O sorriso que eu tanto esperava

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Sun Hee: on

_ Jin, eu tenho que desligar. - digo com um sorriso bobo nos lábios enquanto escuto o menino falar bobeiras do outro lado da linha.

_ Tá bom, parei. - ele diz entre risos. - Você está em casa, certo? - ele diz. 

Respiro fundo e passo a língua pelos lábios, com receio de mentir para o mesmo. Olho em volta da cafeteria e aceno com a cabeça para a atendente.

_ Sim. - minto, olhando para o relógio e vendo que já estava tarde.

_ Você está mentindo.

_ Jin, relaxa. Eu realmente tenho que desligar, ouviu? Beijos, amo você. - digo enquanto me levanto para pagar meu cappuccino. Ele se despede e eu desligo o celular. Pago a menina e saio do estabelecimento, sentindo meus ossos congelarem por conta do frio.

A cafeteria não era tão longe de minha casa, então estava tranquila. Passei o dia todo resolvendo coisas chatas, então acho que merecia um cappuccino no fim do dia. Olho em volta, vendo as árvores com grandes folhas e parecendo assustadoras por conta do escuro, apesar de que tinha postes de iluminação. Nego com a cabeça vendo como parecia uma garotinha assustada. 

Caminho em passos rápidos, com o olhar fixo no chão e vejo uma sombra se aproximando. Ergo minha cabeça rapidamente dando de cara com a pessoa que eu menos queria ver. 

_ Eu... - ele ia dizia.

_ Seu filho de uma puta! - digo e dou um tapa em sua cara, lembrando imediatamente do que ele fez com meus amigos. - Seu merda, me deixa em paz! - digo e desconto meus socos em seu peito e braços. 

Na verdade, não sei o que deu em mim para fazer isso. Depois de tudo que ele fez, comecei a sentir medo do mesmo. Mas lembrei da imagem de Júlia totalmente machucada e a raiva veio rapidamente.

_ Hey, dá pra parar? - ele diz tentando me segurar.

_ Parar? Eu ainda nem comecei. - digo, batendo no mesmo. 

_ Ou você para, ou as coisas ficam piores. - ele diz de um jeito ameaçador. Engulo em seco e puxo meu braço com força, massageando meu pulso logo em seguida. Sehun me encara e ajeita seu capuz, passando desconhecido para qualquer um. 

_ Veio me procurar pra quê? Sabe que não vai conseguir nada comigo, ainda mais depois do que fez a Júlia. - digo convicta.

_ Ah, mas eu...

_ Nem comece com suas ameaças fúteis, Sehun. Você está na merda. Dois de seus capangas estão presos, e já estão atrás do terceiro. Não vai demorar muito para a polícia te encontrar e te colocar atrás das grades. - digo e respiro fundo. - Você acha que planejou tudo certo, mas não imaginou que seu plano ia por água a baixo, não é? Você não conseguiu absolutamente nada com isso. Machucou cada amigo meu como pôde, mas ainda estamos juntos e mais fortes. Você ferrou consigo mesmo, não precisou da ajuda daqueles que sabem a verdade, como eu e a Júlia. Não precisou que a gente fizesse um depoimento na delegacia. Você é o culpado. E se você tentar fazer alguma coisa comigo nesse exato momento, juro que você vai se arrepender. - digo e aponto com o queixo para um carro da polícia que estava em uma calçada próxima. - Agora se me permite. - digo e passo esbarrando no ombro do menino que esboçava um rosto sem reação. - Ah, Sehun. - digo chamando a atenção do mesmo. - Não esquece de ir se fuder, seu babaca. - digo e mostro o dedo do meio. 

Stand Up Your Hand [pjm]Histórias para pegar e não largar. Descubra agora