmo? Mentem para o bem dos filhos.

Respiro fundo e encaro o homem em minha frente sem saídas. Eu estava com raiva, muita raiva.

_ Não está parecendo que você quer meu bem. - digo. Viro-me de costas e corro para meu quarto, batendo a porta. O que deve ter chamado atenção da casa inteira.

Queria poder gritar bem alto afim de expulsar essa raiva que sinto dentro de mim. E de quebra, mandar a tristeza embora também. Mas eu sabia que não era tão fácil assim. Nada é tão fácil. Tudo sempre requer algum mínimo de esforço. E, às vezes, por mais que você se esforça, não adianta muito.

Pego meu celular e disco o número de Jimin.

Ligação: on

_ Oi, amor. - ele diz. Se eu estivesse bem, teria sorrido com seu jeito de falar.

_ Está ocupado? - pergunto.

_ Vou estar ocupado até às 19:00. Por que?

_ Vamos sair? Preciso... preciso te contar umas coisas e esfriar minha cabeça. - digo e fecho os meus olhos. Jimin demora um pouco para me responder, parecia estar pensando no que eu acabara de dizer.

_ Me contar umas coisas? E... elas são ruins? - ele pergunta com receio na voz.

_ Bom... eu acho que não. Depende da sua perspectiva. - digo e dou de ombros.

_ E é sobre a gente? - ele diz. Abro um sorriso vendo nitidamente a sua preocupação.

_ Não, relaxa. - digo e escuto ele soltar um suspiro.

_ Beleza, passo aí às 19:30. Preciso desligar. Até mais. - ele diz. Despeço-me dele e desligo o celular logo em seguida.

Ligação: off

Coloco meu celular do lado de meu corpo e fito o teto pensando nas palavras de meu pai. Não era algo que eu queria ficar relembrando, mas eu não mando nos meus pensamentos. Quem dera se eu conseguisse. Facilitaria tanta coisa.

Levanto de minha cama e me aproximo de meu notebook vendo o rosto daquele homem que para mim era um total desconhecido. Era meio surreal imaginar que ele é meu pai biológico.

Sento na cadeira e fito sua foto de perfil. Ele se parecia comigo em alguns aspectos. Na verdade, acho que a nossa única diferença era que seu cabelo é ruivo e o meu é castanho. Pisco algumas vezes e clico em "fotos". Tinham poucas, mas suficiente para me fazer suspirar.

Em uma delas, meu suposto pai estava abraçado com uma mulher, uma pequena menina estava em seu colo e um garoto estava em pé ao seu lado. O garoto era a cara do pai, já a menina tinha puxado os aspectos da mãe.

_ Meu Deus, eu tenho irmãos e mais uma madrasta. - digo com as mãos na testa, achando tudo aquilo inimaginável. Engulo em seco vendo o resto das poucas fotos. A maioria era foto de família ou coisas desnecessárias como a imagem de uma flor e escrito em cima "Bom dia".

Salvo algumas fotos em meu computador e hesito em mandar uma mensagem para ele. Como ele reagiria?

Vejo que sua última publicação foi no ano passado. Ele nem deve mexer no facebook. Essa desculpa me convenceu a não mandar mensagem nenhuma. Entro no facebook de sua suposta esposa e vejo mais fotos por lá. Dessa vez tinha várias e eu acho que não estava preparada para ver tudo aquilo.

Desligo meu computador rapidamente e apoio meu queixo em minhas mãos pensando em tudo que vi. Seguro minhas lágrimas percebendo quanta coisa estava escondida sobre mim. Encosto minha cabeça na cadeira e solto um longo suspiro repetindo para mim mesma que tudo daria certo e que eu deveria seguir em frente.

Arrumo minha mesa que estava cheia de material da faculdade já que eu teria uma prova amanhã. Levanto de minha cadeira e decido me arrumar para encontrar Jimin já que faltava apenas meia hora para ele chegar. Talvez, conversar com ele sobre tudo isso me traria boas sensações.

Ou não.

Oi, minhas jujubas szsz

Desculpa pelo capítulo curto e já vou logo avisando que o próximo vocês não vão gostar muito rsrs

Preciso da opinião de vocês. Eu estou escrevendo uma fanfic com o Taehyung e já tem vários capítulos prontos. Eu realmente estou muito animada com ela, é algo totalmente diferente que eu já escrevi.

But

Estou com medo de me enrolar com SUYH.

O que vocês acham que eu devo fazer? Não me deixem no vácuo, eu estou em desespero skskkss

Saranghae szsz

ps: quem tem tt, vai agora ler outcast plmds

Stand Up Your Hand [pjm]Onde histórias criam vida. Descubra agora