Cuidados

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Júlia: on

"Escuridão e silêncio tomavam conta do lugar onde eu estava. A única coisa que poderia ser ouvida, depois de um tempo, era meu choro. E nada mais. Só lágrimas e lágrimas. Abracei minhas pernas e continuei a chorar sem me importar com o que estava acontecendo em minha volta. Eu estava sozinha. Apenas eu. Levantei a cabeça e olhei em volta. Eu sabia que estava em uma casa na árvore. Mas não era uma casa da árvore qualquer.

Era a que eu fiz com minha mãe.

E mesmo sem entender nada, eu sabia que estava sofrendo como nunca antes."

Levantei-me rapidamente com os olhos arregalados. Minha respiração estava arfada e eu repetia em minha mente que aquilo havia sido só um sonho. O ritmo de minha respiração foi diminuindo ao mesmo tempo em que eu me acalmava. Bufei e passei as mãos pelo rosto. Senti alguma coisa se mexendo em meu lado, então me virei rapidamente. Jimin dormia tranquilamente com seus cabelos bagunçados. Abri um pequeno sorriso e apertei sua mão. Continuei o olhando por um bom tempo, com o alívio tomando conta de mim por saber que ele estava bem. Não sabia o porquê de isso ter acontecido. Na verdade, eu estava bastante confusa em relação a isso. "Quem eram aqueles homens e por que fizeram tamanha maldade?" 
Engoli em seco e tentei afastar meus pensamentos. Soltei a mão de Jimin e levantei da cama onde estava. Me espreguicei e sai do quarto á procura de algum médico ou enfermeira para ver como Jimin estava. Olhei para meu relógio de pulso que marcavam 06:27. Bufei e andei pelos corredores do enorme hospital. Vi que o médico responsável estava conversando com meu pai. "Pera, meu pai?" Me aproximei e abri um sorriso ao ver que meu pai notou minha existência ali. Ele se aproximou de mim e me abraçou fortemente:

_ Você está bem? - ele disse com o olhar direcionado ao meu olho machucado. Assenti com a cabeça e o abracei novamente. O médico fingiu uma tosse que chamou nossa atenção.

_ Acho que você e o Jimin tem visitas. - ele disse e apontou para vários jovens que dormiam um por cima no outro em uma cama improvisada que consistia na junção de vários bancos de espera. Gargalhei ao ver meus amigos naquele estado. Me aproximei deles e tirei uma foto antes de acordá-los, já que a situação era cômica.

_ EI CAMBADA! BORA ACORDAR! - gritei e cada um foi abrindo um olho lentamente. Sun Hee foi a primeira que se levantou e me esmagou em um abraço. - Sun Hee, tenha calma. - disse entre risos.

_ Não dá, Jú. Appa me contou o que aconteceu. Ainda bem que não foi nada grave. - ela disse e passou a mão por cima de meu olho machucado. Seus olhos estavam cheios de lágrimas, mas eu não queria que ela chorasse.

_ Hey, não chore. Está tudo bem agora. - disse tentando acalmá-la. Ela balançou a cabeça negativamente enquanto corria os olhos pelo meu rosto.

_ Eu queria acreditar nisso. - ela disse e antes que eu pudesse perguntar o porquê daquilo, Manu correu para cima de mim. Dei alguns passos para trás por conta do impacto. Mas não foi o suficiente já que Mi Cha veio junto. Então caímos juntas no chão e gargalhamos em seguida. Meu rosto queimava de vergonha por conta das pessoas que nos olhavam mas estava feliz por ver eles aqui. E então, um por um veio me dar um abraço e recebi comentários de preocupação e eu só respondia que estava bem.

_ Não me mata de susto novamente, tá? - Tae disse no pé de meu ouvido enquanto me abraçava. - Quem fez isso com vocês? - ele disse passando a mão pelo meu rosto. Meu coração acelerou assim que ele fitou meus olhos. Grunhi enquanto olhava para minhas mãos.

_ Não sei, foram quatro homens. Estava escuro demais, não consegui ver o rosto deles. - disse. Tae assentiu com a cabeça ainda com um olhar de preocupação.

Stand Up Your Hand [pjm]Onde histórias criam vida. Descubra agora