Tyler está sentado do meu lado, mecho a comida no prato, meu apetite acabou assim que o vi esperava muitas pessoas para esse jantar mas nem de longe Tyler era um desses.
Ver ele sentado com a minha familia se fazendo de bom moço me causa náuseas, ele não deveria se aproximar deles, nem de ninguém que tivesse haver comigo, por tudo que me fez, por tudo que isso causou a essa familia que agora sei que ele conhecia.
—Marjorie — olho para papai que me encara preocupado.
—Se sente bem?
—um pouco magoada por michael não ter vindo, só...
Ele mantém o olhar em mim e depois volta a falar com tyler, levanto o olhar.
—Como você conheceu philip mesmo?—pergunto.
Ele pousa o garfo no prato.
—Foi a três anos, quando meu irmão foi fazer um tatuagem com ele—oh! Algo novo para acrescentar as surpresas de hoje a noite, tyler tem um irmão!
—Por que você nunca me falou dele Philip?
—Não sei, nunca achei necessário.
Concordo com um gesto de cabeça, e volto minha atenção para a comida.
—Pensava que esse jantar era para a família—murmuro.
—Marjorie—Thomas me repreende.
Olho para ele .
—Não sabia que tinha mais um irmão!
—Não sabia o tão mal educada podia ser...
—por ser sincera?
—Os dois! Parem agora—papai fala entre os dentes.
Mordo o interior da minha bochecha, eu só queria fazer um jantar para meus irmão, e até isso ele consegue estragar, deveria ter guardado o molho com pimenta, agora teria bom uso.
Poderia contar a phlip com quem eu fugi, seria um estrago grande e tenho certeza que perto da minha familia ele não chegava mais, talvez voltassemos para Miami ,mas fico calada, consequências também cairiam sobre mim, e não quero que quebrem nossa nova casa, mesmo que seja com a cabeça de Tyler sendo partida.
☆☆☆☆☆☆
Acabei descobrindo que o motivo de tyler não me associar com phlip é porque me chamam de marjorie, enquanto ele preferia Justine, Philip nunca falou onde nossa família morava ou algo assim, Tyler não tinha noção quando me conheceu que eu tinha algum parentesco com Philip.
Isso é hilário, o fato dele conhecer as pessoas que querem o matar, e sorri enquanto comi frango assado na sala da casa deles e se manter tão sereno, ele é bom nisso...em não parecer culpado. Ele não olhou demais para mim, nem falou coisas que o comprometessem ,agiu como se não entendesse meu tratamento, um completo vítima do meu mal humor .
Entro embaixo da água quente e fico repassando os últimos meses como filmes, meu plano era nunca mais o ver, seguir e esquecer aqueles três meses, nem sei como meu pulmão conseguiu suportar tanto álcool e cigarro, ainda posso sentir o gosto.
Não tem como se orgulhar, depois dele ficar com aquela garota, ele não se importava em me dividir com amigos, e não me importava em usar as drogas deles ,ou pegar a carteira escondida das pessoas nas ruas só para rir um pouco depois e usar o dinheiro para compra bebida, como se perdoar por ter sido tão imbencil?
Me enrolo e vou até a pia pegando minha escova e colocando pasta, escovo a boca duas vezes para a sensação de cigarro sair, visto um jeans com uma camiseta, colocando o cabelo para trás do ombros, alguém bate na porta, mamãe coloca a cabeça para dentro e sorri, entrando .
—Primeiro dia de aula! Animada?
Vou até a escrivaninha e pego meu caderno colocando na mochila, a idéia de ir para uma escola nova não me assustaria tanto se fosse um colégio publico, pelo que sei na escola onde vou estudar tem tanto filhinhos de papai que quase me faz chorar.
ORLANDO REVES uma das maiores escolas de orlando , e mais renomada.
—Não sei, mas a senhora acha que eu deveria colocar outra roupa? Algo que custa o preço do carro de papai?
—Acredito que você não tenha isso no armário— abro meu armário e faço sinal para ela olhar, ao que parece michael trocou todas minhas roupas, ela contrair os lábios —Não tenho nada haver com isso!
Bato a porta com força, não, não estou sendo mal agradecida, qualquer pessoa gosta de ganhar roupas, mas até as calças jeans cheira a dinheiro, fora o tanto de rosa ,e azul bebê que tem no meu armário.
—Como ele conseguiu entrar nessa casa com esse tanto de roupa sem ninguém perceber?
—Eu ajudei—Ravi aparece na porta dando de ombros —Vocês já viram o carro que ganhei!?
Um audi R8 compra qualquer pessoa ,até mamãe sabe disso, ela levanta os braços em rendição .
—Tenho hora marcada no salão, vamos —olho para o relógio e depois para mamãe pegando a mochila.
—Se ele passa em algum lugar, fujo no carro!
Ela arregalha os olhos.
—Brincadeira mamãe— ela solta o ar.
—Não se brinca com isso marjorie... não você.
Beijo o rosto dela e desço as escadas atrás de ravi, que age como nos filmes de garotos bad boy onde ele é o protagonista, falei que a escola é cheia de filhinhos de papai?!
VOCÊ ESTÁ LENDO
Se for?Será?Nada!
Novela JuvenilEntre tudo que ocorreu desde quando o conheci até o momento do fim , não poderia dizer o que mais me abalou ou me tirou da minha órbita natural ,talvez tenha sido o sorriso dele ,ou aquele cabelos na altura dos ombros ,e aquele estilo que até mesmo...
