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Eu não sou forte

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Antes de começar a escrever, quero dizer o quanto estou p*** com o Wattpad. Ele apagou um capítulo que, ao meu ver, é bem importante pois sem ele a história fica meio sem sentido. Lembra daquele capítulo que a Júlia "enfrenta" o policial, descreve o Sehun para ele, vai para o hospital com o pessoal e etc? Então, o wattpad fez o lindo favor de apagar esse capítulo. E não tem nem como eu reescrever. Não são só esses problemas. Muitas vezes o Wattpad não me envia notificação de comentários de vocês e eu só vejo 3 mil anos depois, algumas imagens depois de um tempo simplesmente somem da mídia, etc. Só queria desabafar mesmo. Enfim, boa leitura e escutem a música <3

Júlia: on

É tão impactante o fato de que a vida pode dar uma reviravolta sem nem mesmo avisar. Sem nem dar uma dica. Sem nem dar chance de se preparar para o pior. Em todo momento, meu coração se recusa a acreditar. Mas minha mente estava consciente de que aquilo havia mesmo acontecido. É fato. Você não quer acreditar naquilo que te faz mal. Mas sua consciência não entende isso. Ela faz questão de te mostrar a realidade. E em como ela é cruel.

Não consigo pensar em nada. A sensação é de que o mundo simplesmente não existe mais. Pelo menos o meu não existe mais. Não como antes. Não sem ela.

_ Hey, você me assustou hoje. - Jimin diz se aproximando de mim. Sua voz saia tão baixa que eu mal conseguia ouvir, mas também não tinha vontade de responder. - Pensei que não iria puxar o ar da bombinha. - ele diz e senta-se ao meu lado da cama. Eu não iria. Mas é tão... desesperador a sensação de que está prestes a morrer. Penso em minha mãe e em todo o seu sofrimento ao saber que o dia de sua morte estava chegando. Existe algo pior do que saber o dia que está prestes a entrar dentro de um caixão e se decompor lentamente?

Eu não sei. Mas a dor que eu estava sentindo ao perdê-la era tão grande que penso na possibilidade de ser pior que a própria morte. Jimin segura minha mão mas eu simplesmente não sinto nada. Nenhuma felicidade, nenhum calor que ele sempre me proporcionava. É o que eu penso. Meu mundo estava tornando-se frio e escuro.

_ Júlia, eu...

_ Jimin, eu só quero ficar um pouco sozinha. - digo e solto a minha mão da dele. Não gostava de tratá-lo assim, mas eu não podia fazer muito coisa em relação a isso.

_ Seu pai... ele quer te ver. - Jimin diz tentando chamar minha atenção mas eu continuava a fitar minhas mãos. Solto uma risada irônica e passo minhas mãos em meu rosto, secando algumas lágrimas que estavam ali.

_ Pai. Quem diria que essa pequena palavra poderia se tornar tão confusa, não é mesmo? - digo e finalmente olho para o garoto ao meu lado. Seu olhar era de preocupação. A mesma preocupação que ele tinha ao me socorrer minutos antes. Ele morde os lábios e segura meu rosto, depositando um beijo em minha testa. 

_ Eu falo para ele vir mais tarde. Qualquer coisa... é só me chamar. - Jimin diz e sai de meu quarto de cabeça baixa. Ele também sofria. Mas não como eu. Não foi a mãe dele que morreu. Não foi ele que descobriu que a pessoa que ele acreditava ser seu pai, não é. Escorrego pela cama e deito na mesma, fitando o teto. Ele parecia ser bem mais atrativo do que meus problemas. Mas a imagem da minha mãe e a imagem daquela carta sempre vinham em minha mente. Ela morreu. E eu não tive tempo de me despedir, não tive tempo de dizer o quanto a amo. Não tive tempo de olhar mais uma vez para seu rosto e dar boas risadas com ela. Não tive tempo. Agora eu realmente entendo em como o tempo é curto. Em como ele deve ser priorizado. E em como ele deve ser bem usado. Levanto da minha cama e vou para minha sacada. A noite estava tão fria. Mas eu não me incomodava. Deixo minhas lágrimas caírem livremente, sem nem secá-las.

Stand Up Your Hand [pjm]Histórias para pegar e não largar. Descubra agora