Fucking Hurt

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Júlia: on

_ Aqui. - Jimin diz entregando meu frappucino. Murmuro um "obrigada" e seguro a mão do menino. Caminhamos de mãos dadas sem saber ao certo algum rumo. Olho de relance para o mesmo e vejo que ele olhava ao redor.

As pessoas passavam despercebidas em nosso lado. Claro, não sabiam que o garoto ao meu lado se tratava de Park Jimin, já que ele se escondia nos trajes. Respiro fundo e o puxo em direção a um lago, sentando na grama fofa logo em seguida. Ele coloca seus braços por cima de meus ombros e me puxa para mais perto dele.

Não querendo já dar a notícia, conversamos sobre coisas aleatórias que muitas vezes arrancava risadas de nós dois. Algo que me distraiu por completo e me fez esquecer do meu real objetivo aqui. Entre beijos e risadas, Jimin me lembra da nossa conversa no celular.

_ Não querendo estragar esse nosso momento mas... o que você quer falar de tão importante comigo? - Jimin diz colocando seu copo sem mais nenhum líquido dentro, ao seu lado. Engulo em seco e encaro o menino afim de ver claramente a sua reação.

_ Bom... eu... encontrei meu pai. - digo. O menino a minha frente arregala os olhos e olha para mim fixamente. Conseguia ver seu rosto numa mistura de alegria e tristeza. - Eu não tinha contado antes para você mas... depois que achei aquela foto, fui conversar com Eduardo sobre ela e... ele me contou sobre a verdade de meu pai biológico e é uma coisa totalmente diferente do que eu achei que fosse. Ele... ele não é um canalha que me abandonou, sabe? - digo olhando minhas mãos. Jimin segurava as mesmas e chama minha atenção.

_ Não sei se é pedir muito, mas quero que você me explique isso direito. - Jimin diz com uma voz calma. Assinto com a cabeça e começo a explicar tudo que meu pai tinha me dito antes. As mesmas coisas que eu disse para Sun Hee. De algum jeito, falar sobre isso mais uma vez me fez bem. Desabafar sempre foi algo que me trazia paz.

_ Depois disso, vim procurando pelo o mesmo durante esse tempo e eu o encontrei. Hoje. E por conta disso, briguei com meu pai. - digo. Jimin fica em silêncio e eu observo a lua e as estrelas e em como elas deixavam o céu mil vezes mais lindo.

_ Brigou com ele porque... - Jimin não conseguiu terminar a frase.

_ Isso, porque eu quero ver ir vê-lo... no Brasil. - digo. Mais uma vez Jimin fica em silêncio e isso incomoda. Observo o menino olhando para tudo, menos para mim. Como se tivesse medo.

_ Eu... bom... fico muito feliz por você. Por... ter encontrado seu pai. - ele diz e força um sorriso. Respiro fundo vendo o esforço dele em parecer feliz indo em vão. Seu sentimento estava completamente transparente para mim.

_ Não parece. - digo baixo e brinco com a grama. Sinto o peso do olhar de Jimin sobre mim, esperando que ele falasse alguma coisa. Mas ele não disse nada.

_ Acho melhor irmos embora. - digo, levantando. Franzo o cenho ao sentir o menino me puxar.

_ Não adianta eu tentar mentir pra você, então... nada melhor do que dizer a verdade, né? - ele pergunta. Fito seus olhos que brilhavam por conta da lua e por pouco não me distraio com eles. Assinto com cabeça e ele passa a língua pelos lábios. - Gosto de saber que você achou ele, pequena. Também fico feliz por essa história toda que você me contou. Mas... também não acho uma boa ideia você ir para o Brasil.

Reviro os olhos e respiro fundo, repetindo para mim mesma ter paciência nessa hora.

_ Jimin, quero que você me entenda. Eu achei meu pai, então... preciso vê-lo. Eu tenho irmãos, Jimin. E não os conheço.

_ Você pode se comunicar com eles. Mandar uma mensagem pra eles. Não... não precisa ir para o Brasil. - ele diz fazendo gestos com as mãos. Nunca tinha o visto tão desesperado e preocupado ao mesmo tempo.

_ Você acha que simples mensagens vão fazer eu conhecê-lo melhor? - digo. - O que deu em você, Jimin? Cadê o menino que sempre esteve ao meu lado, apoiando minhas escolhas? - digo com o cenho franzido.

Jimin respira fundo e passa as mãos no cabelo.

_ Desculpa, pequena. Dessa vez não posso estar ao seu lado. Não quero que você vá. E se... e se você resolve ficar lá de vez? E se sua relação com eles for melhor do que as que você tem aqui?- ele diz preocupado.

Fito o menino com a boca entreaberta sem muito o que dizer. Na verdade, eu não tinha o que dizer. Eu entendia o lado dele mas... por que ele não conseguia entender o meu? 

_ Jimin, se trata da minha família...

_ Sua família é essa aqui. Eu, o Eduardo, Sun Hee, Yang Mi, os meninos, as meninas e a Sook. Essa é a sua família. Ela é perfeita, por que quer mudá-la? - ele diz e passa as mãos no cabelo de um jeito frustado. Como se sua vida dependesse de me fazer convencer em sua palavras. 

Engulo em seco e encaro o menino que não conseguia olhar em meu rosto. Eu estava acabada, sem argumentos e sem vontade de discutir. Fodidamente magoada. 

Levanto lentamente e aperto minhas mãos com força afim de aliviar qualquer coisa que eu esteja sentindo. Raiva, tristeza, confusão. Tudo isso junto formando uma grande bola de neve.

_ Eu vou voltar pra casa... de metrô mesmo. É melhor você ir também, está frio aqui fora. - digo olhando claramente para as costas do menino que não moveu nenhum músculo. - Até mais. - sussurro essa última parte e caminho o mais rápido possível para longe do menino.

Esbarro nas pessoas que passam por mim, pedindo desculpas logo em seguida. Não era para eu me sentir tão mal, certo? 

Mas se tratava do Jimin. Se tratava em não ter o apoio dele. O apoio que mais importava para mim. 

Vou embora para casa não só com as palavras dele em minha cabeça, mas também com a última imagem dele. De costas e sem falar mais nada, sem voltar atrás ou sem um "até mais". Ele pode pensar que desisti. Ele pode pensar que assim, eu não ligue mais para o que realmente importava para mim.

Ele estava incrivelmente enganado. 

Ooi jujubas szsz

mals a demora, bloqueio tá intenso aqui. 

o final tá chegando gnt rsrs

até o próximo capítulo, saranghae szsz

ps: desculpa qlquer erro, não revisei


Stand Up Your Hand [pjm]Onde histórias criam vida. Descubra agora