capítulo 19.

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  O sinal toca e me arrasto até o armário, Tyler estar encostado nele,  se não precisasse do livro para próxima aula, daria a volta e me afastaria dele.

—Licença.

  Ele cruza os braços e continua no mesmo lugar , maravilha!

—O que quer?

—Precisamos conversar ,não pode continua fingindo que não me conhece.

  Quer saber?O livro não é tão importante.

  Começo a me afasta quando ele agarra me braço me fazendo o vira para ele, faço a pior cara de raiva porém isso só o faz me segurar com maia força.

—Sinto muito se me odeia, mas não pode me evitar para sempre.

Puxo meu braço.

—Posso tentar.

  Será que ele é tão cego? Não quero ele por perto, não queria nem ter que olhar para ele, se tivesse ajuda facilitaria as coisas, mas ele só complica como se fôssemos o gato e o rato e ele não consegue parar de vim atrás de mim.

   me encosto nós armários o encarando com descaso, cruzando os braços, ele coloca suas mãos no bolso e balança a cabeça como se não entendesse minha reação a insistência dele de termos uma conversa , sabemos tudo o que aconteceu e isso basta ,agora podemos fingir que não nos conhecemos, é mais fácil.

—Uma hora você vai precisa enfrentar a realidade.

—Estou fazendo isso!

—Como? Fugindo de mim?—solto o ar .

—Não! Fugindo de mim, de quem eu sou quando fico perto de você , porque te odeio muito Tyler mas nem chega perto do quanto vou me odiar por permitir acreditar que é um bom garoto, ou que está arrependido, quer facilitar a minha vida ? Fica longe.

   Saio pelo corredor, dessa vez ele não agarra meu braço,e isso é o mais perto dele ser bom comigo que chegamos se passamos disso fico até assustada.

                              •••

   Esther me empurra para dentro do estúdio,  sei que sou apenas uma desculpa para ela poder vim aqui sem seu pai surtar, para eles o estúdio é o próprio bordel, e as garotas que trabalham aqui já sucumbiram o pecado, os pais dela porém decidiram não me culpar por pecados do meu pobre irmão.

  O interior do estúdio é como uma enorme sala de estar,tem dois sofás em um canto junto com uma mesa, no outro uma mesa com cadeiras e jogos de cartas, há enormes quadros com tatuagens  e fotos do funcionários, consigo identificar o rosto do meu irmão na maioria delas , em uma delas meu irmão  passa o braço em volta de malia, a única  namorada que conhecemos desde que ele saiu de casa, nunca soube o que houve entre os dois, na verdade nem procurei saber, agradeci por ela ter sumido meses depois só não entendi por que ele ainda guarda essa foto.

  Esther se aproxima e começa analisar os quadros de tatuagens.

    Vou até a recepcionista e quando ela levanta o olhar tento contar os piercing que fazem parte do seu rosto e orelha mais paro quando percebo que a estou encarando e que até terminar vai demorar algum tempo .

—Posso  ajudar? —ela falar mechendo em alguns  papéis .

—  Onde ficar  a sala de Philip?—sua expressão muda, seu maxilar ficar tenso e ela arruma a postura ficando  seis centímetros  mais alta que eu, se ela queria me colocar medo conseguiu, sua cara é de alguém que sequestrar criancinhas.

—Tem hora marcada?

  Faço um gesto com a mão de desemportância .

—Não preciso.

Se for?Será?Nada!Histórias para pegar e não largar. Descubra agora